A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Vector, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas, na modalidade delivery, em Cuiabá. A ação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. Uma mãe e seus dois filhos estão entre os alvos.
Leia mais Polícia deflagra operação contra grupo criminoso envolvido em roubos em propriedades rurais; 36 mandados de busca
As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), iniciadas em 2024, identificaram uma estrutura hierarquizada que utilizava entregadores como “vetores humanos” para distribuir entorpecentes em diversos bairros da capital. O grupo operava com fornecedores, gerentes de área e distribuidores, além de tentar promover a entrada de drogas na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Os mandados de prisão foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá contra investigados identificados como o principal fornecedor de drogas, a intermediária e responsável pela venda, juntamente com seus dois filhos, também alvos dos mandados de prisão preventiva, um distribuidor, atualmente recluso na PCE, além de uma investigada que se encontra foragida, com mandado de prisão em aberto.
Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos bairros Três Barras, Dr. Fábio e São João Del Rey, em Cuiabá. Também foram cumpridas ordens judiciais de sequestro e bloqueio de contas, bens e valores em nome de um dos investigados.
Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, coordenador da operação, a investigação apontou que o grupo utilizava linguagem codificada, referindo-se a pontos de venda como “lojinhas” e à arrecadação de valores como “recolhe”.
As investigações revelaram conversas sobre quantidades significativas de entorpecentes, incluindo cargas de maconha que estariam sendo negociadas pelos investigados.
“Os investigados responderão por tráfico de drogas, associação ao tráfico e integrar organização criminosa, crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06 e artigo 2º da Lei 12.850/13. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da rede criminosa e mapear o fluxo financeiro da organização”, afirmou o delegado.
A Operação Vector foi assim denominada em referência ao termo “vector” (vetor), que significa o agente de transporte e disseminação, na biologia.
Durante muito tempo, as estratégias de incentivo em vendas se concentraram em recompensas tradicionais: comissões, bônus e metas trimestrais. Funcionava – mas não engajava de maneira contínua. Com equipes cada vez mais desafiadas por ciclos de venda longos, metas agressivas e alta competitividade, surge uma evolução natural nesse cenário: a gamificação como ferramenta estratégica para impulsionar performance e criar um ambiente de vendas mais motivado, dinâmico e eficiente.
A lógica da gamificação – transformar objetivos de negócios em jornadas motivacionais – já é amplamente usada em experiências de consumo. Mas, aos poucos, essa lógica migrou para dentro das organizações, especialmente para times de vendas B2B, no qual a combinação entre engajamento e performance é determinante parao resultado.
E os dados reforçam essa tendência. De acordo com o Global Customer Loyalty Report 2025, iniciativas que utilizam elementos de gamificação, como metas evolutivas, reconhecimento contínuo e recompensas personalizadas, registram até 30% de aumento nos índices de engajamento e contribuem para elevar a retenção de profissionais em cerca de 25%. Embora o estudo tenha foco global em programas de fidelidade, os mesmos mecanismos se mostraram altamente eficazes quando aplicados a times internos, especialmente áreas comerciais.
Na prática, plataformas gamificadas permitem reconhecer micro conquistas, acompanhar em tempo real a evolução individual e coletiva, criar rankings saudáveis, estabelecer missões semanais e transformar metas em desafios estimulantes. Isso gera motivação diária, melhora a disciplina comercial e fortalece a cultura de alta performance.
A consequência direta é previsibilidade: quando o time entende o impacto de cada ação no resultado final, a jornada de venda deixa de ser um processo abstrato e se torna tangível e motivador. Grandes empresas como Natura e Bradesco Financiamentos já estão por dentro dessa tendência e aumentando a sua performance.
Em mercados B2B que são altamente competitivos e exigentes, transformar esse percurso em uma experiência engajadora faz diferença no faturamento e na consistência das entregas. No fim das contas, gamificar a rotina comercial não é apenas uma questão de incentivo. É uma forma de conectar propósito, estratégia e execução. Em um cenário no qual equipes precisam ser ágeis, analíticas e resilientes, a gamificação se torna o elo que une motivação contínua e resultados consistentes.
Porque, em vendas, a performance não nasce só da meta. Ela nasce de como tornamos a jornada estimulante todos os dias.
