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Prefeitura intensifica mutirão no Unipark e amplia serviços em Várzea Grande – Prefeitura intensifica mutirão no Unipark e amplia serviços em Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, intensifica a partir desta sexta-feira (16.01) as frentes de trabalho do programa “VG em Ação”, concentrando ações no bairro Unipark e ampliando o alcance dos serviços de zeladoria urbana em diversas regiões da cidade.

Os mutirões incluem limpeza, capinação, roçagem, retirada de resíduos, poda de árvores, revitalização de praças, pintura de meio-fio, manutenção da sinalização viária, instalação de quebra-molas, além da troca de lâmpadas e implantação de novos braços de iluminação pública. As ações reforçam o compromisso do município com a segurança, mobilidade urbana, bem-estar e qualidade de vida da população.

SERVIÇOS EM EXECUÇÃO

 Limpeza Urbana e Zeladoria — locais atendidos

Organizados em ordem alfabética:
•    Alameda
•    Avenida Ary Paes Barreto
•    Avenida Belmiro
•    Avenida Chapéu do Sol
•    Avenida Couto Magalhães
•    Avenida João Bulhões
•    Bairro Florais da Mata
•    Bairro José Carlos Guimarães
•    Bairro Marajoara – Miniestádio
•    Bairro Princesinha do Sol
•    Bairro Unipark
•    Bairro Vista Alegre
•    Distrito Passagem da Conceição
•    Parque Tanque do Fancho
•    Rodovia Mário Andreazza

Iluminação Pública — troca de lâmpadas e instalação de novos braços
•    Bairro Grande Cristo Rei
•    Bairro Jardim Glória I e II
 

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Prefeitura de Rondonópolis | Rondonópolis encerra 2025 entre os maiores exportadores do País

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O município de Rondonópolis fechou 2025 com um volume exportado de produtos na ordem de US$ 2,4 bilhões, se posicionando como o 24º maior exportador do Brasil. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo o levantamento, em Mato Grosso, Rondonópolis terminou como o segundo município que mais exportou no ano passado, ficando atrás apenas de Sorriso – com US$ 2,7 bilhões exportados e que posicionou como 19º maior exportador em termos nacionais. O terceiro maior exportador estadual foi o município de Sinop, com US$ 1,8 milhão exportados em 2025.

A China foi o principal destino das exportações de Rondonópolis no ano passado, perfazendo US$ 734 milhões (30,1% do total). O segundo principal destino das exportações locais foi a Tailândia, com US$ 451 milhões (18,5%), seguida da Indonésia, com US$ 215 milhões (8,8%) e Vietnã, com US$ 149 milhões (6,1%).

Na lista dos principais produtos exportados por Rondonópolis em 2025 estiveram as tortas e outros resíduos da extração do óleo de soja, perfazendo US$ 1,1 bilhão (43,9% do total). O segundo produto mais exportado pelo município foi a soja, com US$ 635 milhões (26,1%), vindo depois o algodão, com US$ 261 milhões (10,7%), e o milho, com US$ 241 milhões (9,9%).

Por outro lado, Rondonópolis segue na liderança por mais um ano no ranking dos municípios que mais importam em Mato Grosso. Dessa vez, a cidade importou cerca de US$ 677 milhões em produtos, resultando em um saldo na balança comercial de US$ 1,8 bilhão. No Brasil, foi o 88º município que mais importou produtos.

Mais de 25% de tudo aquilo que foi importado em 2025 em Mato Grosso foi feito por Rondonópolis. Os principais produtos importados são diversos tipos de adubos (fertilizantes), perfazendo 83,1% do total local. A lista inclui ainda itens como inseticidas, herbicidas, rodenticidas e fungicidas (10,5%), material de transporte (1,6%), elementos de vias férreas (1,2%), entre outros.

 

 

 

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Nova Indústria Brasil (NIB) viabiliza R$ 3 trilhões em investimentos até 2033

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Programa conta com R$ 1,2 trilhão de verba pública e R$ 2,2 trilhões da iniciativa privada. Assegura subsídios, incentivos especiais e empréstimos com juros reduzidos 

 

Por João Ricardo de Freitas, Anita Dedding e Ruy Cortez

 

