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Bitcoin encontrou fundo após despencar para US$ 60 mil? Mercado faz apostas

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O Bitcoin (BTC) mergulhou forte na semana passada e voltou a subir desde então, dando algum sinal de sobrevida. Após tocar a região de US$ 60 mil na última sexta-feira (6), a moeda digital recuperou parte do terreno e é negociada ao redor de US$ 70 mil nesta segunda (9). O que o mercado discute agora é se a criptomoeda tocou o fundo – e, para alguns participantes, há evidências de que sim.

“Quando o preço cai muito rápido, sempre tem uma posição grande no limite. Alguém acaba sendo forçado a vender, o que gera uma liquidação violenta. Na quinta e na sexta-feira, vimos volumes recordes e uma velocidade também recorde. Esse é um setup clássico de fundo”, avalia Alexandre Vasarhelyi, gestor de portfólio da B2V Crypto.

No jargão do mercado financeiro, o fundo é uma região de preço que concentra uma mínima num ciclo de queda de um determinado ativo. No caso do Bitcoin, significaria que, talvez, ele passe a subir a partir daqui.

Oportunidade com segurança!

Leia mais: Nouriel Houbini – Criptomoedas sem ilusões: volatilidade extrema, lobby e perigo sistêmico

Essa é a visão também da casa de trading Galaxy Digital. Ela descreve a queda recente como parte de um processo de desalavancagem, com liquidações concentradas em derivativos e um “vazio” de liquidez em determinadas faixas de preço, o que amplia os movimentos no curto prazo. Segundo a gestora, a queda acumulada em relação ao pico de US4 126 mil em outubro de 2025, que chegou a passar de 50%, é de magnitude historicamente compatível com zonas de fundo.

“Embora ainda não tenhamos evidências concretas de que a acumulação esteja criando um fundo firme, a redução nas vendas por parte dos investidores de longo prazo sugere maior confiança nesses investidores a esses preços”, escreveu Alex Thorn, head de research da Galaxy, em relatório.

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Dados de mercado reforçam a leitura de estresse concentrado no curto prazo. Análise do Mercado Bitcoin aponta que, durante o pior momento da queda, houve 5,6 vezes mais investidores comprando do que vendendo Bitcoin, justamente no auge do movimento de baixa. Para Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto da empresa, o comportamento reflete a natureza emocional do mercado. “Embora sejam tecnologias, os preços ainda refletem o comportamento das pessoas”, afirmou.

Vasarhelyi ressalta que quedas da ordem de 50% são recorrentes na história do Bitcoin. “A gente já viu movimentos muito piores. Já houve ciclos com perdas acima de 80% e, em todos eles, depois vieram novas máximas”, disse. Para ele, o principal contraste em relação ao passado está na maturidade do mercado. “Hoje, em vez de ouvir ‘Bitcoin morreu’, recebo ligações perguntando se é hora de comprar.”

Indicadores de sentimento ajudam a explicar essa dualidade entre pânico e oportunidade. O Índice de Ganância e Medo do Bitcoin, que mede o humor do mercado cripto, chegou a 5 pontos em uma escala de 0 a 100, no fim da semana passada, sinalizando medo extremo. Historicamente, níveis tão baixos não determinam o fundo exato, mas costumam aparecer próximos a zonas de exaustão vendedora, especialmente para investidores com horizonte mais longo.

Risco de queda maior persiste

O pano de fundo macro ajuda a explicar a turbulência recente. O mercado global passa por um período de reavaliação de risco, com juros mais altos em economias centrais e movimentos bruscos em ações de tecnologia e metais preciosos. Mas a influência sobre uma possível queda maior pode estar no ambiente mais micro.

Para o gestor da B2V, a ausência de um novo choque de crédito é crucial. Em 2022, a quebra da FTX provocou uma segunda perna de queda depois de uma correção inicial de cerca de 50%. “Se não houver um evento desse tipo, é perfeitamente plausível que os US$ 60 mil tenham sido o fundo”, disse. “Nada estrutural quebrou desta vez. Pelo contrário: tivemos volumes recordes e nenhuma grande infraestrutura saiu do ar.”

A Strategy, maior detentora de Bitcoin do mundo, amarga uma perda de quase 60% nas ações ordinárias em na janela de 12 meses, mas já reafirmou que seguirá comprando a criptomoeda. Mas, ao contrário de antes, o momento não indica que mais companhias seguirão seu caminho por enquanto, diminuindo os possíveis gatilhos de curto prazo.

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Enquanto isso, Wall Street observa a criptomoeda de perto após não ter acompanhado o rali do ouro. Estrategistas do JPMorgan chamaram atenção para um dado incomum: a volatilidade do Bitcoin em relação ao metal caiu para níveis historicamente baixos. Na visão do banco, isso pode tornar o criptoativo “mais atraente no longo prazo em bases ajustadas ao risco”, ainda que o cenário de curto prazo siga marcado por incerteza.

Para Vasarhelyi, o critério central para a decisão de investimento ainda deve ser o longo prazo. “O investidor deve se questionar: ‘o Bitcoin e os criptoativos serão mais usados daqui a dez anos do que hoje?’ Se a resposta for sim, não ter isso na carteira é um erro de alocação”, pondera, citando o potencial de uma tecnologia nascente.

