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Defeitos mecânicos persistentes e descaso no pós-venda: Citavel e Ford são condenadas a pagar mais de R$ 45 mil a cliente

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A Citavel Distribuidora de Veículos Ltda. e a Ford Motor Brasil foram condenadas a pagar mais de R$ 45 mil de indenização pelos danos morais e materiais que causaram à E.F.C., consumidora que comprou um Ford Ecosport 2.0 e passou por diversos percalços até conseguir ter o veículo consertado após apresentação de defeitos eletrônicos.

Leia mais: Risco à integridade da vítima: juiz mantém capitão da PM proibido de se aproximar de soldado agredido e chamado de ‘preto’

Em ordem proferida nesta segunda-feira (2), a juíza Olinda Quadros Altomare condenou as empresas diante da falha na prestação do serviço e a consequente perda da utilidade do bem.

A magistrada reconheceu que o automóvel apresentou falhas mecânicas persistentes sobre o sistema de transmissão/motor e panes elétricas, e permaneceu na assistência técnica por tempo superior ao limite legal de trinta dias.

Através de provas documentais, como ordens de serviço e notas fiscais, ficou comprovado que o produto era impróprio para o uso e comprometia a segurança da cliente.

Como resultado, as empresas foram obrigadas a devolver o valor integral do carro, em mais de R$ 30 mil, além de ressarcir gastos com consertos externos em mais de R$ 4 mil, e pagar danos morais em mais de R$ 15 mil. A decisão enfatizou a responsabilidade solidária dos fornecedores diante da frustração da confiança e do descaso no atendimento administrativo ao consumidor.

“O conjunto desses documentos permite concluir que o veículo padece de vício de qualidade insanável dentro dos prazos legais, tornando-o inadequado ao fim a que se destina e frustrando a segurança esperada de um bem de tal natureza. A tese de defesa, que sustenta a inexistência de defeito ou uso inadequado, é rechaçada pela própria documentação emitida pela concessionária autorizada, que admite, tacitamente, a persistência das falhas ao realizar intervenções contínuas”, decidiu a magistrada.
 



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veja ações e setores para ficar de olho

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A temporada de balanços tem início na próxima quarta-feira (4) antes da abertura dos mercados, com os investidores de olho principalmente nas perspectivas para 2026.

O Morgan Stanley espera avanço acumulado anual de 11% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) das ações brasileiras de sua cobertura, além de avanço de 11% na receita e de 149% no lucro – ainda que a alta seja de apenas 27% excluindo as blue chips Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3). Isso porque a expectativa do banco é de que as empresas de petróleo e mineração devam apresentar um desempenho superior, enquanto o setor doméstico deve ficar para trás, embora ainda em território positivo.

O Bradesco BBI tem a expectativa de que os setores de materiais básicos e utilities (energia e saneamento básico) liderem o crescimento anual.

Não perca a oportunidade!

Já João Daronco, analista CNPI da Suno Research, vê como destaque o segmento de mineração, representado pela Vale (VALE3), que deve apresentar resultados mais fortes, seja por conta de uma melhora operacional, como também um avanço nos preços das suas principais commodities.

Outro segmento que vê com boas perspectivas é o segmento bancário, principalmente nos ativos Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11), que devem continuar apresentando retornos mais elevados que a média do seu segmento de atuação (ROE).

Do lado negativo, Daronco vê agro e petroleiras como destaques. “O segmento agrícola tem sofrido muito por conta da queda nos preços das commodities e também de um dólar mais fraco. Com agricultores com margens mais baixas, há tem um impacto nos resultados das empresas”, avalia.

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Resiliência à prova

Segundo os estrategistas do BBI, no geral, os resultados domésticos do Brasil mostram uma resiliência impressionante diante da taxa de juros Selic a 15% e da redução pela metade do ritmo de crescimento do PIB ano a ano.

A Ágora Investimentos destaca que a temporada chega em um ambiente que ainda carrega juros elevados e atividade moderada, mas no qual diversas companhias demonstraram capacidade de adaptação.

O agregado de resultados domésticos deve mostrar estabilidade a ligeiro avanço ano contra ano –movimento relevante para um trimestre ainda pressionado pelo custo de capital. Essa resiliência decorre de fatores simultâneos: (i) recomposição gradual de margens em setores intensivos em capital; (ii) normalização de volumes em cadeias antes afetadas por restrições de oferta; e (iii) ganhos contínuos de eficiência operacional.

A leitura setorial também reforça a heterogeneidade do trimestre: na mesma linha do Morgan Stanley, a Ágora também acredita que Materiais Básicos e Utilities tendem a se destacar, sustentados por bases mais fracas e reequilíbrio de preços; Industriais e Saúde devem apresentar avanços mais expressivos; partes do setor financeiro mostram recuperação; enquanto o consumo sensível ao juro mantém trajetória de retomada mais gradual, mas com indícios claros de piso.

“Mais do que o número absoluto, esta temporada exigirá atenção à qualidade do lucro e à sua capacidade de se sustentar ao longo de 2026”, avalia.

Sinalizações sobre demanda, margens, disciplina de custos e capital de giro serão fundamentais para entender se o relógio dos resultados está realmente acelerando —condição necessária para que um eventual re-rating não seja apenas tático, mas sim sustentável, aponta.