As micro, pequenas e médias empresas (PMEs) são fundamentais para a estrutura da economia brasileira. Das 21 milhões de companhias ativas no Brasil, cerca de 99% se enquadram nesse segmento, respondendo por mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Mapa de Empresas do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP).
Neste cenário, as iniciativas de fomento a esses negócios, como o programa Nova Indústria Brasil (NIB), mostram-se cada vez mais necessárias para a modernização e competitividade dessa categoria de organizações industriais.
O segmento das PMEs se consolida como uma ferramenta de manutenção e crescimento do mercado nacional, além de desempenhar um papel relevante na geração de empregos, no fomento à inovação e no desenvolvimento regional. Um levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revela que micro e pequenas empresas foram responsáveis por cerca de 6 em cada 10 vagas formais criadas no país em 2024.
Apesar de sua relevância, muitas PMEs industriais ainda não exploram todo o seu potencial de crescimento. Em diversos casos, por não se considerarem influentes diante das grandes corporações, acabam deixando de ocupar seu espaço como protagonistas de mudanças estruturais no cenário nacional, e é nesse contexto, que o projeto NIB ganha destaque.

NOVA INDÚSTRIA

Lançado em janeiro de 2024 pelo Governo Federal, o programa tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional até 2033. A iniciativa reúne uma série de instrumentos de apoio, como subsídios, empréstimos com juros reduzidos, ampliação dos investimentos federais, incentivos tributários e fundos especiais, administrados por instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
Ao todo, o NIB já viabilizou R$ 3,4 trilhões em investimentos até 2033, sendo R$ 1,2 trilhão provenientes do setor público e R$ 2,2 trilhões da iniciativa privada. Esses recursos estão organizados em torno de seis grandes missões: agroindústria e segurança alimentar; saúde; infraestrutura e saneamento; transformação digital e produtividade; bioeconomia e transição energética; e defesa e soberania nacionais.
Com o intuito de reverter a tendência de desindustrialização observada nas últimas duas décadas, o programa estabelece metas ambiciosas, como digitalizar 90% das empresas industriais do país e triplicar a participação da produção nacional no segmento de novas tecnologias. Para isso, o NIB disponibiliza linhas de crédito especiais, recursos não reembolsáveis, ações regulatórias e de propriedade intelectual, além de uma política de compras e obras públicas com estímulo ao conteúdo local.
Um ano após o lançamento do programa, a Pesquisa Industrial Mensal (PIM – Brasil) apontou um crescimento de 3,1% na produção industrial e aumento na geração de empregos no setor. Esses dados demonstram que a política tem sido eficaz em seu objetivo principal de retomar a industrialização brasileira.
Atualmente, a indústria opera 2,8% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda 14,4% abaixo do pico da série histórica, registrado em maio de 2011.

OPORTUNIDADES

O programa Nova Indústria Brasil representa uma oportunidade estratégica para que PMEs industriais inovem em produtos e serviços. Isso passa pela atualização dos parques fabris, modernização das estruturas organizacionais e digitalização dos processos, caminhos essenciais para aumentar a competitividade dessas empresas.
O NIB foi concebido para oferecer maior estabilidade e confiança, principalmente às micro e pequenas empresas, estimulando o investimento em inovação com foco no ganho de produtividade. Nesse sentido, suas missões estratégicas abrangem a ampliação da capacidade industrial por meio da aquisição de máquinas e equipamentos; o estímulo à inovação e digitalização em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D); apoio a iniciativas de sustentabilidade industrial; e incentivos à exportação, com facilitação do acesso ao mercado internacional.
O fortalecimento das PMEs industriais tem impacto direto na economia nacional. Hoje, micro e pequenas empresas já representam 22,5% do PIB da indústria, aproximando-se das médias empresas, com 24,5%. Juntas, as PMEs somam quase metade da produção industrial do país, de acordo com relatório do Sebrae. Por isso, o papel de entidades industriais de classe torna-se fundamental para garantir que as empresas tenham acesso às melhores condições de crescimento e competitividade.
A inovação está diretamente ligada ao aumento da produtividade e à criação de novos modelos de negócios. Partindo dessa premissa, o NIB estruturou uma nova frente de atuação: a desburocratização para melhoria do ambiente de negócios, com foco no aumento da competitividade e na atração de investimentos produtivos. Ao todo, são 41 projetos previstos, sendo 17 deles programados para execução até 2026, sob coordenação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI).