*Nara Iachan (Forbes Under 30) é cofundadora e CMO da Loyalme, startup que nasceu dentro da Cuponeria para oferecer soluções de fidelização. Nara é formada em Economia pela UFRJ, possui MBA em Gestão e Desenvolvimento Empresarial, também pela UFRJ, mestrado em Inovação pela FEI e tem mais de 10 anos de conhecimento sobre o setor de fidelização de clientes. Apaixonada por empreendedorismo, marketing e inovação, a CMO valoriza a sensação de fazer a diferença na vida das pessoas e no mercado.
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (22/1) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio mira um grupo especializado em furto de petróleo. Os agentes estão nas ruas para prender 13 pessoas envolvidas na quadrilha. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 5,8 milhões.
De acordo com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), o grupo utilizava perfurações clandestinas em dutos operados pela Transpetro. As informações iniciais apontam que o furto acontecia dentro da fazenda da família Garcia em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Seis pessoas já teriam sido presas.
São elas: Elton Félix de Oliveira, Patrick Teixeira Vidal, Washington Tavares de Oliveira, Leandro Ferreira de Oliveira, Jairo Lopes Claro e Caio Victor Soares Diniz Ferreira.
Além dos mandados de prisão, a ação visa cumprir 16 mandados de busca e apreensão, realizados de forma simultânea em outros cinco estados, para a apreensão de provas materiais e documentais.
Crime estruturado
Segundo a apuração do caso, o esquema criminoso funcionava em quatro etapas. A primeira delas consistia na perfuração clandestina do duto, que, após ser violado, permanecia sob proteção armada para evitar a descoberta.
Na sequência, o grupo promovia o carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque previamente posicionados.
A terceira etapa envolvia o transporte clandestino do produto, feito por rotas interestaduais previamente definidas.
E, por fim, a fase final consistia na comercialização do petróleo furtado, realizada mediante a emissão de notas fiscais falsas por empresas usadas como fachada.
De acordo com a polícia, esse procedimento conferia aparência de licitude a um produto de origem manifestamente criminosa.
Armazenamento em fazenda
O núcleo operacional do furto de petróleo funcionava no interior da Fazenda Garcia, localizada no município de Guapimirim. Segundo a DDSD, o local pertence a uma família Garcia, famosa pelo históricos de contravenções no Rio de Janeiro, com envolvimento no jogo do bicho.
De acordo com a polícia, a escolha da fazenda não foi aleatória e teve como objetivo dificultar a fiscalização, controlar o acesso de terceiros e garantir a continuidade da subtração ilícita em larga escala, protegendo a atividade criminosa. Apesar disso, a Polícia Civil informou que não encontrou nenhuma evidência de envolvimento da filhas do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, Shanna Garcia ou Tamara Garcia com o esquema.
Operação simultânea
Além do Rio de Janeiro, a operação acontece de forma simultânea nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina. Conforma a investigação, o grupo criminoso funcionava com divisão de tarefas, hierarquia operacionale articulação logística interestadual.
O objetivo da estrutura da quadrilha era realizar, de forma sistemática e reiterada, furtos qualificados de petróleo, mediante perfuração indevida de dutos subterrâneos em plena operação.
De acordo com a DDSD, os criminosos utilizavam meios técnicos sofisticados, além de vigilância e escolta armada. Também contratavam empresas para o transporte do produto furtado e atuavam para dissimular a origem ilícita do material, por meio da falsificação ideológica de documentos fiscais, rotulando o petróleo bruto como suposto “resíduo oleoso”.
O Ibovespa reforçou de forma contundente sua tendência de alta ao protagonizar um movimento muito forte na última sessão, quando avançou 3,33%, fechando aos 171.816 pontos e marcando nova máxima histórica em 171.969 pontos, rompendo pela primeira vez a região dos 170 mil pontos. O movimento foi acompanhado por forte amplitude, com apenas uma ação do índice encerrando em baixa (TIMS3), enquanto os maiores destaques ficaram para Cogna (+10,96%), Yduqs (+8,91%) e C&A (+7,93%), evidenciando um rali amplo e bem distribuído entre os papéis.