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Também para Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, os grandes destaques devem vir das empresas que conseguem defender margens, cortar custos e preservar a geração de caixa dentro dessa janela. Isso porque, no cenário atual, com a Selic elevada, a eficiência operacional deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência — e é exatamente esse tipo de sinal que precisamos acompanhar de perto nesta temporada.

Além disso, o mercado está bastante atento aos sinais mais à frente. Assim, empresas que indiquem algum nível de normalização de custos, investimentos mais disciplinados e, até certo ponto, algum alívio financeiro — de forma a se prepararem para um eventual início de ciclo de corte de juros — podem entrar numa janela de reprecificação por parte dos analistas.

Confira as expectativas de resultados para os principais setores da Bolsa:

Setor financeiro

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Santander Brasil (SANB11) inicia a temporada de balanços dos bancões, sendo que a maioria dos bancos deve apresentar volumes, receitas e qualidade de crédito saudáveis, aponta o Itaú BBA. O cenário macroeconômico e as projeções para o ano fiscal de 2026 devem indicar um crescimento de dois dígitos nos lucros. Entre os bancos analisados, a casa de análise está mais otimista em relação à consistência do Bradesco (BBDC4) neste trimestre e, provavelmente (conscientemente), estará no limite superior da faixa de lucro projetada.

“O Banco do Brasil (BBAS3) deve ser um contraste negativo, com desafios contínuos no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) devido aos custos de crédito persistentes; provavelmente estaremos no limite inferior da projeção de lucro para o ano fiscal de 2026″, avalia.

Leia também: BB, Itaú, Bradesco e Santander: quais bancões serão destaque na temporada do 4T25?

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O Goldman Sachs continua a destacar positivamente o Itaú (ITUB4) entre os bancos brasileiros, levando em conta o ROE elevado e o crescimento saudável dos lucros. “Acreditamos que as tendências devem melhorar na maior parte do Brasil, mas o Banco do Brasil enfrenta as maiores incertezas em relação às provisões devido à perspectiva do crédito rural”, aponta a equipe de análise do banco americano.

A expectativa é de que os bancos brasileiros mantenham tendências semelhantes ao 3T25, com crescimento de empréstimos na faixa de um dígito médio a alto, crescimento da receita bruta e alíquotas de imposto ainda baixas (excluindo o Itaú). Volumes sazonalmente mais altos de cartões de crédito e crédito corporativo podem impulsionar ainda mais a receita de juros, enquanto a redução do número de dias úteis em relação ao trimestre anterior pode aliviar um pouco as despesas com juros.

O Itaú BBA continua sendo o ponto fora da curva positivo (ROE de 23,7% no 4T25E), enquanto o Santander Brasil (SANB11; 17,4%), o Bradesco (14,6%) e, principalmente, o Banco do Brasil (8,5%) continuam apresentando resultados inferiores, avalia.

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Matérias-primas

A expectativa é de números mistos, com destaque positivo para as mineradoras, enquanto papel e celulose devem ter resultados discretos. Para os analistas de mercado, Vale (VALE3) e Aura Minerals (AURA33) são os nomes que devem ter bons números no 4T.

XP Investimentos aponta sobre as mineradoras que, com preços de referência de minério mais altos novamente (+US$ 3 a tonelada na base trimestral) e um desempenho de custos controlado, a expectativa é que a Vale apresente resultados melhores no trimestre, também apoiados pela melhora em metais básicos.

Já para as siderúrgicas, a XP projeta que a sazonalidade prejudique os resultados, com Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), devendo reportar mais um trimestre fraco no Brasil, enquanto a exposição da Gerdau à América do Norte deve mitigar resultados mais fracos no mercado doméstico. Por fim, a Aura deve se beneficiar dos preços mais altos de ouro (+US$ 700/oz ante o 3T25) e do crescimento de volumes (reportados recentemente).

Apesar dos preços de celulose mais altos ante o 3T25, a valorização do real e a sazonalidade mais fraca devem pressionar as empresas do setor, avalia a XP. Para a Suzano (SUZB3), a projeção é de menores volumes de celulose trimestre a trimestre (principalmente devido a várias paradas de manutenção no 4T25), com preços realizados mais altos em dólares e custos menores, levando a um Ebitda reduzido no 4T25E (embora a alta dos preços da celulose ao longo do trimestre sugira melhora no 1T26).

A Klabin (KLBN11), avalia a XP, também deve apresentar resultados ligeiramente mais fracos, com a valorização do real pressionando os preços da celulose em real e custos mais altos devido às paradas de manutenção afetando o negócio de celulose, enquanto a sazonalidade pesa no desempenho de papel/embalagens, apesar dos preços resilientes.

Óleo e gás

Para a Petrobras, as estimativas do BTG indicam que os dividendos do quarto trimestre de 2025 podem ficar abaixo do consenso de mercado, que projeta US$ 1,7 bilhão. A divulgação dos próximos dados operacionais deverá fornecer melhores insumos para revisar as projeções trimestrais. Ainda assim, a expectativa de dividendos é considerada otimista diante de possível aceleração do capex no fim do ano e saídas de caixa não recorrentes relacionadas ao leilão da PPSA e ao acordo Jubarte AIP. Considerando Ebitda entre US$ 10,5–11,5 bilhões e capex caixa entre US$5,2–5,8 bilhões, os dividendos mais prováveis seriam de cerca de US$1,3 bilhão, equivalentes a yield trimestral de aproximadamente 1,4%.