PERSPECTIVAS

Até o momento, os resultados do programa demonstram sua efetividade. Ainda de acordo com dados da PIM, até março deste ano, foram contabilizados mais de R$ 470 bilhões em investimentos realizados em mais de 168 mil projetos vinculados às seis missões da Nova Indústria Brasil.
Nesse sentido, espera-se que, com o NIB, as empresas tenham um maior aculturamento atrelado à produtividade, impulsionadas por metodologias estratégicas voltadas à excelência operacional e ao fomento de inovação. O redesenho do setor industrial passa, necessariamente, pela valorização das PMEs, protagonistas na geração de empregos e na criação de valor para a economia nacional.
O fato é que a inovação é um dos pilares para o aumento de receita, redução de custos e, por conseguinte, margens mais favoráveis de lucro. Por isso, programas como o NIB propiciam as condições necessárias para que os empreendimentos se reinventem e passem a inovar de forma estruturada, com acesso a tecnologias e metodologias que antes pareciam distantes, seja pela falta de informação, ou pela complexidade de execução.
No entanto, o acesso aos mecanismos de incentivo à inovação ainda pode gerar dúvidas nos departamentos jurídico, financeiro e de engenharia das organizações. É nesse contexto em que consultorias especializadas em benefícios fiscais e financiamento à inovação ganham destaque, assegurando que as empresas compreendam as oportunidades e acessem os recursos de forma segura e eficiente.
A Nova Indústria Brasil representa uma resposta estratégica ao novo cenário global, marcado pela corrida tecnológica e pela urgência da transformação  ecológica. Para que as empresas brasileiras do setor industrial se mantenham competitivas frente ao mercado internacional, é imperativo que programas como o NIB sejam amplamente difundidos, sobretudo entre as PMEs. Desta forma, será possível ampliar a complexidade industrial do país e impulsionar um modelo de crescimento mais inovador, sustentável e produtivo.

João Ricardo de Freitas, coordenador de Planejamento Estretégico do FI Group.
Anita Dedding, gerente divisional de tecnologia e inovação da ABIMAQ.
Ruy Cortez, sócio e CEO do Kaisen Institute Consulting Brasil

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Bolsonaro tem imagem negativa para 53% dos eleitores, diz Quaest

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Um levantamento da Genial/Quaest apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem imagem negativa para 53% dos eleitores. Mais de 2 mil brasileiros foram entrevistados entre 8 e 11 de janeiro, com margem de erro estimada em 2 pontos percentuais.

Na sequência, o pastor Silas Malafaia aparece com 46% dos eleitores que o conhecem avaliando sua imagem de forma negativa. Em terceiro lugar, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, registra 42% de imagem negativa. Michelle Bolsonaro surge em quarto lugar, com 38% dos eleitores considerando sua imagem negativa. Veja:

Imagem colorida de pesquisa
Bolsonaro tem imagem negativa para 53% dos eleitores, diz Quaest

 

Jair Bolsonaro cumpre pena privativa de liberdade de 27 anos e 3 meses de prisão por participação em trama golpista. Atualmente, está na Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como “Papudinha”. A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outra pesquisa, divulgada na última quarta-feira (14/1), que apresentou cenários possíveis para as eleições deste ano, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nos dois turnos da eleição presidencial.

No cenário mais provável, Flávio Bolsonaro tem um segundo lugar confortável, de acordo com a Quaest, com Lula liderando (36%), e o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em segundo (23%).

Em disputa incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Flávio mantém o segundo lugar: Lula 36%; Flávio 23%; e Tarcísio 9%.

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Idoso de 78 anos foragido da Justiça por homicídio é preso no interior de MT

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Homem de 78 anos, identificado como João Alcides Miranda, foragido da Justiça, foi preso na tarde desta quinta-feira (15) pela Polícia Militar em Barra do Garças (520 km de Cuiabá). Foi cumprido um mandado de prisão contra o suspeito, pelo crime de homicídio.

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De acordo com a PM, uma equipe realizava patrulhamento pela região do bairro Nova Barra quando visualizou um indivíduo em frente a uma residência, cujas características chamaram a atenção dos militares. Durante a abordagem e identificação, foi constatado que se tratava de João Alcides Miranda, de 78 anos.

Em consulta aos sistemas oficiais, os policiais confirmaram a existência de mandado de prisão em aberto, expedido pela Justiça do Distrito Federal, pelo crime previsto no artigo 121 do Código Penal (homicídio).

Diante da constatação, foi dada voz de prisão ao suspeito, que foi conduzido à Central de Atendimento da Polícia Militar para confecção do boletim de ocorrência. Em seguida, ele foi apresentado à Delegacia de Polícia Judiciária Civil, onde ficou à disposição da Justiça.

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PF quase deixou investigado do caso Master escapar

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Corporação fez comunicado pelo sistema eletrônico do STF na noite da véspera da 2ª fase da Compliance Zero, quando poderia ter avisado Toffoli por ligação ou Whatsapp

O atraso da Polícia Federal em realizar a 2ª fase da Operação Compliance Zero e a escolha de um caminho burocrático de comunicação com o STF (Supremo Tribunal Federal) quase permitiram que um dos investigados viajasse para fora do Brasil antes de ser preso.

