Tonico Pinheiro/Secom-MT
Mauro Mendes diz que vai disputar o Senado para mudar o que chama de “leis frouxas” do país e endurecer o combate à criminalidade
O governador Mauro Mendes (União) deixa o comando de Mato Grosso, nesta terça-feira (31), com um discurso direto e de confronto: afirmou que vai disputar o Senado para mudar o que chama de “leis frouxas” do país e endurecer o combate à criminalidade.
Num artigo de despedida, ele deixou claro que a saída do Governo é também um movimento político.
Leia também:
Mato Grosso ganha o Governo Pivetta: foco na gestão e na eleição
Que Mato Grosso continue no rumo certo
“Agora, sigo em uma nova missão, voltada à construção de uma futura candidatura ao Senado. Com a mesma vontade, energia e garra de lutar por Mato Grosso”, escreveu.
O principal alvo do ex-governador é a legislação brasileira.
Em um dos trechos mais duros do texto, ele afirmpu: “Há anos, venho denunciando as leis frouxas e atrasadas do nosso país, que incentivam a impunidade e a ineficiência. Chegou a hora de fazer mais do que cobrar”.
Antes disso, Mendes fez um balanço da gestão e relembrou o cenário que encontrou ao assumir o Estado.
“Quando assumi, em 2019, o cenário era desafiador: um Estado quebrado, com uma dívida bilionária, salários atrasados, fornecedores sem receber há meses e uma população que já não acreditava mais no Governo”, disse.
Ele sustentou que promoveu uma recuperação fiscal e administrativa: “Consertamos o Estado. Nos tornamos nota A+ no Tesouro Nacional e a unidade da federação que mais devolve, proporcionalmente, os impostos ao cidadão”.
Na área da Segurança Pública, tema que deve dominar sua campanha, reforçou a “linha dura” adotada durante o Governo: “Nossas forças de Segurança se tornaram as mais bem equipadas do país, com tolerância zero aos bandidos.”
O texto também traz um alerta direto ao eleitorado para as eleições deste ano.
“O povo mato-grossense já viu esse filme e sabe o que acontece quando escolhemos maus gestores. Mato Grosso não pode voltar à época da corrupção e da incompetência”, escreveu.
Ao encerrar o mandato, Mendes afirmou sair com sensação de dever cumprido: “Hoje, deixo o Governo com a tranquilidade de quem fez o que precisava ser feito.”
Com a saída, o Estado passa a ser comandado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, citado por Mendes como nome de confiança para dar continuidade à gestão.
A despedida, no entanto, deixa claro que o movimento é apenas uma transição: Mauro Mendes troca o Palácio Paiaguás pela pré-campanha ao Senado, levando consigo um discurso centrado no endurecimento das leis e no enfrentamento à impunidade.





