Início NACIONAL Mendonça reforça decisão de prisão de Vorcaro; Fux acompanha

Mendonça reforça decisão de prisão de Vorcaro; Fux acompanha


2ª Turma do STF tem 2 a 0 para manter ex-banqueri preso; faltam os votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça reforçou sua decisão de autorizar a prisão do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux. O placar na 2ª Turma da Corte é de 2 X 0 para manter o ex-banqueiro preso. Leia a íntegra do voto (PDF – 359 kB).

A votação é realizada no plenário virtual da 2ª Turma. Começou às 1hh desta 6ª feira (13.mar.2026). Encerra-se em 20 de março. Ainda faltam os votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito em todos os casos envolvendo o Master e não vota.

Toffoli se declarou suspeito em todos os inquéritos e decisões que envolvem o Master. O ministro coimunicou o presidente da 2ª Turma do tribunal, Gilmar Mendes, e o relator do inquérito, André Mendonça, na 4ª feira (11.mar). Disse que como ele já havia declarado sua suspeição em um mandado de segurança que pedia a instauração de uma CPI sobre o banco, há correlação entre os objetos das ações, o que o leva a manter a suspeição também no referendo da liminar de Mendonça. Leia a íntegra (PDF – 40 kB).

A declaração de suspeição não é um reconhecimento de culpa. O dispositivo permite que o juiz se afaste do caso quando tem dúvida sobre sua imparcialidade por causa de relações pessoais com as partes (amizade íntima, inimizade, parentesco, interesse no caso).

VORCARO PRESO

O fundador do Master está preso na Penitenciária Federal de Brasília, presídio de segurança máxima, para onde foi transferido em 6 de março. Ele está isolado em uma cela de 9 metros quadrados para adaptação. Nesse período de triagem, há espaço para banho de sol individualizado. Não há contato com os outros detentos nem visitas de familiares. Leia a íntegra (PDF – 127 kB) da decisão que autorizou sua transferência.

Após autorização de Mendonça, Vorcaro poderá falar com seus advogados na prisão sem ser gravado. O pedido havia sido protocolado pela defesa do empresário.

“Acolhendo o pedido formulado pela defesa, determino à direção da Penitenciária Federal de Brasília que permita a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos nos autos, independentemente de agendamento, sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio e/ou vídeo”, disse Mendonça. Leia a íntegra da decisão (PDF – 144 kB).

A DECISÃO DE MENDONÇA

Na manhã de 4 de março, antes da divulgação das mensagens, os agentes da PF deflagrou a 3ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou no retorno à prisão preventiva de Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel. Também foram presos 2 funcionários do empresário, investigados por monitorar e intimidar adversários de Vorcaro. 

A nova fase foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça, que acolheu o relatório da PF para decretar a prisão dos 4 investigados. Segundo o despacho de Mendonça, a investigação do caso indica que Vorcaro emitia “ordens diretas” de atos de intimidação contra pessoas como “concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas” que prejudicariam os interesses do Master. 

O ministro também declarou que foram identificados registros de que o empresário teve “acesso prévio” a informações “relacionadas à realização de diligências investigativas”. Leia a íntegra da decisão (PDF – 384 kB).

Na decisão, o ministro também discordou do parecer da PGR (Procuradoria Geral da República), que disse não haver indicadores de perigo iminente que indicassem a necessidade de uma intervenção com medidas cautelares contra o grupo. A PGR comandada por Paulo Gonet declarou que “não pode ser favorável aos pedidos cautelares, não podendo aboná-los”. 

Mendonça rebateu a tese em sua decisão ao declarar que “lamenta” a posição da Procuradoria. Para o relator do caso no STF, havia indícios robustos de crimes contra a “integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalistas e até mesmo de autoridades públicas”. O ministro também cita os indicativos de “ter havido acesso indevido” aos sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais como a Interpol.

O CELULAR DE VORCARO

A quebra do sigilo dos dados telemáticos do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, identificou que ele mantinha o contato dos telefones e autoridades dos Três Poderes como 3 ministros do STF; parentes de ministros, como a advogada Viviane de Moraes; 6 congressistas; além de 2 diretores do BC (Banco Central) – autarquia que regula e investiga o Master. 

As mensagens, interceptadas pela PF (Polícia Federal) e às quais o Poder360 teve acesso, estavam no celular de Vorcaro, apreendido pela corporação na operação Compliance Zero. 

Com base no conteúdo obtido, eis o que se sabe sobre o empresário até o momento:



FONTE

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