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Justiça manda fazer auditoria sobre o envio de emendas

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Reprodução/Instagram

O empresário João Nery Chiroli, cujas empresas serão auditadas pela Controladoria do Município, por decisão da Justiça

A Justiça de Mato Grosso determinou que a Controladoria-Geral do Município de Cuiabá realize uma auditoria completa nas emendas parlamentares destinadas ao Instituto Brasil Central (Ibrace) e na execução de corridas de rua organizadas pelas empresas Sem Limite Esporte e Eventos Ltda. e Chiroli Uniformes, ambas ligadas ao empresário João Nery Chiroli.

A medida foi adotada no âmbito da decisão que embasou a Operação Gorjeta, investigação da Polícia Civil que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo vereadores, entidades privadas e empresas contratadas para eventos esportivos.

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A determinação judicial tem como objetivo aprofundar a análise sobre a regularidade dos repasses, a execução dos projetos financiados com dinheiro público e a atuação dos agentes envolvidos, diante de indícios de direcionamento de emendas parlamentares, uso de entidades como intermediárias formais e possível retorno indevido de recursos.

Segundo a decisão, a auditoria deverá examinar especificamente as emendas parlamentares aprovadas pela Câmara Municipal de Cuiabá e destinadas ao Ibrace, que recebeu milhões de reais entre 2022 e 2025 para a realização de corridas de rua e outros eventos esportivos.

A Controladoria também deverá verificar como esses recursos foram executados, quais empresas efetivamente prestaram os serviços, bem como se houve compatibilidade entre os valores pagos e as atividades realizadas.

As investigações apontam que, embora os termos de fomento tenham sido formalizados com o Ibrace, a execução prática dos eventos ficou concentrada nas empresas Sem Limite Esporte e Eventos Ltda. e Chiroli Uniformes, ambas associadas a João Nery Chiroli, personagem central do inquérito policial.

ENTIDADE DE “PASSAGEM” – A decisão judicial destaca indícios de que o Ibrace teria atuado apenas como uma intermediária formal, recebendo os valores das emendas e repassando rapidamente a maior parte dos recursos às empresas privadas responsáveis pela organização das corridas.

Esse padrão, segundo o Judiciário, reforça a necessidade de uma auditoria técnica para verificar se a entidade possuía estrutura, capacidade operacional e autonomia real para executar os projetos financiados.

Outro ponto que motivou a determinação foi a constatação de que algumas inscrições, contratações e preparativos dos eventos ocorreram antes mesmo da assinatura dos termos de fomento, o que levanta suspeitas sobre a regularidade dos procedimentos administrativos.

EMPRESAS DE CHIROLI – A auditoria também deverá abranger a participação direta das empresas Sem Limite Esporte e Eventos e Chiroli Uniformes na organização das corridas, incluindo análise de contratos, prestação de contas, notas fiscais, fluxos financeiros e eventual sobreposição de atividades entre as duas pessoas jurídicas.

A decisão judicial menciona ainda indícios de confusão societária, compartilhamento de endereços, uso cruzado de marcas e atuação conjunta das empresas, fatores que, na avaliação do juízo, justificam uma apuração minuciosa para identificar eventual simulação de concorrência ou ocultação da real destinação dos recursos públicos.

PROVAS – Ao determinar a auditoria, a Justiça ressaltou que a medida não antecipa juízo de culpa, mas visa preservar a ordem administrativa, garantir transparência na aplicação dos recursos e subsidiar o avanço das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

O resultado da auditoria deverá ser encaminhado ao Judiciário e ao Ministério Público, podendo servir de base para novas medidas cautelares, responsabilizações administrativas e eventuais ações judiciais.

A Operação Gorjeta segue em andamento e apura, em tese, crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, tendo como foco a destinação e o retorno irregular de recursos públicos no âmbito da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes.

VEREADORES – Entre o fim de 2022 e abril de 2025, o Ibrace recebeu R$ 5,49 milhões em repasses do Município de Cuiabá.

O volume de recursos está no centro da decisão judicial que deu origem à Operação Gorjeta, investigação que resultou no afastamento do vereador Chico 2000 (PL).

Levantamento do Portal da Transparência, citado nos autos, mostra que a maior parte do dinheiro teve origem em emendas parlamentares, com forte concentração em um único parlamentar. Chico 2000 respondeu por R$ 3,65 milhões, somando emendas exclusivas e compartilhadas, o equivalente a 66% de todo o valor transferido ao instituto no período analisado.

