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Nvidia tem receita recorde e prevê vendas acima do esperado com boom da IA


O tão esperado resultado da Nvidia (NVDC34) foi divulgado nesta quarta-feira (25), com uma receita recorde de US$ 68,1 bilhões no quarto trimestre, alta de 20% em relação aos três meses anteriores e de 73% na comparação anual. No ano fiscal, a receita somou US$ 215,9 bilhões, um avanço de 65% sobre o ano anterior.

No trimestre, as margens brutas GAAP e não GAAP ficaram em 75,0% e 75,2%, respectivamente. O lucro por ação foi de US$ 1,76 em base GAAP e de US$ 1,62 em base não GAAP.

“A demanda por computação está crescendo exponencialmente — o ponto de inflexão da IA agente chegou”, disse Jensen Huang, fundador e CEO da companhia. “A adoção de agentes pelas empresas está disparando. Nossos clientes estão investindo rapidamente em computação de IA — as ‘fábricas’ que impulsionam a revolução industrial da IA e seu crescimento futuro.”

Viva do lucro de grandes empresas

A fabricante de chips também projetou uma receita para o primeiro trimestre acima das estimativas de mercado, apoiada nos gastos acelerados das big techs com seus processadores de inteligência artificial, mesmo em meio ao crescente escrutínio sobre os investimentos bilionários em IA.

A empresa mais valiosa do mundo prevê vendas de US$ 78 bilhões no primeiro trimestre fiscal, com uma margem de erro de 2%, ante a estimativa média de US$ 72,60 bilhões dos analistas, segundo dados compilados pela LSEG.

Investidores acompanham de perto os números da Nvidia para avaliar se as centenas de bilhões de dólares que as gigantes de tecnologia estão despejando em infraestrutura de data centers vêm se traduzindo em retorno.

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Wall Street tem apostado em sinais de demanda robusta pelos chips de IA de ponta da Nvidia, expectativa ancorada nos investimentos maciços de Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34), Amazon (AMZO34) e Meta (M1TA34), que devem somar pelo menos US$ 630 bilhões em 2026, com a maior parte destinada a data centers e processadores.

Empresas e governos correm para desenvolver tecnologias de IA cada vez mais avançadas, com receio de ficar para trás. Ao mesmo tempo, começam a aparecer sinais de que a longa hegemonia da Nvidia em chips de IA pode ser desafiada. A rival AMD deve lançar ainda este ano um novo servidor de IA topo de linha e já fechou acordos com grandes clientes da Nvidia, incluindo a Meta.

O Google, da Alphabet, também se consolidou como competidor relevante ao firmar um acordo para fornecer à Anthropic, criadora do chatbot Claude, seus chips próprios, as TPUs. A empresa ainda negocia o fornecimento desses processadores à Meta, segundo relatos da mídia. As big techs, em geral, têm reforçado o desenvolvimento de soluções internas de hardware, buscando maior poder computacional com chips proprietários para seus centros de dados.

Com a divulgação dos resultados, as ações da Nvidia subiam cerca de 2% no after market.

(Com Reuters)



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