“Quando agentes de inteligência artificial começarem a movimentar dinheiro, você acha que eles vão abrir conta em banco ou vão usar criptoativos?”, questiona.



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Por trás dos vidros: o cuidado diário que transforma o Aquário Municipal | Notícias

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Mais do que um ponto turístico querido pelos cuiabanos e visitantes, o Aquário Municipal Justino Malheiros é um espaço vivo, onde ciência, educação ambiental e sensibilidade caminham juntas. Integrado ao Complexo Biocultural do Porto e com acesso totalmente gratuito, o aquário revela ao público a riqueza dos rios e biomas de Mato Grosso, Amazônia, Pantanal e Cerrado, ao mesmo tempo em que desenvolve, longe dos olhares apressados, uma rotina técnica rigorosa voltada exclusivamente ao bem-estar animal.

Quem conduz esse trabalho é o médico-veterinário Udson Rogério Garcia Junior e o biólogo Matheus Augusto dos Santos Lima, que atuam no local desde a reinauguração do espaço. Em linguagem clara e didática, ele faz questão de traduzir o que acontece diariamente “por trás dos vidros”, mostrando que cada detalhe importa quando o objetivo é oferecer qualidade de vida aos peixes e uma experiência educativa completa aos visitantes.

Cuidado diário

Todos os dias, antes mesmo da abertura ao público, a equipe do aquário realiza um verdadeiro “check-in” de saúde dos animais. O procedimento inclui observação comportamental dos peixes, inspeção minuciosa dos sistemas de suporte à vida, como bombas de circulação, filtragem pressurizada, aeração e cenografia, e análises químicas da água.

Essas análises medem parâmetros essenciais, como pH, amônia, nitrito, dureza em carbono e dureza total, indicadores fundamentais para garantir um ambiente seguro e estável. “A água é o ambiente de vida do peixe. Qualquer alteração reflete diretamente na saúde dele”, explica Udson. Por isso, o monitoramento é constante e preventivo, evitando problemas antes mesmo que eles apareçam.

O resultado desse manejo técnico é expressivo: o aquário mantém índices de perda inferiores a 5% em mais de um ano, sendo a maioria por causas naturais. Em meses como dezembro e janeiro, não houve qualquer ocorrência negativa, reflexo do trabalho integrado entre veterinária e biologia, desenvolvido em parceria com o biólogo Mateus.

Água limpa 

Manter cerca de 360 mil litros de água, distribuídos em 22 recintos, em perfeitas condições exige um esforço coletivo e altamente especializado. Um dos procedimentos centrais são as Trocas Parciais de Água (TPAs), nas quais até 30% do volume total é renovado periodicamente.

Esse processo conta com o apoio da equipe de mergulho, responsável pela aspiração do fundo dos tanques. A retirada da matéria orgânica acumulada evita a decomposição e o aumento de substâncias tóxicas, como amônia, nitrito e nitrato, que podem comprometer a saúde dos peixes. Além disso, os mergulhadores realizam a limpeza da cenografia, paredes e divisores, garantindo não apenas um visual agradável ao público, mas, principalmente, um ambiente biologicamente equilibrado.

Cada conjunto de tanques opera sob seis sistemas de filtragem independentes, o que permite ajustar o tratamento da água conforme a litragem e as necessidades específicas de cada espécie. “Essa divisão é fundamental para respeitar as particularidades dos peixes”, ressalta o veterinário.

Alimentação

Outro pilar essencial do cuidado diário é a nutrição. Todos os peixes do Aquário Municipal recebem rações específicas, formuladas de acordo com seus hábitos alimentares naturais. Espécies carnívoras consomem dietas com maior teor de proteína, enquanto os onívoros recebem uma alimentação balanceada, que respeita suas características.

Udson exemplifica: a piraputanga, embora onívora, tem forte tendência herbívora e se alimenta naturalmente de insetos e frutas; o piau, por sua vez, exige uma carga proteica mais elevada. Já o abotoado, peixe de hábitos noturnos e detritívoro, que se alimenta no fundo do rio, recebe uma dieta que combina proteínas e matéria vegetal. “Alimentar corretamente é uma forma de reduzir o estresse, fortalecer a imunidade e garantir longevidade”, explica.

O Aquário Municipal também segue rigorosamente a legislação ambiental. Todos os peixes atuais vieram da mesma piscicultura e foram adaptados simultaneamente no final de 2024. O espaço não aceita doações de animais feitas por populares, justamente para evitar riscos sanitários e ambientais.

Para integrar o acervo, todo peixe precisa ter documentação legal, como a Guia de Transporte Animal (GTA), e muitos são microchipados, o que permite controle e rastreabilidade. Além disso, novos animais passam obrigatoriamente por um período de quarentena de 15 a 40 dias antes de serem introduzidos nos tanques principais, garantindo segurança para todo o conjunto.

A rotina do aquário busca reproduzir, o máximo possível, as condições naturais. Isso inclui a iluminação, que segue o ciclo do dia. Atualmente, as luzes permanecem acesas entre 7h30 e 18h, oferecendo de 10 a 12 horas de luminosidade, conforme a época do ano.

“Mesmo sem pálpebras, os peixes precisam de descanso”, explica Udson. O cuidado é ainda maior com espécies noturnas, como o armado, que mantêm seus hábitos naturais de movimentação no escuro ou no fim do dia. O período de luz, levemente menor que o da natureza, foi definido como ideal para garantir o equilíbrio e o bem-estar dos animais.