Leia mais: Confira o calendário de resultados do 4º trimestre de 2025 da Bolsa brasileira

Para as distribuidoras de combustíveis, após o terceiro trimestre mais favorável, a XP ressalta que o quarto trimestre seguiu a mesma trajetória e acabou sendo ainda mais forte. Os preços domésticos do diesel permaneceram estáveis e abaixo da paridade de importação até quase meados de dezembro. Dada a competitividade limitada dos produtos importados, as principais distribuidoras (que têm volumes grandes e garantidos por meio de cotas da Petrobras) conseguiram obter ganhos extraordinários nas margens.

“Além disso, o trimestre viu um progresso significativo nos esforços para coibir a ilegalidade no setor, principalmente com o fechamento da refinaria Refit”, avalia a equipe. Nesse contexto, a Vibra e a Ipiranga aumentaram sua participação total no mercado em +0,8 ponto percentual (p.p.) e +0,7 p.p. em relação ao 3T25, respectivamente. No lado negativo, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,14/litro em outubro, gerando perdas de estoque que pesaram nas margens (XP espera cerca de -R$ 5/m³ para as margens do 4T25). Para a Vibra, a XP espera que o Ebitda alcance R$ 1,9 bilhão no trimestre (+13% trimestralmente e +37% anualmente). Para a Ultrapar, espera um Ebitda de R$ 1,6 bilhão (+10% t/t e +13% a/a) e um lucro líquido de R$ 576 milhões (-25% t/t e -35% a/a).

Varejo e consumo

A XP espera que os resultados do 4T do varejo e consumo apresentem tendências semelhantes às vistas no 3T, com desaceleração do crescimento devido a ventos contrários do clima, inflação de alimentos mais fraca e possível canibalização decorrente de campanhas mais agressivas dos marketplaces. Em relação às margens, a projeção é de tendências mistas, com cerca de 60% da cobertura apresentando pressão na margem bruta por conta do mix de canais/produtos, investimentos e ajustes estratégicos e impactos cambiais. No nível de Ebitda, aproximadamente 40% devem reportar queda de margem devido à desalavancagem operacional ou ajustes estratégicos.

Farmácias se destacam positivamente e varejo alimentar como ponto negativo (novamente). O segmento deve voltar a ser um destaque, com tendências sólidas de MSSS (vendas mesmas lojas maduras), impulsionadas por ventos favoráveis do GLP-1, boa execução na Black Friday e expansão da margem Ebitda via alavancagem operacional. Por outro lado, os varejistas de alimentos devem continuar sofrendo com o macro desafiador e a dinâmica pressionada da inflação de alimentos, embora a Assaí (ASAI3) deva conseguir manter a margem Ebitda estável, apesar dos ventos contrários.

A XP vê outro trimestre difícil para vestuário de média renda. Um inverno mais longo, combinado com tráfego mais fraco nas lojas, possivelmente devido a campanhas mais agressivas dos marketplaces, deve continuar trazendo desafios para a dinâmica de receita, ainda que com tendências mistas entre os players.

Renner (LREN3) e Guararapes (GUAR3) devem entregar crescimento semelhante e expansão de margens, enquanto a C&A (CEAB3) deve sofrer com comparáveis difíceis e uma postura mais restritiva da Pay em concessões. Já entre os players de alta renda, espera outro trimestre difícil para a Azzas 2154 (AZZA3), à medida que a divisão Basic continua sendo ajustada e Shoes & Bags começa a se recuperar; a Vivara (VIVA3) deve apresentar forte crescimento de vendas, mas com dinâmica de margens mais fraca em relação ao 3T; a Track&Field (TFCO4) deve registrar um dos crescimentos de receita mais fortes do setor, com expansão relevante de margens pelos efeitos de canal e mix observados no 3T.

Em e-commerce e bens duráveis, espera que o GMV (vendas brutas de mercadorias) do Mercado Livre (BDR: MELI34) acelere no Brasil com maiores investimentos em frete e marketing, além de melhora sequencial da margem EBIT graças à alavancagem operacional. Já para Magazine Luiza (MGLU3) e Grupo Casas Bahia (BHIA3), espera que o MGLU3 seja a mais impactada pelo aumento da concorrência no e-commerce, parcialmente compensado pelo desempenho das lojas físicas (B&M), enquanto a BHIA3 deve apresentar bom desempenho online, impulsionado pela parceria com o MELI34.

Saúde

Em linhas gerais, o BTG espera um trimestre de normalização, com resultados que tendem a estender as tendências observadas no 3T, em vez de sinalizar um ponto claro de inflexão.

Prestadores de serviços de saúde devem continuar entregando trimestres sem impactos não recorrentes e resilientes, apoiados por KPIs operacionais estáveis e capacidade de execução disciplinada, enquanto as tendências de margem dos planos de saúde devem permanecer mistas, com efeitos sazonais oferecendo apenas alívio parcial, como esperamos no caso da Hapvida (HAPV3). Em farmacêuticas, os resultados devem ser amplamente determinados por efeitos de timing, mais do que por mudanças na demanda subjacente.

“Nesta temporada, esperamos que Rede D’Or (RDOR3) e Fleury (FLRY3) se destaquem, enquanto Hapvida e Blau (BLAU3) tendem a ter uma performance mais fraca. Para a Rede D’Or (RDOR3), apesar de sólidos, os resultados do 4T devem ser menos excepcionais do que os do 3T”, apontam os analistas.