Outros vereadores também destinaram recursos, entre eles Dr. Luiz Fernando Amorim (Republicanos), Kássio Coelho (Podemos), Wilson Kero Kero (PMB), Lilo Pinheiro (PP) e Dídimo Vovô (PSB), além de uma parcela sem autor identificado.

Para a Justiça, a concentração expressiva de emendas em um único vereador foi um dos principais elementos que motivaram o aprofundamento das investigações.

Os recursos foram aplicados na realização de corridas de rua e eventos esportivos, formalizados por termos de fomento com a Secretaria Municipal de Esportes.

Em pelo menos duas dessas ações, a Corrida do Senhor Bom Jesus de Cuiabá e a Corrida do Legislativo, a organização ficou a cargo da empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda (Chiroli Esportes).

A repetição da mesma empresa como executora e a rápida transferência dos valores recebidos pelo Ibrace reforçaram, segundo a decisão, a suspeita de que o instituto teria funcionado apenas como intermediário formal dos recursos públicos.

O Judiciário também levou em conta mensagens de WhatsApp apreendidas em operação anterior, que revelam contato direto entre Chico 2000 e o empresário João Nery Chiroli sobre a organização dos eventos financiados pelas emendas, inclusive com referência à participação do empresário em reuniões oficiais.

Para a Justiça, o conjunto de elementos, valores elevados, concentração de emendas, contratação recorrente da mesma empresa e diálogos diretos entre vereador e empresário, sustenta indícios de direcionamento e possível retorno indevido de recursos públicos.





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Tarcísio revela o que Bolsonaro disse da candidatura de Ronaldo Caiado

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou nesta quinta-feira (29/1) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “vê com bons olhos” uma eventual candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à Presidência da República.

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Após visitar Bolsonaro, Tarcísio diz que apoia Flávio: "Meu interesse é ficar em SP"
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Após visitar Bolsonaro, Tarcísio diz que apoia Flávio: “Meu interesse é ficar em SP”

HUGO BARRETO / METRÓPOLES

“O presidente elogiou o Caiado para mim. Ele tem apreço pelo Caiado, pela consideração ao trabalho que fez ao longo da trajetória política. O presidente entende que é uma candidatura que soma com esse projeto e, no fim, vai estar todo mundo junto contra o PT, não tenha dúvida disso”, declarou Tarcísio após visitar Bolsonaro na Papudinha, onde o ex-presidente está preso.

Caiado se desfiliou do União Brasil na terça-feira (27/1), após anos na sigla, e anunciou a ida para o PSD de Gilberto Kassab no mesmo dia. O governador de Goiás se coloca como uma segunda opção da direita ao Palácio do Planalto, mas sua antiga legenda resistia à candidatura.



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Food To Save anuncia Marcelo Fernandes como novo Diretor de Marketplace

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Executivo chega à companhia para escalar a conexão entre consumidores e parceiros, além de ampliar o impacto no combate ao desperdício de alimentos

Food To Save, app nº1 no combate ao desperdício de alimentos no Brasil, anuncia Marcelo Leal Fernandes como novo Diretor de Marketplace. Com passagens por empresas como Magalu, Grupo YDUQS e Intel, o executivo passa a liderar a área de Marketplace com a missão de otimizar a conexão entre consumidores e estabelecimentos parceiros, impulsionando a eficiência da operação e ampliando a quantidade de alimentos salvos pela plataforma.

“Assumir o Marketplace da Food To Save é unir tudo o que construí na minha carreira a um propósito em que acredito profundamente. O desafio é fazer esse ‘match’ perfeito entre quem quer salvar comida e os parceiros que precisam lidar melhor com seus excedentes. A oportunidade é enorme: usar tecnologia para tornar essa experiência cada vez mais simples, atrativa e recompensadora”, destaca o novo Diretor de Marketplace da foodtech.

Formado em Comunicação Social pela Universidade Metodista e com MBA em Business Management pela FGV, ele será responsável por aprimorar as ferramentas utilizadas pelos parceiros, tornando o processo de cadastro, gestão e venda de excedentes mais fluido e inteligente. “Meu foco inicial é melhorar o que já é bom, reduzindo fricções e aumentando a agilidade da operação. Isso se traduz diretamente em mais alimentos salvos”, pontua.