Orientações ao público

Parte fundamental do trabalho educativo do Aquário Municipal é orientar os visitantes sobre como se comportar durante a visitação. Udson destaca três regras simples, mas essenciais:

Manter o máximo de silêncio possível, já que a água propaga ondas sonoras com facilidade, causando estresse aos peixes;

Nunca tocar ou bater nos vidros, pois vibrações e impactos afetam diretamente os animais;

Jamais utilizar o flash das câmeras, uma vez que os peixes não possuem pálpebras e a luz intensa representa uma agressão direta ao seu bem-estar.

“Quando o visitante entende que está diante de seres vivos, a experiência muda. O aquário deixa de ser apenas lazer e se transforma em aprendizado e respeito”, pontua o veterinário.



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CMEI´s recém-inaugurados iniciam ano letivo em Várzea Grande   – CMEI´s recém-inaugurados iniciam ano letivo em Várzea Grande  

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De portas abertas à comunidade, as novas creches – como são conhecidas – ofertam quase 500 vagas às crianças de 0 a 3 anos

 

Os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI´s), ‘Sonja Margarida Melo’ e ‘Professora Dalva Galdino de Barros’, recém-inaugurados pela prefeitura de Várzea Grande, deram início hoje (9), ao ano letivo de 2026. De portas abertas à comunidade, as novas creches – como são conhecidas – ofertam quase 500 vagas às crianças de 0 a 3 anos, sendo 240 cada uma.

O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Igor Cunha, acompanhou, o início das aulas do CMEI, ‘Sonja Margarida Melo’, localizado na região do Marajoara. O gestor, juntamente com a diretora da unidade, Gisele Cristine de Campos Xavier, deram as boas-vindas às crianças e aos pais de alunos. Com uma estrutura moderna e funcional, o CMEI tem capacidade para  240 crianças de 0 a 3 anos.

A diretora Gisele Xavier disse que os pais de alunos estavam ansiosos pelo início das atividades e que muitos deles foram na unidade na semana passada para certificar a data da abertura dos trabalhos. “Constatamos a alegria e a tranquilidade dos pais e responsáveis em nos entregar o seu bem maior. O Centro Infantil foi projetado para atender as crianças com toda a segurança e era uma antiga demanda da região”, informou.

A diretora destacou ainda que esta primeira semana é de extrema importância tanto para os pais, quanto para as crianças, porque é um momento de adaptação. “É um período em que a criança estará se ajustando a um ambiente novo e desconhecido e longe dos pais, mas estamos aqui para acolher a todos os pequenos, com carinho e dedicação”.

O ano letivo teve início no Município no dia 6 de fevereiro, porém, os CMEIs ‘Sonja Margarida Metelo’ e ‘Professora Dalva Galdino de Barros’ – inaugurados em dezembro do ano passado – necessitam de alguns ajustes.

O PROJETO – As creches eram projetos lançados há mais de uma década, como o CMEI ‘Sonja Metelo’, que estava cadastrado no sistema do MEC do governo federal desde 2012. Já o outro CMEI, havia sido lançado em 2020, mas somente em 2025 foi entregue.

Apenas no primeiro ano de gestão, a prefeita e o vice entregaram três novas creches, sendo a maior parte delas, obras destravadas já nos primeiros meses de 2025. Somente as CMEIs entregues em dezembro somam investimentos de mais R$ 5 milhões.

Ambas as unidades infantis contam com 10 salas de aulas, 1 sala multifuncional, 2 berçários, 1 sala de amamentação, lactário, cozinha, refeitório, banheiros adaptados, rouparia, sala de professores, almoxarifado, depósito e parque infantil, oferecendo uma estrutura completa para o desenvolvimento integral das crianças. As duas unidades foram entregues no final de dezembro pela prefeita Flávia Moretti e pelo vice-prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves e possuem padrão “Proinfância do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)”.

“Todas as unidades da Rede Municipal estão em pleno funcionamento e os trabalhos serão realizados de acordo com o cronograma e planejamento elaborado para o ano de 2026”, completou o secretário Igor Cunha.



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Mato Grosso condenou 142 réus por feminicídio entre 2020 e 2025

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Mato Grosso condenou 142 réus por feminicídio entre os anos de 2020 e 2025, conforme levantamento do Observatório Caliandra do Ministério Público, que analisou processos relacionados a 299 crimes cometidos no estado no período. As sentenças foram proferidas tanto em primeira instância quanto após o esgotamento das vias recursais, indicando avanços na responsabilização penal dos autores desses crimes.

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Em 2025, o Observatório registrou 54 feminicídios. Desse total, 91% foram denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPMT), e os réus respondem a ações penais no Tribunal do Júri. Os feminicídios representam 56% dos assassinatos gerais de mulheres, considerando os homicídios e feminicídios. Todos os crimes enquadrados como feminicídios na investigação policial tiveram a tipificação mantida nas denúncias apresentadas pelo MPMT.