No acumulado de 2026, o Ibovespa já registra alta de 6,64%, dando sequência ao desempenho robusto de 2025, quando avançou 33,95%. Do ponto de vista técnico, o índice segue sustentado por forte fluxo comprador, negociando acima das médias móveis em diferentes horizontes de tempo.
Por outro lado, o movimento recente deixou o mercado mais esticado e em zona de sobrecompra, o que exige atenção redobrada para eventuais movimentos de acomodação ao longo do caminho, sem que isso comprometa, até aqui, a estrutura principal de alta.
No curto prazo, observo o Ibovespa em forte tendência de alta, com aceleração relevante nas últimas sessões. O fechamento em 171.816 pontos, após tocar a máxima histórica em 171.969 pontos, reforça a dominância do fluxo comprador e mantém o índice em condição técnica favorável para extensão das altas.
Pelo gráfico, o índice segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima, confirmando o viés altista. No entanto, o preço encontra-se bastante afastado das médias, o que eleva a probabilidade de correções técnicas pontuais ou movimentos de acomodação no curto prazo. O IFR (14) em 75,25 confirma zona de sobrecompra, embora ainda não haja sinal gráfico claro de reversão.
Continua depois da publicidade
Para que o movimento de alta tenha continuidade no curto prazo, será importante a superação consistente da máxima histórica em 171.969 pontos, o que tende a destravar alvos em 172.520, 173.575, 175.940, 177.000 e 178.050 pontos.
Em um cenário de correção, a atenção recai inicialmente sobre a faixa de 166.467/163.570 pontos. A perda dessa região pode abrir espaço para ajustes mais profundos, com suportes em 161.745, 160.455, 157.300 e 155.185 pontos.
No médio prazo, a leitura técnica segue claramente altista. O Ibovespa mantém uma sequência consistente de topos e fundos ascendentes, com sucessivas renovações de máximas históricas, o que confirma a força estrutural do movimento comprador.
O índice negocia acima das médias móveis, que seguem com inclinação positiva, reforçando o viés construtivo. Ainda assim, o avanço recente deixou o preço afastado das médias, caracterizando um movimento mais esticado. O IFR (14) em 77,89 indica sobrecompra, aumentando a chance de correções técnicas ao longo do caminho, sem que, até o momento, haja sinal de reversão da tendência principal.
Para a continuidade da alta no médio prazo, será fundamental a superação consistente da região da máxima histórica em 171.969 pontos, o que pode destravar projeções para 172.260, 175.910, 180.000, 181.660 e 184.535 pontos.
Continua depois da publicidade
No cenário de correção mais ampla, a região de 162.110/157.000 pontos passa a ser o primeiro ponto de atenção. A perda desse intervalo pode abrir espaço para ajustes mais profundos, com suportes localizados em 153.515, 147.575, 140.231 e 131.550 pontos.
Guia oficial divulgado pelo governo pede que famílias mantenham água, comida e remédios para 5 dias
O governo da Groenlândia divulgou um guia oficial de preparação para crises em que recomenda que cada família mantenha provisões suficientes para sobreviver por 5 dias sem ajuda externa.
O documento, publicado na 4ª feira (21.jan.2026), diz que todos os moradores “fazem parte do sistema de emergência” do território e que a autossuficiência doméstica é essencial para que as autoridades possam concentrar esforços “onde as necessidades são maiores”.
O governo afirma que prazo de 5 dias foi definido a partir de análises de riscos, ameaças e cenários realistas de interrupções de serviços, com o objetivo de dar tempo para que o sistema público normalize a situação e atenda 1º os grupos mais vulneráveis. Eis a íntegra do guia oficial, em dinamarquês (PDF – 847 kB).
O guia não menciona diretamente o objetivo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em controlar o território. Mas lista uma série de situações que podem provocar esse tipo de ruptura, como eventos climáticos extremos, tsunamis causados por terremotos distantes, falhas tecnológicas, ataques cibernéticos, acidentes e tensões geopolíticas que afetem cadeias de abastecimento e infraestrutura.
Entre os itens essenciais, o governo recomenda que cada pessoa tenha 3 litros de água por dia.
