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Mato Grosso é o 5º Estado com a Justiça mais onerosa do Brasil


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O peso do sistema de Justiça no orçamento estadual levanta questionamentos sobre a eficiência da aplicação desses recursos

Mato Grosso aparece entre os cinco estados com o sistema de Justiça mais oneroso do país.

Segundo levantamento divulgado pelo Ranking dos Políticos, o Estado compromete 10,4% do seu PIB com a estrutura do Judiciário, Ministério Público, Defensoria e demais órgãos do sistema de Justiça.

Esse percentual o coloca atrás apenas de Rondônia (12,8%), Rio de Janeiro (11%), Minas Gerais (11%) e Paraíba (10,5%).

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Os dados mostram que, enquanto áreas essenciais enfrentam restrições orçamentárias, os estados brasileiros destinaram R$ 92,3 bilhões ao sistema de Justiça, apenas em 2024.

O debate gira em torno da composição desses gastos, especialmente os chamados “supersalários” e penduricalhos, que elevam a folha de pagamento acima do teto constitucional.

NO TOPO DO RANKING – No recorte, Mato Grosso aparece como o quinto Estado com a Justiça “mais pesada”, consumindo mais de um décimo de toda a riqueza produzida no Estado.

Em contraste, unidades da Federação como Amazonas (6%), Alagoas (5,9%), São Paulo (5,4%), Santa Catarina (2,9%) e Distrito Federal (0,8%) apresentam percentuais significativamente menores.

O comparativo reforça a disparidade regional na alocação de recursos públicos e reacende o debate sobre prioridades orçamentárias.

SUPERA ÁREAS ESSENCIAIS – O cenário nacional ajuda a contextualizar o problema.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o orçamento da Justiça cresceu 17%, enquanto Saúde e Educação registraram reajustes de apenas 6%.

Em Rondônia, o Tribunal de Justiça consome mais recursos do que dez áreas essenciais somadas, incluindo assistência social e saneamento.

Embora os estados e as instituições invoquem a “autonomia administrativa e financeira” como justificativa para os gastos, especialistas apontam que autonomia não pode ser confundida com ausência de controle ou expansão automática de despesas.

DEBATE SOBRE PRIORIDADES – Em Mato Grosso, onde o percentual supera a marca de 10%, o dado ganha relevância diante dos desafios enfrentados em áreas como Saúde Pública, Infraestrutura e Assistência Social.

O peso do sistema de Justiça no orçamento estadual levanta questionamentos sobre a eficiência da aplicação desses recursos e sobre o impacto dos chamados benefícios extras na composição final da folha.

O tema tende a ganhar espaço no debate político, especialmente em um cenário de ajuste fiscal e disputa por recursos entre os poderes.





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