O Observatório Caliandra monitora os casos a partir do cruzamento de informações que vão desde a apuração dos inquéritos pela Polícia Civil até o oferecimento das denúncias pelo Ministério Público. Entre todos os registros analisados, apenas um caso teve a tipificação alterada na fase da denúncia, passando de homicídio para feminicídio. A reclassificação ocorreu no assassinato da adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, grávida de nove meses, em Cuiabá.

Em razão desse caso, o Observatório contabiliza 54 feminicídios em 2025, enquanto os dados oficiais do Estado apontam 53 ocorrências, diferença atribuída à metodologia adotada, baseada exclusivamente nos registros policiais.

Além das condenações, o levantamento identificou 10 absolvições e 46 casos de extinção da punibilidade, motivados pela morte do autor, seja por suicídio após o crime, confronto policial ou causas naturais durante a tramitação processual. Também foram analisados nesse período, sete casos inicialmente enquadrados como feminicídio que acabaram desclassificados para outros crimes, como homicídio simples, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. Desses, três resultaram em condenações pelas novas naturezas. 

A maioria das condenações foi fundamentada na Lei nº 13.104/2015, que incluiu o feminicídio como qualificadora do crime de homicídio. Já quatro réus, dois julgados em 2024 e dois em 2025, foram condenados com base na Lei nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, que transformou o feminicídio em crime autônomo e ampliou a pena para 20 a 40 anos de prisão. Em todos esses casos, as penas aplicadas superaram 30 anos de reclusão.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, o volume de condenações representa um avanço no combate à impunidade e no fortalecimento da proteção aos direitos das mulheres em Mato Grosso. “Essa resposta na responsabilização criminal não repara as vidas perdidas, mas aumenta o sentimento de justiça das famílias”, afirmou.

Segundo Claire, o levantamento faz parte da ampliação dos dados do Observatório Caliandra, que irá disponibilizar em breve, para consulta pública, informações sobre condenações, além de divulgar outros indicadores da violência doméstica e familiar contra a mulher, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso.

Tempo de pena – As penas mínima e máxima variaram de 1 a 63 anos de reclusão, com média geral de aproximadamente 19 anos. O aumento de pena leva em consideração às circunstâncias de cada caso, presença de qualificadoras, agravantes e o concurso de crimes (quando o réu comete mais de um crime na mesma ação).

Dois feminicídios ocorridos em 2025 já foram julgados no mesmo ano. Em Confresa, o réu Emival Antunes Barbosa foi condenado a 39 anos de reclusão pelo assassinato da esposa, Regiane Alves da Silva Barbosa, ocorrido em 30 de janeiro. Já em Nobres, Kauan Souza Gusmão recebeu pena de 35 anos de prisão pela morte da companheira Tainara Raiane da Silva, em 9 de janeiro. Os julgamentos foram realizados nos meses de outubro e novembro.

Também integrou a análise o recente julgamento dos irmãos Rodrigo Xavier Megante, cunhado da vítima, e Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel Mazieri Cattani Xavier, assassinada em 17 de julho de 2024, em Nova Mutum. O julgamento ocorreu em 23 de janeiro de 2026. Rodrigo Xavier foi condenado a 33 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e furto, enquanto Romero Xavier Mengarde deverá cumprir 30 anos de prisão, também em regime fechado.

Tempo médio dos processos – O tempo médio entre o crime e a sentença é de 2,4 anos. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a tramitação é influenciada por três fatores: o tempo médio da inicial até a sentença, o tempo médio da inicial até a baixa e a duração média dos processos pendentes. 

Os processos de 2020 apresentaram maior lapso temporal (2,9 anos), impacto direto da pandemia de Covid-19. Soma-se a isso a maior complexidade típica dos crimes dolosos contra a vida, que demandam fase de instrução mais extensa, produção de provas periciais, oitiva de múltiplas testemunhas e a observância do rito processual do Tribunal do Júri.

Avanço institucional – Conforme levantamento do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri, ao longo de 2025 promotores de Justiça de Mato Grosso atuaram em mais de 1.400 sessões de julgamento do Tribunal do Júri, realizadas em comarcas de todas as regiões do estado. Entre os crimes apreciados, destacaram-se inúmeros casos de feminicídio.

O ano também registrou um avanço institucional importante com a criação do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), iniciativa da Procuradoria-Geral de Justiça que ampliou a capacidade de resposta do Ministério Público em julgamentos de maior complexidade. Sob coordenação do promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso, o GAEJúri passou a atuar de forma estratégica em casos relevantes, especialmente no interior do Estado, reforçando a presença institucional, qualificando a busca por justiça e assegurando uma atuação técnica, firme e especializada nos crimes contra a vida.



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Motta destrava PECs pelo fim da escala 6×1 – CartaCapital

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça duas propostas de emenda à Constituição que extinguem a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso — conhecida como escala 6×1.

Segundo comunicado da Casa, a medida de Motta engloba as PECs apresentadas pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O ato de Motta marca o início formal da tramitação da matéria.

Após a CCJ avaliar a admissibilidade dos textos, a discussão prosseguirá em uma comissão especial e, na sequência, no plenário. Para uma PEC ser promulgada, são necessários pelo menos 308 votos em dois turnos na Câmara e 49 no Senado, também em duas rodadas.

O fim da escala 6×1 é uma das prioridades do presidente Lula (PT) neste ano. No início de fevereiro, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o governo federal enviaria ao Congresso Nacional, após o Carnaval, um projeto de lei com urgência constitucional para aprovar a matéria. Ainda não se sabe se a decisão de Motta alterará essa projeção.