Transportes e bens de capital

O BTG Pactual aponta que, entre os principais destaques do setor de transportes e bens de capital, está otimista com Embraer (EMBJ3), GPS (GGPS3), concessionárias de rodovias e locadoras de veículos leves. Em contrapartida, alguns nomes de bens de capital, logística e locação mais expostos a veículos pesados devem apresentar tendências trimestrais mais fracas.

Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3) tendem a reportar tendências positivas trimestre a trimestre, já que o 4T é, historicamente, o trimestre mais forte do ano. Ainda assim, esperamos a continuidade do repasse de preços para recompor spreads de ROIC em direção aos níveis históricos, além de um cenário mais controlado de depreciação, como indicado pelas leituras mensais da FIPE. A Vamos (VAMO3) também deve apresentar um trimestre mais fraco no lucro líquido, pressionada por juros elevados, apesar da queda nas retomadas de ativos.

A Embraer deve ser o principal destaque, beneficiada por um trimestre sazonalmente mais forte em geração de fluxo de caixa e margens. A WEG tende a reportar resultados mais fracos a/a, impactada por câmbio menos favorável, tarifas e bases de comparação maiores após o forte crescimento em geração centralizada no ano anterior. A Marcopolo (POMO4) deve mostrar tendência mais fraca trimestralmente, pressionada por produção e exportações marginalmente menores. A Iochpe Maxion (MYPK3) e a Tupy (TUPY3) devem reportar um trimestre sazonalmente mais fraco, com pressão contínua de volumes. A Randoncorp (RAPT4) tende a apresentar desempenho mais fraco trimestre a trimestre no segmento de autopeças, enquanto o lucro líquido permanece pressionado pela alavancagem elevada. Por fim, a Fras-le (FRAS3) pode seguir reportando crescimento orgânico fraco, apesar de margens menos voláteis.

As concessionárias de rodovias Motiva (MOTV3) e Ecorodovias (ECOR3) devem apresentar resultados sólidos, apoiados por tráfego ainda positivo e melhora de margens. Para a Rumo (RAIL3), projeta um trimestre misto, com reajustes sequenciais de preços, mas volumes e margens resilientes.

Telecomunicações e tecnologia

Para Vivo (VIVT3) e TIM (TIMS3), a expectativa da XP é que ambas as companhias mantenham o bom ritmo operacional.

A XP espera que a Vivo entregue mais um trimestre com indicadores operacionais sólidos, mantendo seu bom momento. No entanto, o 4T25 deve ser marcado por comparações difíceis em relação ao 4T24, quando a companhia registrou ganhos não recorrentes relacionados à migração de concessão para autorização. Para a TIM, a XP espera que as receitas de serviços móveis cresçam 4,7% A/A (anualmente), impulsionadas pelo avanço de 10,8% A/A no segmento pós-pago, que estimamos atingir R$4,3 bilhões, sustentado pela migração contínua para planos de maior valor. Por outro lado, esperamos que a tendência fraca no pré-pago persista, com queda estimada de 7,7% A/A.

Educacionais

Na visão do BTG, em linhas gerais, a visão é de que o trimestre deva confirmar o padrão observado ao longo de 2025: crescimento moderado de receita líquida, margens resilientes e manutenção do foco em geração de fluxo de caixa (ainda que o 4T seja um trimestre sazonalmente mais fraco para geração de fluxo de caixa) e disciplina de balanço.

Embora a sazonalidade normalmente pressione receitas e arrecadação de caixa no 4T, isso não deve alterar a narrativa estrutural do setor.

Do ponto de vista operacional, os resultados devem seguir se beneficiando de melhorias de mix (especialmente com cursos de medicina e matrículas híbridas), ajudando a compensar a fraqueza persistente nos formatos tradicionais de cursos online. O controle de custos segue rigoroso, refletindo reestruturações e iniciativas de eficiência implementadas nos últimos trimestres, além de uma abordagem mais disciplinada em marketing e despesas administrativas.

Ainda assim, despesas financeiras mais elevadas, em um ambiente de juros ainda altos, devem pressionar o lucro líquido de algumas companhias. “Nesta temporada, Ânima (ANIM3) deve se destacar”, avalia.

Agro, alimentos e bebidas

No setor de bebidas, a Ambev deve ter um desempenho sem grandes novidades, ainda que com volumes de Cerveja Brasil melhores do que o mercado temia inicialmente, avalia o Itaú BBA.

A projeção para o resultado operacional (Ebitda) consolidado de R$ 8,4 bilhões e lucro líquido de R$ 4,0 bilhões está amplamente em linha com o consenso, com o mercado já esperando efeitos negativos tanto do cenário macro quanto das condições climáticas no trimestre, o que levou a um crescimento moderado de preço (de 5% em um ano) e aceleração de custos que deve resultar em contração de margens no trimestre. Para 2026, a visão permanece cautelosa.

No setor de frigoríficos, o Santander projeta que a MBRF (MBRF3) tenha um Ebitda ajustado estimado em R$ 3,4 bilhões. Com relação a custos, o cenário favorável com preços baixos dos grãos, limitando riscos de queda. Sobre a demanda, a visão é de um mercado doméstico fraco e recuperação gradual das exportações (China e Europa). Para o segmento BRF, o Ebitda estimado é de R$ 2,6 bilhões, ligeiramente abaixo do consenso, com pressões já precificadas. Já para a National Beef, vê resultado mais fraco nos EUA por sazonalidade, além da América do Sul forte, com leve pressão nas margens.



