Início FINANÇAS o que esperar para as petroleiras independentes no 4T25?

o que esperar para as petroleiras independentes no 4T25?


Em um ambiente de forte volatilidade para o petróleo em meio ao conflito no Irã, o setor está em foco. Neste cenário, a PRIO (PRIO3) inaugura a temporada entre as petroleiras independentes, com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) após o fechamento do mercado.

Conforme destaca o Itaú BBA, o ambiente macroeconômico foi mais desafiador para os produtores independentes de petróleo no quarto trimestre de 2025, uma vez que os preços do petróleo recuaram 7% na comparação trimestral, após alta de 2% no terceiro trimestre.

Já para o Bradesco BBI, as petrolíferas tendem a reportar números mais fracos no comparativo trimestral, refletindo preços menores do Brent e queda de produção em nomes como Brava (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3), enquanto a visão era de PRIO devendo destoar positivamente com avanço de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) sustentado pelo retorno de Peregrino e pela consolidação da fatia adicional no campo.

Viva do lucro de grandes empresas

Confira a visão do mercado para as petroleiras independentes no 4T25:

PRIO (PRIO3)

Na visão da XP, o quarto trimestre de 2025 (4T25) marca outro marco importante na trajetória de crescimento da PRIO – o fechamento da aquisição de uma participação adicional de 40% no campo Peregrino.

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A produção da PRIO no 4º trimestre de 2025 foi de cerca de 128 mil barris equivalentes de petróleo por dia (+39,8 mil barris equivalentes de petróleo por dia em relação ao trimestre anterior). O volume de vendas de 10,9 milhões de barris também aumentou (+23% em relação ao trimestre anterior), embora tenha ficado aquém da produção total de 11,8 milhões de barris no trimestre.

No total, a projeção é de receita de US$ 607 milhões (+5% em relação ao trimestre anterior, +15% em relação ao ano anterior), Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (ex-IFRS) de US$ 324 milhões (-1% em relação ao trimestre anterior, +2% em relação ao ano anterior) e prejuízo líquido de US$ 37 milhões. Apesar do resultado bastante moderado, vê todas as atenções continuam voltadas para Wahoo, cuja licença foi aprovada no começo de março.

Para o Itaú BBA, o ambiente macroeconômico foi mais desafiador para os produtores independentes de petróleo no quarto trimestre de 2025, uma vez que os preços do petróleo recuaram 7% na comparação trimestral, após alta de 2% no terceiro trimestre.

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“Ainda assim, do ponto de vista operacional, a PRIO se destacou, com aumento de 45% na produção, impulsionado pela consolidação da participação adicional de 40% no campo de Peregrino, adquirida em novembro — elevando sua participação total para 80% — e por uma produção mais estável em seus demais campos. Projetamos um Ebitda de US$ 336 milhões, estável na comparação trimestral”, aponta o BBA.

Brava Energia (BRAV3)

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A Brava apresentou uma tendência ascendente nos últimos trimestres, avalia a XP, mas encerrou o ano abaixo de seu potencial total. A produção total atingiu 76,8 mil barris equivalentes de petróleo por dia, uma queda de 15,1 mil barris equivalentes de petróleo por dia em relação ao trimestre anterior (dos quais 12,2 mil barris equivalentes de petróleo por dia em petróleo).

O desempenho do trimestre foi afetado por vários fatores, incluindo: (i) a interdição pela ANP de parte das instalações em Potiguar; (ii) paradas programadas para manutenção em Papa-Terra e Parque das Conchas; e (iii) ajustes na FPSO Atlanta. As vendas de petróleo também caíram para 5,5 milhões de barris (-13% em relação ao trimestre anterior).

A XP espera receita de US$ 456 milhões (ou R$ 2,5 bilhões, -19% no trimestre, +37% no trimestre), Ebitda de US$ 151 milhões (ou R$ 815 milhões, -37% no trimestre, +75% no ano) e prejuízo líquido de US$ 56 milhões.

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O Bradesco BBI estima Ebitda em R$ 812 milhões (-38% em relação ao trimestre anterior), refletindo volumes menores de vendas de petróleo para 5,5 milhões de barris (-13% em relação ao trimestre anterior), que foram afetados por paralisações para manutenção em Papa-Terra, PQC e Atlanta, bem como preços mais baixos do Brent. Enquanto isso, projeta um prejuízo líquido de R$ 190 milhões no resultado final (contra um lucro líquido de R$ 121 milhões no 3T25). No entanto, projeta que a empresa continue em sua trajetória de desalavancagem, fechando o ano com alavancagem próxima a 2,15 vezes (x), contra 2,3x no 3T25 e 2,8x no 4T24.

PetroRecôncavo (RECV3)

O 4T25 foi mais um trimestre de queda na produção da PetroRecôncavo, destaca a XP. A produção total caiu 1,4 kboed (mil barris de óleo equivalente por dia) em relação ao trimestre anterior, para 25 kboed (-5% em relação ao trimestre anterior), com a maior parte da queda concentrada nos volumes de petróleo (-1,2 kbpd, -8% em relação ao trimestre anterior).

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Assim, as vendas de petróleo ficaram em 1,3 milhão de barris, uma queda de 7% em relação ao 3T25. A projeção é de receita de R$ 670 milhões (queda de 15% em relação ao trimestre anterior, -21% em relação ao ano anterior), Ebitda de R$ 350 milhões (baixa de 17% em relação ao trimestre anterior, -28% em relação ao ano anterior) e lucro líquido de R$ 30 milhões (queda de 75% em relação ao trimestre anterior, baixa de 8% em relação ao ano anterior).

“Em uma nota positiva, o último trimestre de 2025 deve marcar o início de uma tendência de níveis mais baixos de investimento para a RECV3. O capex para o período deve diminuir significativamente em uma base sequencial, o que provavelmente aliviará a pressão sobre a geração de caixa”, avalia a equipe de análise.

Já a Genial Investimentos aponta ter uma leitura negativa dos resultados da empresa tendo em vista a performance da produção ao longo do trimestre.

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O Bradesco BBI estima que o Ebitda fique em R$ 299 milhões (-15% em relação ao trimestre anterior), como resultado da queda nos preços do Brent, bem como da redução de 5,4% na produção em relação ao trimestre anterior, de 25 mil barris de óleo equivalente por dia. “Enquanto isso, esperamos um lucro líquido de R$ 39 milhões (contra R$ 122 milhões no 3T25), em linha com a queda do Ebitda e a ausência de valorização do real que impulsionou positivamente o lucro líquido no trimestre anterior”, destaca o BBI.



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