No fim de janeiro, a ministra da Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), já havia afirmado que o plano de Lula para melhorar a condição de vida dos trabalhadores passaria pelo fim da jornada 6×1 e por uma remuneração mínima para trabalhadores de aplicativos.

Segundo a ministra, chefe da articulação política do governo, a intenção de Lula é aprovar a redução da jornada no primeiro semestre. Em razão da eleição, o Congresso fica esvaziado entre julho e outubro. Os parlamentares voltam a Brasília apenas em novembro ou dezembro para votar o Orçamento do ano seguinte.



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confira as ações da B3 com mais demanda de aluguel

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A XP divulgou mais uma edição do seu monitor de short selling no Brasil, que acompanha a atividade de venda a descoberto (short selling) das ações negociadas na B3 que são líquidas e envolvidas em operações vendidas.

Os dados são atualizados quinzenalmente, às segundas-feiras. Desde o último relatório, o short interest (SI) mediano do Ibovespa subiu para 7,1%, enquanto as posições em aberto aumentaram para R$ 146,1 bilhões desde nosso último relatório. A Raízen (RAIZ4) teve a maior variação em sua taxa de aluguel dentre as monitoradas, com aumento de 11,4 pontos percentuais (p.p.) desde o dia 23 de janeiro, a 38,1%.

Ao montar uma posição vendida, ou short selling, o investidor toma emprestada uma ação para vendê-la, com a intenção de comprá-la de volta a um preço mais baixo no futuro. De maneira geral, os investidores buscam lucro ao devolver a ação emprestada ao credor.

Viva do lucro de grandes empresas

O relatório da XP avalia três parâmetros para definir o ranking: short interest, days to cover (DTC) e taxa de aluguel. O short interest é a razão entre o total de ações alugadas que ainda não foram cobertas ou compradas de volta para fechar a posição, e a quantidade de ações disponíveis para negociação na bolsa. De maneira geral, um short interest acima e 10% é considerado alto.

A DTC, por outro lado, indica quantos dias seriam necessários para que os vendedores a descoberto (o short selling) cobrissem suas posições existentes. Ou seja, o tempo estimado para que as ações alugadas sejam vendidas e recompradas, com base na liquidez da ação. Da mesma forma, um DTC acima de 10 também é considerado alto.

Os dados compilados pela XP também podem ser utilizados como termômetro do humor dos investidores e suas expectativas para algumas ações. “Em geral, quando essas métricas (de short selling) são altas, tende a ser um sinal de baixa, pois podem indicar que os investidores institucionais estão esperando que as ações caiam ou que estão aumentando suas apostas contra as ações”, explicam os analistas.

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Ao emprestar uma ação para um tomador, o investidor precisa pagar uma taxa de juros no fechamento da operação — a taxa de aluguel. Quanto mais alta for a taxa de aluguel, é possível dizer que há uma demanda maior por montar uma posição curta no ativo negociado. Ou seja, os investidores estão esperando que essa ação caia.

O Agronegócio continua como o setor com o maior short interest (SI) mediano, de 17,4%, com 10 p.p. acima da média do Ibovespa (7,1%). A Raizen (RAIZ4) tem a principal Taxa de Aluguel da quinzena, com 38,1%. A segunda colocada, a Cruzeiro do Sul (CSED3), está com 11,5 p.p. abaixo, a 26,6%. O Grupo Casas Bahia (BHIA3) continua entre as três principais desde o relatório anterior, agora com 25,4%. Na sequência, estão GPA (PCAR3), com 18,5% e Profarma (PFRM3), a 17%.

As variações da Raizen e do Grupo Casas Bahia foram duas das maiores do relatório, acompanhada pelo Santander (SANB11). Enquanto a Raizen subiu 11,4 p.p., o Santander avançou 5,6 p.p. e o Grupo Casas Bahia, 3,5 p.p.

As companhias com os maiores SI continuam como o da quinzena anterior, mas com índices levemente mais baixos. O Grupo Casas Bahia continua com o maior SI dentre as monitoradas, com 39,2%. No relatório anterior, a companhia também era a primeira do ranking, mas com um SI de 42,5%.

A Raizen aparece em segundo lugar, com SI de 31,8%, acompanhada pela Boa Safra (SOJA3), com SI de 28,7%.



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Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos executa ações emergenciais após fortes chuvas em Várzea Grande – Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos executa ações emergenciais após fortes chuvas em Várzea Grande

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Mesmo diante das condições adversas, equipes das secretarias municipais de Viação e Obras e de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana atuaram com maquinários e servidores para desobstruir pontos críticos e restabelecer o escoamento da água

 

As fortes chuvas registradas no último sábado (7), em Várzea Grande e parte da Baixada Cuiabana, provocaram pontos de alagamento em diferentes regiões do Município. Durante todo o período, o Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos de Várzea Grande acompanhou a situação em campo e coordenou as ações  de emergenciais de desobstrução realizadas pela Administração Municipal. Os trabalhos consistiram principalmente na limpeza de dispositivos de drenagem, como bocas de lobo, e na retirada de materiais que impediam a passagem natural da água, permitindo a redução gradual do nível acumulado.