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Viação e Obras reforça patrolamento e leva benefício para quase 60 vias do Município – Viação e Obras reforça patrolamento e leva benefício para quase 60 vias do Município

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Os serviços regularizam acesso às vias, corrigem pontos críticos e melhoram o escoamento superficial da água, ações especialmente importantes durante o período chuvoso

 

No mês de janeiro, a Secretaria Municipal de Viação e Obras de Várzea Grande executou serviços de patrolamento – ruas não pavimentadas – em cerca de 60 vias do Município, com o objetivo de melhorar as condições de tráfego e garantir maior mobilidade à população.

As equipes atuaram nos bairros Santa Clara, Capão Grande, Jardim Glória, Petrópolis, Sadia 3, Loteamento São Gonçalo, Ikarai, Jardim Manaíra, Vitória Régia e Costa Verde. Os serviços consistiram na regularização das vias, correção de pontos críticos e melhoria do escoamento superficial da água, ações especialmente importantes durante o período chuvoso.

De acordo com o secretário municipal de Viação e Obras, Celso Pereira, o patrolamento é uma medida essencial para manter a trafegabilidade em vias que ainda não contam com pavimentação. “Esses serviços garantem melhores condições de deslocamento para os moradores e asseguram o acesso de veículos e serviços públicos, contribuindo diretamente para a rotina da população”, afirmou o secretário.

A Secretaria Municipal de Viação e Obras informa que as ações seguem um cronograma contínuo de manutenção, priorizando os trechos com maior demanda, com o objetivo de minimizar os impactos das chuvas e preservar a trafegabilidade até a execução de melhorias definitivas.



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CPI do INSS adia depoimento de Vorcaro após reunião com Toffoli

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<br /> CPI do INSS adia depoimento de Vorcaro após reunião com Toffoli





CPI do INSS adia depoimento de Vorcaro após reunião com Toffoli


































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Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária ocorre semanalmente na Praça Alencastro | Notícias

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Agora é definitivo. As edições da Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária, promovidas pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria-adjunta de Agricultura, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Trabalho, serão realizadas todas as terças-feiras na Praça Alencastro. A decisão atende a pedidos da maioria dos expositores, com o objetivo de ampliar o número de clientes e fidelizar os já conquistados. No local foram realizadas 14 edições, sendo nove em 2025 e cinco este ano, contando com a desta terça-feira (3), que compõem o espaço das 7h às 17h. Novos expositores integram a programação, aumentando a variedade de produtos e agregando valor ao evento, juntamente com feirantes que fazem a história da feira, sem perder nenhuma das edições. E aguardem, vêm mais novidades para 2026.

Claudia Maria Alves dos Santos passou a fazer parte da feira recentemente e já é um sucesso. Sua especialidade são bolos recheados vendidos em “generosas” fatias. Há sabores variados, como bolo pudim, dois amores, brigadeirão e ninho com morango, alguns dos mais comercializados.

“Depois que comecei nas feiras, não parei mais. Participo aqui na Praça Alencastro, Coophema, Parque Cuiabá, Tijucal e Bela Vista. Estou circulando porque quem vive disso está sempre procurando clientes”, declarou a vendedora.

Any Pinheiro mora no CPA 1 e segue ritmo semelhante há quatro anos, quando iniciou a atividade para aumentar a renda e pagar as despesas do casamento. Ela produz mais de 50 sabores de pipoca gourmet e apresenta vários deles na Feira da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária. A sensação entre elas é a opção da pipoca no copo, em que o cliente escolhe os sabores e a cobertura. Para “pipocar” a curiosidade, há sabores de maracujá, Nutella, maçã do amor, alpino, gelato de limão, crocante com cebola (agridoce) e muitos outros, inclusive para quem segue à risca dietas sem açúcar.

O negócio de Any deu certo e hoje ela vive em feiras. “Deixei o serviço CLT (contratada da Secretaria de Estado de Fazenda – Sefaz) para viver disso (mostrando as embalagens com as pipocas expostas). É feira a semana toda”, destacou.

Contente com o resultado das edições também estão outros feirantes, como Maria Antônia Costa e Silva, do assentamento Marcolana, no Distrito do Aguaçu. Ela é uma das que não perdeu nenhuma das edições realizadas.

Apesar de vender vários produtos que colhe na roça, como frutas e legumes variados, é conhecida como Maria das Pimentas.

Vitor e Marcela também participam desde a primeira edição, com doces de várias espécies, em potes, conservas, frutas cristalizadas, rapaduras e muitas outras delícias.

Para quem ainda não conhece, vale a pena conferir a próxima edição, no dia 10 de fevereiro. Na lista de opções, há ainda produtos à base de couro, costurados à mão, como bolsas, cintos e capas para objetos diversos, lindos como opção de presentes.

Além de biscoitos, pães, bolos, tortas e adereços como brincos e colares feitos com material reciclável, que se transformam em encantos nas mãos da artesã Helena Bastos Monge.

VITRINE

As Feiras da Agricultura Familiar Produtiva e Solidária são uma importante vitrine para os produtores locais e para o fortalecimento dos trabalhadores do campo, artesãs e profissionais da área da gastronomia em Cuiabá, resultando no fortalecimento da renda de quem vive no campo. Em 2025, foram 17 edições realizadas nas três principais praças centrais da Capital e, juntas, movimentaram mais de R$ 850 mil entre os expositores participantes, fruto de dedicação e trabalho árduo.



