O presidente Lula (PT) abre o ano eleitoral diante de um tabuleiro repleto de definições sensíveis. Além da já anunciada saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, prevista desde dezembro, o petista terá de administrar a substituição de Fernando Haddad no comando da Fazenda, em fevereiro, e a reorganização de outras duas dezenas de ministérios. Mais de 20 titulares devem deixar os cargos para disputar as eleições de 2026 — o prazo legal para a desincompatibilização termina em abril. (Leia a lista completa aqui.)
Antes disso, porém, Lula tende a promover uma mudança na articulação política no Senado. O líder Jaques Wagner (PT-BA) e um dos vice-líderes do governo, Weverton Rocha (PDT-MA), devem deixar os cargos antes do fim do recesso parlamentar, que vence em fevereiro.
Para substituir a dupla, ganham força Rogério Carvalho (PT-SE), cotado para a liderança, e Leila Barros (PDT-DF), vice-líder. Ambos já ostentam a condição de vice-líderes do governo na Casa, mas ganhariam mais responsabilidades e protagonismo na articulação. Lula tende a oficializar as mudanças antes da grande reforma ministerial.
Na Câmara, por outro lado, não há previsão de alterações, e a liderança do governo seguirá com o deputado José Guimarães (PT-CE).