O levantamento técnico apontou a necessidade de implantação de uma nova galeria pluvial, com manilhas de maior diâmetro, dimensionadas para suportar o volume de água observado no local.

Em alguns locais, o grande volume de água acumulado dificultou a continuidade das intervenções imediatas e impediu, naquele momento, a execução de medidas definitivas para resolução dos problemas de drenagem. Mesmo diante das condições adversas, equipes das secretarias municipais de Viação e Obras e de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana atuaram com maquinários e servidores para desobstruir pontos críticos e restabelecer o escoamento da água. Com a diminuição do volume, foi possível identificar bloqueios estruturais e trechos que necessitam de intervenções permanentes.

Na região onde foram registrados maiores acúmulos, a Secretaria Municipal de Viação e Obras realizou, já no dia seguinte – no domingo – a desobstrução de bocas de lobo como medida paliativa para melhorar o escoamento.

O coordenador operacional da Secretaria Municipal de Viação e Obras, Mateus Gomes Silva, acompanhou as ações em campo e destacou que a construção da nova estrutura de drenagem está prevista como próximo passo para solução definitiva. Conforme a área técnica, a execução do serviço depende do período de estiagem, condição necessária para garantir a viabilidade operacional e a segurança dos trabalhos.

A Secretaria Municipal de Obras informa que os serviços estruturantes estão em fase de planejamento para execução após o período de chuvas intensas, com o objetivo de minimizar riscos de novos alagamentos e ampliar a capacidade de escoamento em áreas críticas.

O Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos registra que tomou conhecimento das ocorrências do último sábado e reforça que as equipes seguirão realizando intervenções sempre que houver condições climáticas favoráveis, buscando reduzir impactos e prevenir a repetição de situações semelhantes em episódios de chuva intensa.



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Abilio reforça combate ao assédio e determina auditoria em contrato citado em BO

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A Prefeitura de Cuiabá determinou o reforço na divulgação dos canais institucionais de denúncia contra assédio moral e sexual e a proteção às mulheres que atuam na administração municipal. A medida foi formalizada por meio de ofício circular, assinado pelo prefeito Abilio Brunini (PL), encaminhado às secretarias municipais no último sábado (7), após denúncias divulgadas pela imprensa local envolvendo o nome do ex-chefe de gabinete Wilian Campos. 

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No mesmo dia, o prefeito também determinou a abertura de auditoria pública sobre um contrato firmado em 2025, citado em boletim de ocorrência registrado contra Willian Campos por suposto assédio sexual.

No documento, a administração orienta que a Ouvidoria-Geral e a Corregedoria-Geral do Município sejam amplamente divulgadas entre os servidores como canais oficiais para registro de denúncias envolvendo possíveis casos de assédio.

O ofício determina que as unidades administrativas façam a comunicação interna, destacando que “a Ouvidoria-Geral do Município e a Corregedoria-Geral do Município constituem os canais institucionais e oficiais para o recebimento de denúncias relativas à eventual prática de assédio moral e/ou sexual”.

O texto também ressalta que os órgãos responsáveis deverão conduzir a apuração dos fatos dentro dos procedimentos legais, “assegurando-se a adequada apuração dos fatos, o contraditório, a ampla defesa e a proteção da pessoa denunciante”, além de reforçar a atuação preventiva e a responsabilização de condutas incompatíveis com o serviço público.

Com relação a abertura de auditoria técnica pela Controladoria-Geral do Município para verificar despesas públicas relacionadas à empresa de comunicação que prestou serviços para prefeitura em 2025. 

No ofício de instaura a auditoria é mencionado reportagens sobre a suposta transferência de valores financeiros envolvendo a empresa, um ex-secretário municipal e uma ex-servidora pública.

No documento, o prefeito determina “a instauração de procedimento técnico de auditoria pública, com a finalidade de verificar a conformidade, a regularidade e a legalidade de todos os processos de despesa pública relacionados à empresa.”

A auditoria deverá analisar a formalização contratual, a execução administrativa e financeira, os procedimentos de pagamento, “a compatibilidade dos pagamentos efetuados com os serviços efetivamente prestados”, além de um comparativo com outras empresas de comunicação contratadas pelo município no mesmo período.

A Controladoria-Geral do Município deverá apresentar relatório ao Executivo municipal ao final da auditoria, cujo prazo de conclusão foi fixado em 15 dias.

As duas medidas administrativas foram adotadas como resposta institucional às denúncias recentes, envolvendo tanto o fortalecimento dos mecanismos de denúncia e proteção no ambiente de trabalho quanto a apuração técnica de contratos públicos.



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Sine de Cuiabá abre oito vagas para acompanhante de gestantes com salário de R$ 3,3 mil | Notícias

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O Sine de Cuiabá abre a semana com 659 vagas de emprego nesta segunda-feira (9). Uma das ocupações em destaque é a de Doula, profissional que atua como acompanhante de gestantes e parturientes; para esta função, são oferecidas 8 oportunidades com salário de R$ 3.325,00, além de benefícios como vale-transporte e alimentação. Outro destaque na área da saúde é a vaga para Enfermeiro Obstétrico, com remuneração de R$ 4.750,00, exigindo ensino superior completo e experiência comprovada em carteira.