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MPM pede ao STM a perda de patentes de Bolsonaro e outros militares golpistas – CartaCapital

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O Ministério Público Militar solicitou ao Superior Tribunal Militar, nesta terça-feira 3, a perda de posto e patente dos militares condenados por tentativa de golpe de Estado.

O pedido se aplica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao ex-comandante da Marinha Almir Garnier e aos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Os ministros do STM não analisarão a condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal, apenas determinarão se os militares ainda são dignos ou não da patente que carregam.

Em novembro do ano passado, ao encerrar o processo contra Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, enviasse uma representação a ser julgada no STM.

O caminho da ação no STM

As ações serão distribuídas aos seus respectivos relatores e cada um deles apresentará seu voto. Na sequência, a presidente da Corte, ministra Maria Elizabeth Rocha, marcará uma data para o julgamento.

Não há prazo para que os relatores protocolem seus argumentos. Assim, é provável que os ministros responsáveis pelas ações apresentem seus votos em datas diferentes. A presidente do STM disse que agendará o julgamento assim que receber os documentos. “Eu não pretendo procrastinar de maneira alguma”, enfatizou Rocha em coletiva de imprensa nesta terça-feira.

Saiba quem será o relator de cada ação:

  • Almir Garnier: Verônica Sterman na relatoria e Guido Amin Naves na revisão;
  • Jair Bolsonaro: Carlos de Aquino na relatoria e Verônica Sterman na revisão;
  • Paulo Sérgio Nogueira: José Barroso Filho na relatoria e Flavio Barbosa na revisão;
  • Augusto Heleno: Celso Nazareth na relatoria e Péricles de Queiroz na revisão; e
  • Walter Braga Netto: Flavio Barbosa na relatoria e Artur Vidigal de Oliveira na revisão.

Punição está prevista na Constituição

A perda de posto e patente está prevista na Constituição Federal, a determinar que oficiais condenados pela Justiça comum ou militar a uma pena privativa de liberdade superior a dois anos serão submetidos a julgamento.

Na prática, caso sejam considerados indignos do oficialato, os militares perderão o salário. A família dos fardados, no entanto, passa a receber pensão. Eles também perdem o status e o título de oficial, além do direito ao uso da farda. A decisão implica ainda na inelegibilidade por oito anos e na perda de condecorações e honrarias militares.



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Câmara aprova sessões online durante reforma; Paula garante que medida não impacta comissão que pode cassar Chico 2000

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A Câmara de Cuiabá aprovou, durante sessão desta terça-feira (3), em regime de urgência, projeto de resolução que autoriza a realização de sessões virtuais enquanto durar a reforma do plenário da Casa.

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Segundo a presidente, a medida é temporária, não compromete a transparência dos trabalhos e não terá impacto na votação do pedido de abertura de comissão processante contra o vereador afastado Chico 2000 (sem partido).

“De forma alguma. Eu quero esclarecer que nós teremos sessões online quando a reforma vier para o plenário”, afirmou.

De acordo com ela, a decisão foi necessária porque a reforma estrutural não conseguiu ser concluída durante o recesso parlamentar.

“Quando nós formos mexer na parte elétrica do plenário, nós não tivemos o tempo hábil, nesse período de recesso parlamentar, de conseguirmos finalizar a parte de reforma”, explicou.

A presidente destacou que, enquanto as obras não alcançarem o plenário, as sessões seguirão ocorrendo normalmente, de forma presencial.

“Nesse primeiro momento, como não chegou aqui ainda a reforma, nós teremos as sessões presenciais. Quinta-feira, a sessão será presencial”, garantiu.

Ela acrescentou que o período de adaptação tecnológica é essencial para assegurar o funcionamento adequado das sessões remotas.

“É o tempo que a gente precisa para se adequar à Secretaria de Tecnologia, para organizar, colocar os dispositivos certinhos para que a gente consiga realizar as sessões online. Nós precisávamos aprovar, em regime de urgência, esse projeto de resolução temporário”, disse.

Questionada sobre o prazo, a presidente afirmou que a expectativa é concluir as obras até o fim de fevereiro.
“É temporário, nós queremos finalizar as obras até o dia 28 de fevereiro”, afirmou.

Processante

Sobre a votação do pedido de abertura de comissão processante contra Chico 2000, a presidente assegurou que o tema será analisado presencialmente.

“Será presencial. Nessa semana nós teremos ainda as sessões de forma presencial. Nós podemos, posso garantir isso aos senhores. Na terça que vem ainda nós estaremos em presencial”, acrescentando que o formato online deve ser adotado apenas após o Carnaval.

As obras no plenário incluem a substituição do painel eletrônico principal e a instalação de dois novos painéis laterais, além da troca de cadeiras danificadas e melhorias na acessibilidade. Os gastos com a reforma já somam R$ 594 mil, referentes principalmente às intervenções na parte elétrica, iniciadas em dezembro.

A aprovação do projeto ocorre em meio à análise de uma representação protocolada pelo ex-juiz federal e advogado Julier Sebastião da Silva, que pede a cassação de Chico 2000 por quebra de decoro parlamentar. O vereador é apontado como principal alvo da Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos por meio de emendas parlamentares.



