Início NACIONAL ‘Não sou lambe-bota de Trump’, mas ‘estou seguro no EUA’

‘Não sou lambe-bota de Trump’, mas ‘estou seguro no EUA’


“Estou seguro porque estou nos Estados Unidos, inalcançável às garras do Moraes”, complementou o deputado, que não era investigado quando resolveu deixar o Brasil, mas atualmente enfrenta inquérito da Procuradoria Geral da República por possível coação contra autoridades brasileiras, o que ele diz ser “perseguição política”.

Desde a posse de Trump, Eduardo faz gestões intensas em Washington, visitando gabinetes de congressistas, funcionários do Departamento de Estado e auxiliares da Casa Branca para convencê-los a tomar medidas contra Moraes, juiz relator de casos criminais e eleitorais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros expoentes do bolsonarismo.

No último carnaval, Eduardo se mudou com a família para o Texas para se dedicar integralmente a negociar sanções e está oficialmente licenciado do seu mandato na Câmara dos Deputados. Nesta terça, sem citá-lo nominalmente, Lula usou uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto para comentar pela primeira vez as ações do parlamentar em território americano.

“O que é lamentável é que um deputado brasileiro, filho de um ex-presidente, está lá a convocar os Estados Unidos para se meter na política interna do Brasil. É isso que é grave. É isso que é uma prática terrorista, antipatriótica”, afirmou Lula, que seguiu:

“Um deputado pedir licença do seu mandato para ir ficar tentando lamber as botas do Trump e de assessor do Trump, pedindo intervenção na política interna brasileira. Então, não é possível isso. Isso, sim, é desrespeito ao Brasil. Isso, sim, é provocação”.

A manifestação de Lula acontece em um momento de escalada da tensão entre Brasília e Washington em torno da possibilidade de sanções da Lei Magnitsky contra o juiz brasileiro. A lei americana prevê pesadas restrições financeiras e territoriais.





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