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Ele diz que está à disposição para ajudar a construir a chapa, mas não é sua obrigação e nem função construir chapa de deputado estadual
O governador Mauro Mendes (União) reconheceu a dificuldade do União Brasil, que ele preside no Estado, para montar chapa competitiva à Assembleia Legislativa, especialmente diante do número de parlamentares que irão buscar a reeleição.
Mas, deixou claro que não pretende assumir a responsabilidade pela articulação.
Para ele, a obrigação de fazer essa articulação é dos deputados estaduais e demais pré-candidatos do partido, tendo em vista que eles são os maioes interessados.
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“Estou à disposição para ajudar a construir a chapa, mas não é minha obrigação nem minha função construir chapa de deputado estadual”, afirmou o chefe do poder Executivo. nesta semana.
Ele disse ainda que já cobrou posicionamento da bancada.
“Eu sou parceiro para ajudar, mas eles precisam fazer a parte deles para que a gente construa uma chapa. Vamos ver o que eles vão trazer, e essa conversa não é de agora”, completou.
O governador também destacou que o cenário atual é marcado por intensa movimentação política, impulsionada pela janela partidária, o que tem dificultado a consolidação de alianças.
“Nesses últimos dias, é natural que haja uma dança das cadeiras muito forte, na montagem das chapas. Qualquer pré-candidato olha para uma chapa com quatro deputados e pensa: ‘Não tem chance nenhuma’. Essa matemática é simples”, disse.
Apesar do diagnóstico, Mauro Mendes sinalizou que não pretende se envolver diretamente na engenharia política, mantendo o foco na administração estadual.
“A minha principal missão, até o último dia do meu mandato, é cuidar de Mato Grosso”, afirmou.
RACHA INTERNO – As declarações do governador contrastam com a avaliação de lideranças do próprio União Brasil.
O deputado estadual Júlio Campos atribuiu a dificuldade na formação da chapa à ausência de uma candidatura própria ao Governo do Estado.
“O maior problema é não querer ter candidato a governador. Partido que não tem candidato a governador não traz aliados novos”, disparou.
Para ele, a indefinição sobre o rumo da sigla compromete a viabilidade eleitoral e afasta possíveis nomes interessados em disputar pela legenda.
“Qual a perspectiva de poder do União Brasil com um Governo que não é nosso? Zero”, afirmou.
Júlio defende que o partido lance candidatura própria, citando o senador Jayme Campos como opção, e garante que isso mudaria rapidamente o cenário.
“Se confirmar o Jayme como candidato a governador, nós temos chapa com 25 candidatos a deputado estadual e nove para federal”, disse.
Ele ainda afirmou que a base partidária apoia majoritariamente essa estratégia.
“Se fizer uma prévia, você vai ver que 85% do partido quer candidatura própria”, declarou.
O parlamentar também criticou o alinhamento de setores do partido com projetos externos, como a possível candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
“O Pivetta é candidato de outro partido. Por que não vão para o partido dele então?”, questionou.
Além disso, apontou que secretários ligados ao governo têm buscado abrigo em outras siglas, o que, segundo ele, enfraquece ainda mais o União Brasil.
“Todos os auxiliares estão indo para outros partidos. Então qual é o interesse agora de não ter candidato próprio?”, criticou.