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Fluxo estrangeiro na B3 soma R$ 26,3 bi em janeiro e já supera todo o valor de 2025

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A Bolsa de Valores brasileira, a B3, fechou janeiro com um fluxo recorde de investimentos estrangeiros: R$ 26,31 bilhões, superando os R$ 25,47 bilhões aportados ao longo de todo o ano de 2025.

Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, sem considerar ofertas públicas iniciais (IPOs) e follow-ons, o saldo estrangeiro em janeiro foi de R$ 26,31 bilhões, acima dos R$ 25,47 bilhões acumulados ao longo de todo o ano passado. Já quando se incluem as operações de mercado primário, o número sobe para R$ 26,47 bilhões, praticamente igualando o saldo total de 2026 até aqui, de R$ 26,87 bilhões.

A análise mensal mostra que janeiro de 2026 foi o maior fluxo mensal de capital estrangeiro já registrado pela Elos Ayta, considerando a série histórica iniciada em janeiro de 2022. Até então, o recorde pertencia a fevereiro de 2022, quando o saldo havia sido de R$ 24,31 bilhões, já incluindo IPOs e follow-ons.

Oportunidade com segurança!

Mesmo excluindo as operações, o desempenho impressiona, aponta a consultoria. Até então, o melhor mês da série havia sido janeiro de 2022, com R$ 23,39 bilhões, patamar agora superado com folga.

“O dado reforça a leitura de que o apetite estrangeiro pela renda variável brasileira não se resume a operações pontuais, mas indica uma reavaliação mais ampla de risco, preço e posicionamento estratégico”, aponta a Elos Ayta.

Olhando apenas os meses de janeiro desde 2022, a Elos Ayta aponta que o investidor estrangeiro costuma iniciar o ano comprando ações brasileiras. Em cinco anos de amostra, apenas janeiro de 2024 apresentou saldo negativo, quando houve retirada líquida de R$ 7,9 bilhões, reflexo de um ambiente global mais avesso a risco e de incertezas domésticas elevadas naquele momento.

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O contraste com janeiro de 2026 é evidente. Além de positivo, o fluxo atual é excepcionalmente elevado, tanto em termos absolutos quanto relativos.

Fluxo estrangeiro em janeiro (Fonte: Elos Ayta)

Volume negociado recorde

O banco também aponta o alto volume de negociação. Em janeiro, as compras realizadas por investidores estrangeiros somaram R$ 421,4 bilhões, o maior valor desde o início da série histórica da Elos Ayta, em 2022.

As vendas também vieram fortes: R$ 395,1 bilhões, configurando o segundo maior volume mensal de vendas da série. O recorde segue sendo novembro de 2022, com R$ 392,1 bilhões.

A Elos destaca o movimento por uma combinação de fatores: i) valuation descontado da bolsa brasileira, especialmente em setores tradicionais; ii) expectativa de normalização do ciclo de juros global, o que favorece mercados emergentes; iii) busca por diversificação geográfica, em um ambiente internacional ainda marcado por riscos concentrados e o Brasil voltou ao radar de grandes alocadores globais.

Olhando para frente, a expectativa é por mais fluxos estrangeiros ao Brasil. O Bradesco BBI aponta, olhando para a América Latina como um todo, que a região está em um ponto ideal – além de forte entrada de investimentos estrangeiros, os fundamentos estão melhorando. “Observamos que os fluxos de fundos estão aumentando e se diversificando, o que continua sendo subestimado por muitos”, apontam Ben Laidler e equipe, que assinam o relatório.

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As altas expectativas em relação ao setor de tecnologia dos EUA e a desvalorização do dólar estão impulsionando uma grande rotação, com foco nos EUA e em mercados emergentes menores. Os fluxos crescentes de ETFs (fundo de índice) ainda têm um longo caminho a percorrer, considerando as baixas alocações, e uma pequena mudança pode ter um grande impacto. Um retorno à tendência de participação de investidores estrangeiros em ações americanas implicaria um fluxo proporcional de cerca de US$ 60 bilhões para o Brasil, aponta.

Para a XP, no cenário-base, a rotação EUA → emergentes deve permanecer intacta ao longo dos próximos trimestres, impulsionada pela desvalorização estrutural do dólar, pelo risco-retorno cada vez mais esticado das ações americanas e pela demanda sustentada por ativos reais em um ambiente de reflação tolerada pelos formuladores de política.



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Pela primeira vez, diretores escolares de Várzea Grande iniciam ano letivo com notebooks novos – Pela primeira vez, diretores escolares de Várzea Grande iniciam ano letivo com notebooks novos

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A ação tem por objetivo proporcionar aos profissionais maior acesso à tecnologia e à informação, bem como, rapidez nas resoluções de questões relacionadas ao setor pedagógico e administrativo das unidades escolares

 

A Prefeitura Municipal de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, disponibilizou, pela primeira vez, a todos os diretores da Rede Pública, notebooks para serem utilizados em atividades e projetos escolares. A ação tem por objetivo proporcionar aos profissionais maior acesso à tecnologia e à informação, bem como, rapidez nas resoluções de questões relacionadas ao setor pedagógico e administrativo das unidades escolares.