O setor de serviços e construção civil também concentra um volume expressivo de postos. Há 10 vagas para Mecânico de Automóveis e 10 para Operador de Máquina de Construção Civil e Mineração, ambos com salários de R$ 4.000,00 e R$ 3.880,00, respectivamente. Para quem busca a primeira oportunidade, o Sine disponibiliza centenas de vagas que não exigem experiência, como Auxiliar de Linha de Produção, com 200 postos abertos apresentando remuneração de R$ 1.914,36 mais benefícios, e Repositor de Mercadoria, com 40 vagas disponíveis.

Resumo Geral das Vagas

Vagas sem Experiência: Diversas funções estão abertas para quem não possui experiência prévia, incluindo Ajudante de Carga e Descarga, Atendente de Lojas, Auxiliar de Cozinha, Auxiliar de Limpeza e Operador de Caixa.

Maiores Remunerações: Os salários chegam a R$ 4.750,00 para Enfermeiro Obstétrico, R$ 4.000,00 para Consultor de Vendas (exige carro), Mecânico de Auto e Mestre de Obras.

Níveis de Escolaridade: Há oportunidades para todos os níveis, desde o Ensino Fundamental Incompleto (como Servente de Obras) até o Ensino Superior (como Professor de Pedagogia e Doula).

Inclusão: O painel inclui vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD), como a de Auxiliar Administrativo.

O Sine Municipal é administrado pela Secretaria Municipal de Trabalho.

Atendimento

Os interessados devem procurar o Sine, localizado na, localizado na Praça Rachid Jaudy, Centro, no prédio do Instituto Dante de Oliveira, em Cuiabá.

O horário de atendimento é das 8h às 17h.

Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone e WhatsApp: (65) 99251-7480.

No local, também é oferecido atendimento ao Microempreendedor Individual (MEI), com apoio para abertura, regularização e encerramento do registro.

Serviços do Sine

O Sine Municipal realiza a intermediação de vagas de emprego e atendimento para solicitação do seguro-desemprego. Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve apresentar os documentos fornecidos pela empresa no momento da rescisão contratual. A solicitação é registrada diretamente no sistema do Governo Federal.

Informações importantes ao trabalhador

Mantenha o cadastro atualizado nos postos do Sine ou por canais digitais.

Consulta de vagas: empregabrasil.mte.gov.br 

Solicitação de seguro-desemprego on-line: pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo site acima.

Exclusivo para empresas

O Sine também dispõe de canais exclusivos para empresas interessadas em anunciar vagas. O contato pode ser feito pelos telefones:

(65) 3645-7216 ou 3645-7237,

WhatsApp: (65) 99255-2450,

e e-mail: [email protected] 

Confira as oportunidades

Ajudante de carga e descarga (não exige experiência) – 02 

Ajudante de carga e descarga de mercadoria (não exige experiência) – 10 

Assistente de vendas (não exige experiência) – 04 

Atendente de balconista (não exige experiência) – 04 

Ajudante de cafeteria (não exige experiência) – 04 

Atendente de lojas (não exige experiência) – 20 

Auxiliar administrativo (vaga exclusiva para PCD) – 06 

Auxiliar de conservação de obras civis (não exige experiência) – 30 

Auxiliar de cozinha (não exige experiência) – 20 

Auxiliar de lavanderia (não exige experiência) – 01 

Auxiliar de limpeza (não exige experiência) – 04 

Auxiliar de linha de produção (não exige experiência) – 249 

Caixa de loja (não exige experiência) – 02 

Comprador – 01 Consultor de vendas – 10 

Copeiro de hospital – 02 

Desossador – 30 

Doula – 08 

Empacotador a mão (não exige experiência) – 10 

Enfermeiro obstétrico – 08 

Estoquista (não exige experiência) – 02 

Magarefe – 30 

Mecânico de auto em geral – 10 

Mestre de obras (não exige experiência) – 01 

Motofretista (não exige experiência) – 01 

Operador de caixa – 04 

Operador de caixa (não exige experiência) – 62 

Operador de máquina perfuratriz (não exige experiência) – 06 

Operador de máquina de construção civil e mineração – 10 

Pedreiro – 03 

Porteiro – 03 

Professor de nível superior na educação infantil (0 a 3 anos) – 02 

Recepcionista atendente – 04 

Repositor de mercadoria (não exige experiência) – 50 

Repositor de mercadoria – 08 

Retalhador de carne – 30 

Servente de obras (não exige experiência) – 06 

Servente de obras – 01 

Técnico de enfermagem – 04



FONTE

SECEL

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Com alas e samba-enredo focados nas histórias dos antigos carnavais cuiabanos, entre as décadas de 60 e 70, o bloco “Agora Q Q Esse” conquistou o título de melhor bloco carnavalesco de Cuiabá. No total, oito desfiaram neste fim de semana. O bloco Boca Suja ficou com a segunda colocação e o Luxo Folia em terceiro. Entre as escolas de samba, a Payaguás, levou a melhor e sagrou-se bicampeã. A apuração dos votos dos jurados terminou na noite deste domingo (8.2). O desfile contou com investimento de R$ 2,1 milhões da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Além da verba das duas escolas de samba e sete blocos, os recursos foram usados em infraestrutura e atrações da músicos de renome nacional na Arena Pantanal, como o Tiee, Banda Novo Som, DJ Detona, Rubynho e DJ Gui Antony, e apresentações do Grupo Puro Prazer, Matheuzinho, Jero Neto e Tomé Aí.  