“A chegada de Marcelo marca um passo importante para a evolução do nosso marketplace. Ele traz uma combinação  de visão estratégica, experiência em foodtech e domínio de operações em larga escala, fundamentais para o momento atual da empresa”, afirma Lucas Infante, CEO da Food To Save.



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Master e BRB divergiram em acareação sobre origem de créditos podres

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<br /> Master e BRB divergiram em acareação sobre origem de créditos podres





Master e BRB divergiram em acareação sobre origem de créditos podres


































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Por que Ibovespa virou para queda após superar os 186 mil pontos com Copom?

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SÃO PAULO, 29 Jan (Reuters) – Após uma abertura positiva, o Ibovespa recuava no início da tarde desta quinta-feira, em linha com o cenário negativo do exterior, enquanto os investidores ainda avaliavam a decisão do Banco Central brasileiro, divulgada na véspera, que manteve a Selic inalterada em 15% mas indicou que poderá cortar os juros em março.

Às 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,38%, a 183.998,40 pontos. Na mínima, atingiu 183.343,91 pontos. No melhor momento, marcou 186.449,75 pontos. O volume financeiro somava R$10,23 bilhões.

Na quarta-feira, o BC decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria, e fez a indicação de que poderá fazer um corte de juros em março, mas enfatizando que manterá “a restrição adequada” para levar a inflação à meta de 3%.

Oportunidade com segurança!

“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o BC em comunicado.

Nesse sentido, o especialista em investimentos do Grupo Axia Investing, Felipe Sant’Anna, vê a sinalização do BC com certa cautela, avaliando que ela pode indicar apenas um corte pontual em março.

“Temos que analisar. Não se surpreenda se em março, por algum motivo, tivermos a manutenção [dos juros]”, disse Sant’Anna, citando como exemplo o fato dos dados do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), divulgados na manhã desta quinta-feira, terem iniciado 2026 com alta de 0,41%, depois de ter recuado no mês anterior, sob pressão tanto dos preços ao produtor quanto ao consumidor.

Outro ponto de atenção no plano doméstico na manhã desta quinta foi a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao portal Metrópoles, em que ele afirmou que “com certeza” deixará o governo em fevereiro, embora tenha dito que não pode dar uma data de saída sem combinar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No exterior, as bolsas de Nova York recuavam enquanto os agentes avaliavam os balanços de empresas de tecnologia e a decisão de juros do Federal Reserve, que manteve as taxas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na tarde de quarta-feira.

DESTAQUES

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  • PETROBRAS PN (PETR4) se valorizava 2,84%, reduzindo as perdas do Ibovespa e em linha com a disparada do petróleo no exterior, que atingiu uma máxima de quatro meses. A companhia informou na quarta-feira que suas reservas provadas fecharam 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), versus 11,4 bilhões de boe em 2024, de acordo com fato relevante.

BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) tinha alta de 0,59%, enquanto BRADESCO PN (BBDC4) perdia 1,34%, ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) recuava 0,76%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) era negociado em queda de 1,31% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) recuava 2,15%.

  • VALE ON (VALE3) subia 2,45%, em linha com o avanço dos contratos futuros do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), que subiram 1,78%.
  • BRAVA ON (BRAV3) subia 2,715 e PRIO ON (PRIO3) avançava 2,59%, figurando entre as maiores altas do índice, acompanhando os ganhos do petróleo no exterior.



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SESP

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Nesta quarta-feira (28.1), Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em parceria com a Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MT) e o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região de Mato Grosso, promoveu a exposição fotográfica “Retrato Escravo”, na sede da Secretaria.

Voltada à reflexão e à conscientização da sociedade, a exposição reúne imagens registradas entre os anos 80 e 2000, que revelam e denunciam situações de trabalho em condições análogas à escravidão em diversos estados brasileiros.

O secretário adjunto de Administração Sistêmica da Sesp, tenente coronel PM Thiago Vinicius participou da abertura da amostra e destacou o papel fundamental da Secretaria no combate ao trabalho análogo à escravidão em MT.

“A Secretaria de Segurança Pública integra o Coetrae e atua diretamente apoiando o Ministério do Trabalho nas operações de enfrentamento a esse crime, com o Grupo Operações Especiais (Goe) da Polícia Civil. Em 18 anos de atuação da comissão, mais de 6.200 pessoas já foram resgatadas em Mato Grosso”, destacou.