Na alimentação, a orientação é manter comida preferencialmente que possa ser guardada fora da geladeira e consumida sem aquecimento. O documento sugere conservas, pães crocantes, peixe e carne secos e outros alimentos de uso cotidiano das famílias. Para quem precisa cozinhar, o governo recomenda ter uma fonte alternativa de calor.
O guia pede que as casas tenham medicamentos, incluindo remédios de prescrição e de venda livre, além de um kit de primeiros socorros com curativos. Em higiene, a lista inclui papel higiênico, sabonete, álcool para as mãos, absorventes ou fraldas e recipientes para armazenar água de uso não potável, como a descarga do vaso sanitário.
Em regiões frias, a preparação para falta de energia envolve cobertores, roupas térmicas, velas, aquecedores portáteis e bolsas de água quente. O governo recomenda concentrar as pessoas em um só cômodo para conservar calor e alerta para o risco de envenenamento por monóxido de carbono quando se usam fontes de combustão sem ventilação adequada .
O manual orienta que cada família mantenha power banks, lanternas, baterias, cartões físicos e dinheiro em espécie para o caso de falhas nos sistemas eletrônicos de pagamento. Também sugere rádios FM a pilha ou manivela, já que redes de telefonia e internet podem sair do ar durante apagões prolongados.
EUA & GROENLÂNDIA
Controlar a Groenlândia não é uma vontade nova de Donald Trump. Ele já havia manifestado interesse na região em 2019, durante seu 1º mandato à frente dos EUA, e depois em dezembro de 2024, antes de tomar posse para um 2º mandato.
O republicano já disse que se não controlar a Groenlândia “do jeito fácil”, então será do “jeito difícil”. Afirmou também, dias depois de os EUA capturarem Nicolás Maduro em uma ação militar na Venezuela, que “não precisa do direito internacional” e que seu poder é limitado apenas por sua “própria moralidade“.
Trump alega que a Groenlândia é fundamental para a segurança nacional dos EUA, para afastar a “ameaça russa” e citou a construção do Domo de Ouro, sistema de defesa para proteger o país de mísseis. O custo estimado do Golden Dome é de US$ 175 bilhões.
Além das ameaças de controlar a região à força, Trump também avalia comprar a Groenlândia e oferecer pagamentos diretos aos moradores da ilha. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou em 13 de janeiro que o território autônomo escolheria seguir ligado à Dinamarca, e não aos EUA.
Reprodução/Truth Social @realDonaldTrump – 20.jan.2026
Trump publicou em seu perfil na Truth Social uma montagem em que ele finca a bandeira dos EUA na Groenlândia
O montante necessário para honrar garantias pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) desde novembro do ano passado se aproxima dos R$ 50 bilhões. O valor refere-se a ressarcimentos de clientes do Banco Master e da Will Financeira, conhecida como Will Bank. As duas instituições financeiras tiveram a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC).
O FGC é uma espécie de seguro que garante o ressarcimento a usuários do Sistema Financeiro Nacional (SFN), sob algumas condições, em caso de liquidação de bancos e afins. O balanço patrimonial mensal do FGC de setembro de 2025, o último disponível no site do avalizador, informa que a instituição possuía R$ 160 bilhões.
Como é formado o FGC
O fundo é formado a partir de recursos depositados periodicamente pelas instituições financeiras associadas — incluindo bancos públicos e comerciais, de investimento e de desenvolvimento.
Os bancos realizam depósitos que criam uma margem financeira de segurança da qual sairá o dinheiro para pagar clientes e investidores em casos de falências de instituições.
O depósito no FGC é de 1 ponto-base (0,01%) mensal sobre o saldo de todos os depósitos elegíveis. O valor máximo coberto pelo fundo é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira.
Atualmente, o FGC tem mais de 220 instituições financeiras associadas.
Questionado pelo Metrópoles, o FGC afirmou que, com base no Censo de novembro de 2025, informado pela Will Financeira, o valor estimado para pagamento é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões.
Em relação ao Master, a garantia pode resultar em uma retirada de R$ 40,6 bilhões do avalizador, somando R$ 46,7 bilhões referentes às duas instituições. O valor representa quase 30% dos recursos disponíveis no FGC.