Numa homenagem aos principais humoristas do Estado, o bloco “Agora Q Q Esse” levou uma ala inteira de quadros de personagens retratados por Liu Arruda, falecido em 1999, renomado comediante, ator, músico, jornalista e professor cuiabano. Ele é considerado o artista mais completo da história de Mato Grosso. Com mais de 25 anos de carreira, criou cerca de 40 personagens icônicos, como a Comadre Nhara e Ramona. Liu valorizava o sotaque e a cultura cuiabana. O bloco campeão foi puxado pela figura do folclórica do Padeiro português – conhecido nas histórias dos carnavais antigos pelo personagem Zé Pereira, que saía às ruas chamando o povo para brincar o carnaval brasileiro. Outra figura folclórica, do Januário, foi representada pelos passistas conclamando o público para o carnaval com cornetas. 

A ala das crianças representava as matinês de outrora. As baianas, por sua vez, fizeram alusão ao tecido popular cuiabano de “chita”. De baixo custo, era conhecido pelas cores vibrantes e estampas florais grandes. Surgido na Índia, conforme a tradição, o tecido foi introduzido no Brasil pelos portugueses. O bloco contou com a ala “Cuiabá de Antigamente”, com rei e rainha, mestre-salas e a turma da “pipoca’. As brasileirinhas também marcaram presença, assim como a alegria ingênua do personagem italiano Pierrot.


As fantasias reproduziam as cores da escola, azul, branco e amarelo. O samba-enredo foi idealizado pela professora de Língua Portuguesa cuiabana, Auréa Santana, mulher do também diretor do bloco, Alair das Neves, e foi elaborado pelo cantor e compositor de sambas-enredo, Gustavinho Oliveira, do Rio de Janeiro (RJ).


Numa disputa com a escola de samba Império de Angola, a Payaguás levou a melhor ao abordar no samba-enredo e figurino das alas o tema a “Rota da Ancestralidade”, que retratou a origem dos pretos no Egito, passando pela África e chegando a Cuiabá. No desfile, as alas seguiam o dispositivo com a pirâmide, símbolo do povo egípcio. A bateria trajava fantasias em alusão à terra preto do Egito.

A escola desfilou com alas em homenagem a personalidades históricas de Cuiabá – Mãe Preta, Maria Taquara e Mãe Bonifácia. Na ala de Maria Taquara, foi acrescentado um chapéu no figurino dos componentes, com um coração de um lado e uma trouxa de roupa de outro, em alusão à ideia de uma mulher que trabalhava de lavadeira de roupas pela manhã, também chamada de “meu bem” à noite, quando saía com os soldados do Exército que a galanteavam.   


Nas arquibancadas da Arena Pantanal, a torcida organizada do Mixto Esporte Clube, Boca Suja, compareceu em peso. Apesar da torcida massiva, o bloco ficou na segunda colocação. Neste ano, o bloco, idealizado pelos torcedores mixtenses, Emanuel dos Santos Lobo e Frank Sabiá, antigo funcionário da Câmara Municipal de Cuiabá, completou 30 anos na avenida. “Trouxemos a história dos negros mato-grossenses, do Congo a Vila Bela da Santíssima Trindade, toda a trajetória”, explica o presidente do bloco, Gabriel Augusto de Moraes. 


Para ele, o carnaval cuiabano está em ascensão. “Sem dúvida, a cada ano há um crescimento. Vem num processo de profissionalização, de instrumentalização, com o fim do amadorismo. Estamos ainda na busca pela profissionalização dos jurados da capital. Cuiabano também entende muito de carnaval”, defende. O bloco conta com cerca de 750 integrantes. Dos nove jurados do carnaval de Cuiabá deste ano escolhidos mediante edital aberto, três são de Cuiabá e sete do Rio de Janeiro.


O presidente da Liga Independente dos Blocos e Escolas de Samba de Cuiabá, Celso Gonçalo Nazário, destacou a importância do aporte de recursos do Governo de Mato Grosso para a reestruturação dos blocos, e escolas e viabilização da infraestrutura do Carnaval de Cuiabá 2026.  “Graças aos apoios que recebemos do Governo de Mato Grosso, conseguimos tirar o carnaval do papel, há três anos, quando fizemos o nosso primeiro desfile como liga, realmente. Ano passado, conseguimos mais uma vitória, que foi levar o carnaval pra Arena Pantanal, onde ganhou visibilidade imensa dentro da cidade. O apoio do Governo do Estado move toda a nossa estrutura”, frisou.


Secretário-adjunto de Cultura, Jan Moura esclareceu que o Governo de Mato Grosso aguardou a regularização da Liga para aplicar os recursos necessários a fim de revitalizar o Carnaval cuiabano. É unânime entre os presidentes de blocos e escolas de samba que o período é de ascensão para o setor.  Além dos recursos destinados ao longo dos últimos três anos ao carnaval cuiabano e do interior, a Cultura do Governo de Mato Grosso conta com o maior investimento da história do Estado entre 2019 e 2025, período em que foram destinados R$ 853,5 milhões ao setor, entre editais, estruturação, cursos e gestão de bibliotecas e demais espaços, patrocínios e eventos.  



FONTE

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