A presidente da Coetrae e representante da Sesp na comissão, Márcia Ourives, reforçou o compromisso do Governo do Estado com a pauta. “Desde a sua criação, a Coetrae está vinculada à segurança pública porque o trabalho escravo é uma grave violação de direitos humanos. Mato Grosso é o único Estado em que a comissão integra a estrutura da Secretaria de Segurança, o que demonstra o envolvimento e a responsabilidade do governo no enfrentamento desse crime”, concluiu.


Em 2025 foram resgatadas 627 pessoas em situação análoga à escravidão em Mato Grosso, 623 homens, sendo um menor de idade, e quatro mulheres, segundo dados da Coetrae. A maior parte dos resgates ocorreu em Porto Alegre do Norte, com 586 trabalhadores, seguido por Nova Maringá (20), Chapada dos Guimarães (seis), Nova Bandeirantes (quatro) e Cuiabá (um).

O auditor fiscal do trabalho, Valdinei de Arruda, um dos fundadores da Coetrae, ressaltou o impacto visual da exposição. “Muitas vezes falamos sobre trabalho escravo, mas as pessoas não conseguem visualizar como isso acontece na prática. As imagens têm um papel essencial nesse processo de conscientização. Uma fotografia pode falar mais do que mil palavras e ajuda a despertar a sociedade para a permanência desse problema e a necessidade urgente de erradicá-lo”, afirmou.


 

 



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Idosa de 61 anos é presa após causar confusão em bar e agredir policiais militares

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Idosa de 61 anos foi presa na noite desta quarta-feira (28) após causar uma confusão em um bar em Colíder (a 632 km de Cuiabá) e agredir policiais militares com tapas e chutes. A suspeita teria se recusado a pagar a conta e teria ficado mais agressiva quando os policiais tentaram abordá-la.

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De acordo com relatos da PM, por volta das 19h10 de ontem (28) uma equipe foi acionada pelo proprietário do Bar do Costela, que relatou que havia uma cliente bastante alterada no local, em visível estado de embriaguez, e muito agressiva, se recusando a pagar a conta.

Ao chegarem ao local, os militares conversaram com o dono do estabelecimento, que afirmou que só queria que a mulher fosse retirada de lá, que não precisava mais pagar a conta. Disse que não queria a mulher ali porque ela estava muito agressiva.

Os policiais tentaram conversar com a suspeita, orientando-a a se retirar do local, mas ela ficou ainda mais alterada e partiu para cima dos militares, dando tapas e chutes. Eles conseguiram conter a mulher, que ainda tentou dificultar a detenção se jogando ao chão. A suspeita foi encaminhada à delegacia.



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Acordo milionário com a Oi abasteceu fundos ligados a políticos

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Reportagem do UOL revela que acordo serviu para irrigar empresas de parentes do governador Mauro Mendes e de Fábio Garcia, chefe da Casa Civil

Um acordo tributário para solucionar uma dívida de mais de meio bilhão de reais do Estado de Mato Grosso com a Oi serviu para irrigar empresas de parentes do governador Mauro Mendes (União Brasil) e do deputado federal licenciado, Fábio Garcia, chefe da Casa Civil, revelam documentos.

O acordo foi costurado pelo hoje desembargador do TJ-MT, Ricardo Almeida, que comprou os direitos da demanda da operadora Oi em novembro de 2022 por R$ 80 milhões.

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Os R$ 308 milhões pagos pelo estado em 2024 no acordo com a operadora alimentaram fundos que adquiriram direitos creditórios das empresas do pai do deputado, Robério Garcia, e que também se relacionam com outros cinco fundos que desembocam em empresas do filho do governador, Luís Antonio Mendes.

Os fundos — Lotte Word e Royal Capital — foram constituídos e originalmente administrados pelo Banco Master e a relação destes com outros fundos guarda semelhança com o esquema usado pelo Master e pela gestora Reag, liquidados pelo Banco Central após a revelação de crimes financeiros.

Para fazer o rastreamento, foram consultados os sistemas da CVM, Junta Comercial e do próprio governo do estado.