O valor preciso a ser ressarcido pelo FGC só será conhecido após a consolidação das informações pelo liquidante, que será nomeado pelo Banco Central. No caso de investimentos e depósitos, a garantia cobre alguns tipos de aplicações com valor de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. No entanto, há uma limitação de R$ 1 milhão por CPF no período de 4 anos.
1 de 3
Instalações do Will Bank
Will Bank
2 de 3
Escritório do Will Bank
3 de 3
Will Bank
Divulgação/Will Bank
Alerta de cobertura
Em uma nota explicativa enviada à reportagem, no entanto, o FGC detalhou que, como a Will Financeira faz parte do conglomerado Master, isso pode afetar o valor estimado dos desembolsos a serem realizados pelo fundo. Isso acontece porque, somando valores das duas instituições pertencentes ao mesmo conglomerado, alguns beneficiários já podem ter superado o limite de garantia.
“Especificamente, os clientes que adquiriram produtos elegíveis a garantia do FGC antes da aquisição pelo Banco Master, em 21/8/2024, têm a garantia preservada. A partir de 22/8/2024, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil”, diz trecho da resposta.
A declaração do FGC complementa que, “caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”.
Liquidações
A liquidação extrajudicial do Will Bank foi determinada pelo Banco Central nessa quarta-feira (21/1). A instituição era controlada pelo Banco Master, que é alvo de investigação da Polícia Federal (PF).
“Tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”, justificou o BC no ato da liquidação.
A liquidação do Banco Master foi determinada, em 18 de novembro de 2025, no âmbito de investigações que apontaram a existência de um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A defesa do banco nega.
Coberturas
O que o FGC cobre:
Os produtos financeiros garantidos pelo FGC são: dinheiro disponível em conta-corrente ou em depósitos de poupança; depósitos a prazo que pode ser Certificado de Depósito Bancário ou Recibo de Depósito Bancário (RDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras Hipotecárias (LH), Letras de Câmbio (LC), depósitos não movimentáveis por cheque, ou seja, conta salário; e Operações Compromissadas — títulos emitidos depois de 8 de março de 2012 por empresa ligada.
O que o FGC não cobre
Títulos públicos, títulos de capitalização, Letra Imobiliária Garantida (LIG), Letra Imobiliária (LI), Letra Financeira (LF), Fundos de Renda Fixa, depósitos no exterior, depósitos judiciais, debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).
O site de FGC informa que a instituição avaliza, com base nos últimos dados disponíveis, referentes a novembro de 2025, um total de R$ 2,604 trilhões.
De março de 1996 até setembro de 2025, o FGC já ressarciu 4,255 milhões de clientes de instituções financeiras associadas que tiveram a decretação de regime especial, como liquidação, por exemplo. Os clientes pertencem a 40 instituições financeiras.
O Cuiabá decepcionou diante dos poucos torcedores presentes na Arena Pantanal e foi derrotado pela primeira vez na história para Sport Sinop, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (21), em duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Mato-grossense. O gol foi marcado no segundo tempo num contragolpe fatal pelo experiente Fransérgio, que não desperdiçou essa que foi uma das poucas situações criadas pelo Fera do Norte. Com o psicológico abalado, o Dourado ainda despediçou um pênalti numa cobrança ruim de Eliel, que viu o goleiro Diego crescer. O péssimo resultado derrubou o Dourado para a sétima posição, enquanto o Sinop estacionou em sexto.
Leia mais: Pressionado em meio a polêmicas contra o Mixto e Operário, Cuiabá recebe o Sport Sinop em busca de reabilitação
Apesar de dominar a posse da bola no campo de ataque, buscando oportunidades com troca passes, o Cuiabá foi pouco efetivo nas finalizações durante toda etapa inicial e não conseguiu superar o Sinop, que se postou compactado e sólido na defesa. Primeiro tempo encerrado sem gols.
Os 45 finais começaram do mesmo jeito: o Dourado no setor ofensivo buscando romper as linhas, enquanto o Fera do Norte se fechou na busca do contragolpe fatal. E deu certo. Aos 12 minutos, Fransérgio recebeu livre na intermediária e saiu cara a cara com João Carlos, que foi driblado e apenas assistiu o camisa 10 abrir o placar em plena Arena Pantanal.