Como explica o secretário da Pasta, Igor Cunha, as escolas possuem computadores, porém, muitos deles são antigos e necessitam de manutenção e atualização do sistema operacional, o que acaba comprometendo o trabalho do dia a dia na escola, onerando o erário e ainda interrompendo a rotina dos profissionais sempre é preciso fazer reparos. Com a entrega dos novos equipamentos a intenção é promover, dentro da nossa capacidade financeira, a troca de todos esses equipamentos de forma gradual. “Esses notebooks chegam às mãos dos diretores justamente para dar agilidade na tomada de decisões e para trazer produtividade à rotina de trabalho”, informou.

Durante a capacitação dos diretores no Município – realizada entre os dias 13 a 20 de janeiro – foram entregues 97 notebooks a todos os diretores das unidades: Escola Municipal de Educação Básica (EMEBs) e Centro Municipal de Educação Infantil (CMEIs).

Igor Cunha reafirmou que a distribuição dos notebooks faz parte do programa de modernização da Educação, visando fortalecer ainda mais o ensino, somando ganhos a outros equipamentos já em uso como, por exemplo, as lousas digitais. “Além de transformar o dia-a-dia de sala em algo mais prazeroso e dinâmico, essa nova realidade colabora para a inclusão digital”.



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Pesquisa mostra que 61% dos brasileiros sentem pressão por manter rotina equilibrada

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Dados do PiniOn revelam que, apesar do crescente investimento em saúde e bem-estar, a pressão afeta como os brasileiros encaram os hábitos saudáveis

O que deveria ser um momento de cuidado pessoal e equilíbrio tem se transformado, para muitos brasileiros, em mais uma forma de pressão. De acordo com levantamento do PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais, 61% afirmam sentir cobrança para manter uma rotina equilibrada. A pressão é maior entre mulheres (54,5%, ante 50,4% dos homens) e especialmente entre jovens e adultos de 18 a 34 anos.

Ao mesmo tempo, práticas de autocuidado já fazem parte do dia a dia de uma parcela expressiva da população: 52,5% dos respondentes praticam atividade física, 37% mantêm alimentação equilibrada, 29,4% cuidam da pele e 15,9% meditam regularmente. Esse contexto revela um cenário paradoxal, em que as pessoas buscam por bem-estar, mas vivenciam esse processo de forma atravessada por exigências externas, performance e comparação.

Para Talita Castro, antropóloga e CEO do PiniOn, esse panorama revela que o autocuidado tem sido vivido de forma cada vez mais performática, moldado tanto por expectativas sociais quanto pelo conteúdo de bem-estar disseminado nas redes. “As plataformas reforçam um ideal de equilíbrio difícil de alcançar, e muitas vezes desconectado da realidade. Com isso, práticas que poderiam promover descanso e autoconexão acabam se transformando em metas de desempenho”, afirma.

Autocuidado sob pressão: quando o bem-estar vira desempenho
O levantamento mostra que hábitos associados à saúde e à qualidade de vida vêm sendo experimentados como metas a cumprir. Para 25,7% dos entrevistados, existe uma sensação constante de que é preciso desempenhar bem atividades como exercícios, meditação, alimentação ou skincare, enquanto 59,6% sentem isso às vezes. Além disso, a sensação de culpa por não estar produzindo é comum: 21,4% dizem sentir isso sempre, e 57,5% às vezes.

O conteúdo de bem-estar nas redes contribui para esse sentimento: Instagram (48,1%), TikTok (38%) e YouTube (31,1%) são as plataformas que mais reforçam a comparação e a sensação de obrigação. Entre os mais jovens, o TikTok chega a 45% de influência, enquanto o Instagram é mais forte entre pessoas de 25 a 34 anos (65,4%). Para parte dos entrevistados, a estética supera o cuidado real: 39,9% realizam atividades apenas para postar, e 39,2% dizem dedicar mais atenção à aparência do que ao bem-estar.

Não por acaso, 17,8% sempre se comparam com outras pessoas e 41,9% fazem isso às vezes, sobretudo entre mulheres e jovens e adultos de 18 a 34 anos. A comparação desperta sentimentos como insegurança (47,6%), ansiedade (42,2%) e angústia (23,7%).

Quando equilibrar a vida vira mais uma meta difícil de cumprir
Além da comparação, muitos brasileiros sentem culpa por não conseguirem “performar” o próprio autocuidado. Para 21,4% essa culpa é constante; para 57,5% aparece ocasionalmente. Contudo, quando perguntados sobre o que representa uma vida equilibrada, os principais elementos foram: estabilidade financeira (50,5%), consciência dos limites (40,8%), gerenciamento das emoções (39,2%) e orgulho próprio (31,7%). Já o que mais ajudaria a viver sem cobrança são ações como: se cobrar menos (35,8%), organizar melhor metas e tarefas (34,7%) e ter uma rotina de descanso sem culpa (33,5%).

“O estudo evidencia que o autocuidado, que deveria ser um espaço de descanso, saúde e reconexão, muitas vezes tem sido vivido como um desafio, quase uma meta de desempenho, para alcançar uma produtividade ainda maior. Entender essas dinâmicas é fundamental para que marcas e pessoas promovam práticas de bem-estar mais reais, humanas e possíveis, sem transformar o cuidado em mais uma cobrança”, finaliza a executiva.

pesquisa foi realizada em novembro de 2025, por meio do aplicativo mobile do PiniOn, com amostra representativa nacional de 1550 participantes de todas as regiões do Brasil, abrangendo diferentes gêneros, classes sociais e faixas etárias.



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