Na quarta-feira (28), o advogado Pedro Taques, ex-procurador da República, ex-governador de MT pelo PSB (2015-18) e adversário de Mendes em uma das duas vagas para o Senado nas próximas eleições, entrou com uma ação popular pedindo a nulidade do contrato com a Oi e o bloqueio de bens dos envolvidos.

Também foram feitas representações com pedido de investigação junto à CVM, à Procuradoria Geral da República, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Conselho Nacional de Justiça e à Assembleia Legislativa de MT.

Desde o ano passado, Taques vem denunciando o que chama de vícios no acordo com os créditos da Oi em representações aos órgãos de controle do estado e também nas redes sociais.

Na terça-feira, o governador entrou com uma interpelação judicial contra Taques para que este apresente provas das acusações.

Ao UOL, o governador defendeu a legalidade do acordo e disse que “eventuais fatos ocorridos após o pagamento estão exclusivamente na área privada e não têm qualquer vínculo com o estado”.

Mendes disse ainda que o acordo foi vantajoso para o estado, gerando uma economia de R$ 390 milhões.

Ele disse ainda que o acordo foi homologado pela Justiça e os órgãos de controle externo concluíram pela “inexistência de indícios de irregularidades”.

Por fim, Mendes acusa Taques de fazer campanha para o Senado criando “narrativas falsas ou desvirtuando a legalidade e a verdade”.

Metade do crédito de R$ 308 milhões foi pago na conta do fundo Lotte Word e a outra metade na do Royal Capital, a pedido do próprio Almeida. Foram oito parcelas entre maio e novembro de 2024.

O Lotte Word utilizou os R$ 154 milhões para adquirir direitos creditórios das empresas Universal Comercializadora e Mega Comercializadora de Energia. As duas empresas pertencem a Robério Garcia, pai de Fábio Garcia.

Já o Royal Capital cedeu direitos creditórios para o escritório de Ricardo Almeida.

Posteriormente, recursos dos dois fundos transitaram pelos fundos Golden Bird, Coliseu, Venture Finance, GS Heritage e 5M Capital.

O Lotte Word também foi usado para tirar a construtora da família Garcia, a Engeglobal, de uma recuperação judicial, reduzindo em mais de 90% um passivo avaliado em R$ 591 milhões.

O fundo investiu em outro fundo, o Golden Bird, que tinha como objeto adquirir direitos creditórios de credores da Engeglobal.

Esses direitos foram adquiridos com desconto, levando a uma redução do passivo para R$ 48 milhões.

Como já havia sido noticiado, o fundo ainda emprestou R$ 15 milhões para a Engeglobal concluir as obras do Cuyaba Golden Hotel, que havia sido prometido para a Copa de 2014.

Acima do Lotte, um outro fundo, o Coliseu, faz a conexão da família Garcia com a família do governador.

O Coliseu aportou R$ 34 milhões para adquirir cotas do Lotte Word e do Venture FIDC, que por sua vez adquiriu R$ 100 milhões em debêntures da Sollo Energia e R$ 19 milhões em notas promissórias da Minerbras Mineração, empresas que têm como sócio administrador o filho do governador.

Garcia negou envolvimento com os fundos ou empresas citadas e também com a celebração do acordo.

“Não participei em nenhum momento, seja como deputado ou secretário chefe da casa civil em qualquer fase deste processo. Portanto é incabível a tentativa de envolvimento do meu nome em uma operação que jamais tive participação.”

A ação popular atribui à Almeida a responsabilidade por arquitetar o esquema, quando ainda não era desembargador.

Ele foi nomeado pelo governador para o cargo vitalício no Tribunal de Justiça do Estado em novembro do ano passado.

Procurado, Almeida afirmou que seu escritório “foi regularmente contratado para intermediar a aquisição de créditos da Oi em favor de fundos de investimento legalmente constituídos” e que o acordo foi conduzido “de forma regular” e foi “devidamente homologado pelo Poder Judiciário, com significativo desconto em favor do Estado”.

“A legalidade da aquisição do crédito foi reconhecida pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, após manifestação do administrador judicial. Da mesma forma, o Juízo do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais Estaduais 4.0 da Comarca de Cuiabá, após ouvir o Ministério Público estadual, reconheceu a regularidade dos pagamentos efetuados nos termos do acordo homologado. Todas as decisões judiciais mencionadas encontram-se transitadas em julgado”, disse Almeida em nota.

