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Ormuz reaberto? O que fez o Ibovespa sair de queda de 1,5% para leve alta nesta 5ª


Mais um dia de forte volatilidade para os mercados.

O Ibovespa afastava-se das mínimas e passava ao território positivo nesta quinta-feira, orbitando os 189 mil pontos, com Wall Street reduzindo as perdas e o petróleo diminuindo a alta, embora a melhora siga frágil diante de receios com o risco de nova escalada no conflito no Oriente Médio.

Por volta de 12h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,41%, a 188.720,40 pontos, após marcar 185.213,54 na mínima mais cedo (queda de 1,46%). Na máxima até o momento, chegou a 189.250,57 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$ 10,8 bilhões, com agentes também cautelosos com o feriado na sexta-feira.

A bolsa paulista abriu pressionada pelo discurso da véspera do presidente dos EUA, de que as operações militares contra o Irã serão intensificadas nas próximas duas ou três semanas, o que minou expectativas de um fim rápido na guerra que começou com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

“Posso dizer esta noite que estamos nos encaminhando para concluir todos os objetivos militares dos Estados Unidos em breve, muito em breve”, disse Donald Trump. “Vamos atingi-los com muita força nas próximas duas ou três semanas. Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, que é o lugar deles.”

Na visão do economista-chefe global da Oxford Economics, Ryan Sweet, Trump sinalizou uma escalada antes de uma eventual desescalada no conflito.

Trump também disse que os EUA não precisam do Estreito de Ormuz- que está praticamente fechado desde o começo do conflito – e desafiou os aliados que dependem do petróleo na região a trabalharem para reabri-lo, o que adicionou preocupações sobre a abertura da via, crucial no transporte do petróleo no mundo.

A notícia de que o Irã está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz, reportada pela agência de notícias oficial IRNA, citando o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kezem Gharibabadi, porém, trouxe algum alento, apoiando expectativas de abertura de Ormuz.

O Reino Unido disse nesta quinta-feira que cerca de 40 países também estão discutindo uma ação conjunta para reabrir o Ormuz, a fim de impedir que o Irã mantenha “a economia global refém”.

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No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent a alta, embora ainda avançasse 6,04%, a US$107,28, enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, passou a mostrar variação negativa de apenas 0,04%.

DESTAQUES

PETROBRAS PN (PETR4) avançava 2,05% e PETROBRAS ON (PETR3) subia 2,77%, ainda embaladas pelo salto do preço do petróleo no exterior, que apoiava o sinal positivo em outras companhias do setor na bolsa. PRIO ON (PRIO3) valorizava-se 3,45%, tendo ainda no radar dados de produção do primeiro trimestre, enquanto PETRORECONCAVO ON (RECV3) tinha elevação de 1,76% e BRAVA ENERGIA ON (BRAV3) mostrava alta de 2,32%.

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ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) mostrava decréscimo de 0,27%, distante do pior momento, quando caiu mais de 3%, com bancos como um todo reagindo. BRADESCO PN (BBDC4) agora recuava 0,69% e BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) perdia 0,55%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) subia 0,13%. BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) cedia apenas 0,42%. Analistas do Itaú BBA reiteraram recomendação “outperform” para o BTG e recomendaram aumento de posição nos papéis, além de elevarem o preço-alvo.

VALE ON (VALE3) subia 0,58%, revertendo as perdas registradas mais cedo quando foi contaminada pelo viés negativo do exterior, além da queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian (DCIOcv1) recuou 1,29%. Também no radar, analistas do Bank of America elevaram a recomendação dos papéis para compra e o preço-alvo para R$100.

CYRELA ON (CYRE3) recuava 2,88%, ainda entre os destaques negativos, mas distante da mínima, quando perdeu quase 6,6%. Analistas do JPMorgan cortaram a recomendação das ações para “neutra” e reduziram o preço-alvo de R$37,50 para R$35,50. O índice do setor imobiliário (.IMOB), que além de construtoras e incorporadoras também inclui papéis de empresas de shopping centers, cedia 1,22%.

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