O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que a definição sobre quem representará o União Brasil na disputa pelo Governo de Mato Grosso, nas eleições deste ano, deve ocorrer apenas durante a convenção partidária, prevista para agosto.
Segundo ele, diante do impasse entre a possível candidatura do senador Jayme Campos e o apoio do governador Mauro Mendes, presidente da legenda, ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o caminho mais adequado é que a decisão seja tomada internamente.
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Botelho afirmou que, caso não haja consenso entre os grupos, a convenção é o instrumento legítimo para resolver o impasse, desde que sejam estabelecidos critérios claros de votação.
“Eu acho que é um caminho correto, se não tiver acordo que seja convenção. Quem sejam regras claras”, disse.
Para o parlamentar, antes da votação, é necessário definir quem terá direito a participar da escolha, uma vez que o partido ainda não estabeleceu as regras que vão orientar o processo.
“Aí vai ter que criar uns critérios de quem que vai votar nas convenções. São todos os que têm mandato? São todos os filiados? O que são? Aí define isso e coloque ali”, afirmou.
Botelho também destacou que a decisão precisa considerar a federação partidária formada pelo União Brasil e o Progressistas (PP), já que, segundo ele, as duas siglas caminham juntas nas articulações políticas.
“Tem que fazer uma regra que valha para a federação, para o União e também para o PP, porque é junto. Nós estamos ligados umbilicalmente. Então, não tem jeito, tem que andar junto”, afirmou.
Apesar da movimentação nos bastidores e das declarações recentes de lideranças do partido, o deputado afirmou que o tema ainda não foi discutido formalmente, dentro da legenda.
Segundo ele, a definição sobre a candidatura majoritária ficou acordada para depois do encerramento da janela partidária.
“Até agora, ninguém discutiu isso no partido. Só o Mauro falou por ele. O partido não reuniu, o partido ainda não discutiu isso”, afirmou.
O deputado acrescentou que a prioridade da sigla, neste momento, é a formação das chapas proporcionais e a organização partidária, antes de entrar na disputa interna sobre a candidatura ao Governo.
“Ficou combinado, lá atrás, na última reunião que nós fizemos, que esse era um assunto que ia ser discutido depois da janela partidária”, explicou.
PRAZO NÃO PREOCUPA – Eduardo Botelho também minimizou a avaliação de que a definição tardia poderia prejudicar a campanha eleitoral, caso o nome do candidato seja escolhido apenas na convenção.
“Convenção é no início de agosto. Está longe para caramba isso”, disse.
O deputado ressaltou que, no momento, o foco das lideranças é estruturar o partido para a eleição e evitar antecipar um debate que pode gerar desgaste interno.
“Agora, nós estamos preocupados é nessa chapa. Foi isso que foi discutido lá. Nós não vamos discutir isso agora”, completou.