O ponto inesperado abalou o psicológico do Cuiabá. Embora Mateus Santos tenha exigido duas grandes defesas de Diego, foi o arqueiro do Fera do Norte que levou a melhor. Aos 20, Fransérgio tocou a mão na bola dentro da área e o pênalti foi marcado. Na cobrança, Eliel fez firula, bateu mal e Diego salvou novamente. Mantendo a pressão já no final, Natan Cruz cabecou com o gol livre, mas a bola bateu no travessão e saiu.
Com o revés, o Dourado caiu da sexta para a sétima posição, marcando um péssimo começo de Mato-grossense. Até aqui, foram quatro jogos, com derrotas para o Luverdense e Sinop, vitória sobre o Operário-VG e empate sem gols contra o Mixto. O próximo compromisso auriverde será no sábado (24) fora de casa contra o caçula do campeonato Chapada, foque chega embalado com duas vitórias seguidas e ocupa a terceira posição. Vale lembrar que Eduardo Barros não vence longe da Arena há mais de 150 dias, e o Auriverde há mais de sete meses.
A vitória foi importantíssima para o Fera do Norte, que saltou da oitava para a sexta colocação, ultrapassando justamente o Dourado. A próxima missão será às 18h do sábado contra o líder União no Luthero Lopes.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou, nesta quarta-feira (21/1), que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência é um sinal de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém comando e influência sobre a direita.
“Bolsonaro mostra que, mesmo preso e isolado, ele dá as cartas. E isso gerou algo bom, que é a candidatura de Flávio. Ele tem tudo para vencer”, declarou Kicis em um jantar com jornalistas.
A parlamentar disse que, quando Flávio foi anunciado como aposta de Bolsonaro para as eleições, os aliados receberam a notícia com “surpresa”.
“Quando foi anunciada, pegou todo mundo de surpresa. Ninguém imaginava. Esperava-se que Bolsonaro fizesse a indicação em março. Logo em seguida, passamos a ver que essa indicação foi recebida com muito entusiasmo. E saíram pesquisas que nos surpreenderam de forma muito positiva. Eu acho que o Flávio é uma pessoa muito aberta ao diálogo (…) Acredito que ele vai conseguir a adesão e o apoio de outros partidos”, declarou Kicis.
A última pesquisa da Genial/Quaest, divulgada no dia 14 de janeiro, mostrou Flávio Bolsonaro como o melhor nome da direita na disputa presidencial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 36% das intenções de voto, e Flávio está em segundo lugar, com 23%, na disputa do primeiro turno — no segundo turno, Lula tem 45%, e Flávio, 38%.
A identidade de mais uma ossada foi revelada através de exame de DNA e a morte de Wermison dos Santos Silva foi atestada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Wermison estava em Várzea Grande em um grupo de rapazes que vieram do Maranhão e na noite do dia 09 de janeiro, além dele como também Walyson Mendes, Wallison da Silva, Diego de Sales e Mefibozete Pereira sumiram do alojamento onde estavam alocados para um trabalho na construção civil.
Leia mais Idosa escorrega em barranco durante pesca e morre afogada no Rio Coxipó
O caso do desaparecimento dos maranhenses, como ficou conhecido o episódio, mobilizou diversos agentes das forças de segurança na procura dos seus respectivos paradeiros. Contudo, aos poucos, somente algumas ossadas foram localizadas em pontos conhecidos por serem cemitérios clandestinos das facções criminosas.
Uma a uma, os restos mortais foram atribuídos aos maranhenses desaparecidos e com a identificação de Wermison, somente Walyson e Wallison permanecem com seus paradeiros um mistério.
A ossada de Wermison havia sido localizada no dia 21 de outubro do ano passado juntamente com outras duas ossadas que até então não foram identificadas, mas podem pertencer aos últimos maranhenses desaparecidos, dado o padrão da localização dos outros restos mortais.
À época, o delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelou que tudo indica que o sequestro e morte dos maranhenses foi cometido por membros de uma facção criminosa.
“Ao que tudo indica, até agora, com base nas investigações, o crime foi cometido por integrantes de uma facção criminosa atuante aqui do local, em retaliação ao fato dessas pessoas do Maranhão, supostamente, pertencerem a uma facção rival”, pontuou o delegado à época.