Taques espera que o tema possa subir para as instâncias federais, considerando que a denúncia envolve um deputado federal, com foro privilegiado no Supremo. “Infelizmente em MT nada anda. Tudo o que venho denunciando foi arquivado sem qualquer investigação. Então nós fizemos uma investigação em fontes abertas e chegamos ao recorte do caminho do dinheiro”, disse.

ORIGEM DO CRÉDITO – A Oi, que está em recuperação judicial, passou quase uma década questionando a cobrança de ICMS até que, em 2018, a ação transitou em julgado e a empresa passou a dever R$ 583 milhões para o estado.

Em novembro de 2020, contudo, o Supremo, ao julgar uma ação movida pela CNI em 2011, declarou inconstitucional uma parte da norma que fundamentou a cobrança.

A decisão abriu uma brecha para devedores como a Oi contestarem a cobrança.

Em 18 de outubro de 2022, a Oi vendeu os direitos sobre a demanda para o escritório de Ricardo Almeida.

No entanto, Almeida só ingressou com uma ação rescisória no dia 9 de novembro, dois dias após o que, segundo alguns entendimentos, seria o fim do prazo de contestação da decisão.

Para Taques, isso daria argumento para a Procuradoria Geral de MT declarar a nulidade da demanda.

Mas a PGE, contudo, perdeu o prazo para contestação e partiu para a negociação.

O argumento foi de que a chance de uma derrota seria grande e, portanto, seria mais vantajoso reduzir o valor a pagar por meio de um acordo.

As partes então se reuniram na Câmara de Resolução Consensual de Conflitos do estado em abril e concordaram em reduzir a demanda para R$ 308 milhões, sem passar pela fila dos precatórios e com a primeira parcela já no mês seguinte.

Após o parecer jurídico favorável da procuradoria, o acordo foi homologado e assinado pelo governador em menos de 25 minutos.

‘VÍCIOS DO ACORDO’ – Na ação, Taques aponta que o acordo estaria em desacordo com leis da administração pública, como a que impede a rediscussão de decisões judiciais definitivas e o próprio regime dos precatórios.

O pagamento de débitos decorrente de condenação judicial do poder público deve obedecer à fila de precatórios, em nome da isonomia e transparência. O

acordo também apresenta, segundo a ação, um vício de competência dos agentes públicos que assinaram o acordo.

“O papel da PGE é fazer a representação judicial e consultoria jurídica para o estado. A lei orgânica do órgão não lhe confere autonomia para celebrar acordos em matéria tributária, que implicam renúncia de receita, sem a indispensável  autorização legislativa específica”, diz a peça.

Taques argumenta ainda que a câmara de resolução de conflitos tampouco foi criada para atuar em matéria tributária, com sua competência restrita a conflitos sobre aquisições e contratos administrativos.

“A Fazenda Pública renuncia ao contraditório, e, logo em seguida, convida o autor da ação para um café e aceita pagar a conta, ignorando que já teria vencido a causa se tivesse apresentado a prova do prazo vencido (decadência) no início”, escreve Taques na ação.





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Haddad vê sinal positivo do Copom e diz que Galípolo herdou “abacaxi”

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou, nesta quinta-feira (29/1), a indicação do Comitê de Política Monetária (Copom) de inicio da flexibilização monetária. De acordo com ele, essa é uma indicação importante para o mercado financeiro e para todos os brasileiros. 

O ministro afirmou que o objetivo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é continuar reconstruindo as contas públicas.

“Isso vai permitir que o ciclo de cortes de juros tenha continuidade até que chegue a um patamar adequado”, disse na entrada do Ministério da Fazenda.

Ele destacou, ainda, que a expectativa do governo é que com o corte dos juros, a dívida pública comece a cair, no entanto, é importante não abrir mão da reconstrução da política fiscal do país.

Questionado sobre se esse é o momento certo para iniciar a flexibilização monetária, Haddad disse que se fosse por “Fla-Flu”, a taxa teria caído nessa quarta-feira (28/1), quando o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano.

Apesar disso, o mais importante é a manifestação de que a taxa deve cair na próxima reunião.

“O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, afirmou o comunicado do colegiado.

Relação com Campos Neto

Com relação ao escândalo do Banco Master, Haddad afirmou que nunca tratou com o banqueiro Daniel Vorcaro.

“Nunca me encontrei com Vorcaro, eu sequer conhecia a imagem dele”, disse.

De acordo com ele, nunca houve diálogo entre o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto e o Ministério da Fazenda para tratar sobre o Master, por mais que, segundo Haddad, o caso fosse de conhecimento do presidente da autoridade monetária.

Ele disse também que soube sobre as carteiras vendidas pelo Master ao Banco de Brasília assim que o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, começou a sua gestão.

“Não houve diálogo do BC com o Ministério da Fazenda antes da posse do Galípolo, logo que ele assumiu percebeu o tamanho do abacaxi”, disse Haddad.

Novos diretores do BC

O ministro também foi questionado sobre a composição da diretoria do BC, que atualmente tem apenas 7 membros, já que dois foram exonerados do cargo no final de 2025.

Haddad disse que Lula já conversou com seus assessores e pessoas de confiança e recebeu indicações. No entanto, não soube dizer se o presidente já havia “batido o martelo”.

O ministro disse que Lula costuma conversar com o mercado financeiro, com economistas e com o próprio candidato antes de decidir pela indicação.



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Prefeitura de Cuiabá contempla escolas e centros educacionais com reparos e reforma geral | Notícias

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A Prefeitura de Cuiabá, sob a gestão do prefeito Abilio Brunini, mantém serviços de obras visando à melhoria da infraestrutura em 34 unidades escolares.

Há uma reforma geral patrocinada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) nas escolas Esmeralda Campos Fortes, Juscelino José Reiners e na creche Santa Inês, localizadas, respectivamente, nos bairros Ribeirão da Ponte, Planalto e Poção.

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, ressalta o compromisso da atual gestão em avançar com obras de qualidade nas unidades educacionais.

“Estamos trabalhando para cumprir rigorosamente os prazos e oferecer uma melhor estrutura aos servidores e professores. É uma ordem expressa do prefeito Abilio Brunini garantir avanços na educação, o que inclui a parte pedagógica e estrutural”, afirma.

A diretora da Escola Osmar José do Carmo Cabral, professora Simone Aparecida da Silva, elogia a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá.

“Estamos orgulhosos e satisfeitos em ver essa reforma chegando à escola. Em anos anteriores, tivemos apenas pequenos reparos. Com o ambiente escolar renovado em infraestrutura, teremos mais produtividade. Agradeço ao secretário Amauri e ao prefeito Abilio Brunini por terem disposição de atender e acompanhar nossos pedidos”, disse.

A diretora do Centro Educacional Maria Nery, professora Iraneiva Paixão, explica que a unidade foi inaugurada no começo dos anos 2000 e somente agora está recebendo a reforma necessária para melhor atender as crianças. Atualmente, são mais de 60 crianças matriculadas nas séries iniciais, Pré I e II.

“Encaminhamos essa demanda à Secretaria de Educação e já somos atendidos com a devida atenção. Estamos há 20 anos aguardando. Graças a essa gestão iluminada, somos atendidos”, destaca.

Execução dos projetos

As unidades escolares recebem melhorias nos telhados, trocas de forros, parte elétrica e pintura, troca de portas, construção de calçada lateral até a base comunitária, reformas da cozinha e outros elementos necessários para a melhoria da infraestrutura.

CEIC (Centro Educacional Infantil Cuiabano)

Amália Curvo de Campos

Inocêncio Leocádio da Rosa

Mariuza do Carmo Ojeda Barros

Padre Armando Cavallo

Wilmon Ferreira de Souza

Sebastião Tolomeu

Santa Inês – reforma geral

Marechal Rondon

Maria Nery

São Francisco de Assis – ampliação

Escolas Municipais de Educação Básica

Cândido Mariano da Silva Rondon

Jesus Criança

Nossa Senhora Aparecida

Osmar José do Carmo Cabral

Juscelino José Reiners

Casa do Conselho

EMEB Maximiano

Moacyr Gratidiano Dorileo

Maria Tomich Monteiro

Rafael Rueda

Zeferino Santa Inês

Glaucia Maria Borges

Raimundo Pombo

Tereza Lobo

Orzina de Amorim Soares

Octacílio Sebastião da Cruz

Joana D’Arc

Rita Caldas

Maria da Glória

Fábio Firmino Leite

Tancredo Neves

Esmeralda Campos Fortes



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