O ministro da Corte Dias Toffoli relatou neste despacho de 13 de janeiro que havia enviado “documentação pertinente” à corporação em 6 de janeiro sobre a 2ª fase da operação que investiga o caso do Banco Master. E que em 7 de janeiro havia dado “ordem subsequente para cumprimento no prazo de 24 horas a partir de 12.01.2026, diante da gravidade dos fatos e necessidade de aprofundamento da investigação”.

 

A Polícia Federal, no entanto, só realizou a missão na 4ª feira (14.jan) pela manhã. O atraso provocou uma reação de Toffoli, que pediu explicações ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, para que relatasse por que não cumpriu integralmente as ordens sobre os mandados de busca e apreensão como desejava o magistrado no caso das investigações sobre o Banco Master.

O chefe da PF fez uma dura resposta ao magistrado. O texto de Andrei (leia a íntegra ao final deste post) tem um tom de crítica e reclamação em relação às determinações de Toffoli. Só que não explica vários questionamentos feitos pelo ministro.

No entender da PF, nada foi feito de forma errada. O diretor-geral diz que a corporação não cumpriu a ordem de Toffoli na 3ª feira (13.jan), para deflagrar a 2ª fase da operação Compliance Zero, por “circunstâncias estritamente operacionais, alheias a qualquer intenção de descumprimento de ordem judicial”.

A irritação de Toffoli se deu por não ter recebido nenhuma mensagem formal de Andrei Rodrigues no dia 13 de janeiro, prazo para a execução da ordem do ministro. Mas houve outro fato que acabou dando mais dramaticidade ao caso: por pouco um dos investigados não conseguiu sair do Brasil se aproveitando de a PF ter se atrasado para cumprir a ordem do STF.

Na noite de 13 de janeiro, já com atraso, a PF estava se preparando para colocar em prática no dia seguinte a 2ª fase da Compliance Zero. Foi quando os agentes federais descobriram que Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (fundador do Banco Master), iria embarcar para Dubai por volta de 5h da manhã de 14 de janeiro. Ou seja, não seria possível cumprir certas ordens como apreensão de telefone celular e outros elementos de prova.

O que fez a Polícia Federal? Era uma emergência, mas ninguém da PF telefonou nem mandou mensagem de WhatsApp para o ministro Toffoli. O caminho seguido foi o protocolar e burocrático. A PF protocolou no sistema do Supremo às 19h13 de 13 de janeiro de 2026 um pedido para prender Zettel.

Toffoli suspeita que esse pedido realizado só no sistema eletrônico do Supremo foi deliberado. Por essa interpretação, a PF não receberia a tempo uma autorização para prender Zettel, que sairia do país. A culpa ficaria nas costas do ministro, pois a autorização da prisão não teria sido dada.

Ocorre que os funcionários do gabinete do ministro avistaram o requerimento da Polícia Federal um pouco depois de recebido pelo sistema eletrônico. Acionaram Toffoli por telefone (algo que a própria PF poderia ter feito). O magistrado mandou um juiz auxiliar expedir uma ordem de prisão temporária de Zettel, o que executado na manhã do dia seguinte –antes que o cunhado de Vorcaro embarcasse para o exterior.

Na sua longa explicação sobre a razão de a operação não ter sido realizada no prazo definido, Andrei escreve um parágrafo confuso e com contradições. Isso ocorre quando ele tenta argumentar que teria, sim, avisado ao ministro a respeito do possível atraso.

O diretor-geral da PF escreve que não se omitiu. “Ao contrário, [as dificuldades operacionais para cumprir o prazo] foram devidamente comunicadas a esse Supremo Tribunal Federal, por meio de manifestações formais da Polícia Federal, antes do decurso do prazo inicialmente fixado”.

O termo chave nesse caso é a locução “manifestações formais”. Na sequência em sua resposta, quando vai explicar a que se refere, Andrei descreve o que foram esses comunicados: “Este subscritor pessoalmente informou previamente ao Gabinete de Vossa Excelência tal impossibilidade [de deflagrar a operação em 13 de janeiro] em ligação telefônica realizada no dia 11 de janeiro [um domingo] e, novamente, por mensagem de WhatsApp na manhã do dia 12 de janeiro [2ª feira, véspera de quando seria realizada a operação]”. Ocorre que manifestações pessoais e por WhastApp não são formais.

O diretor-geral da PF tampouco menciona por que não houve algum comunicado de fato formal para o STF no próprio dia 13 de janeiro, quando a operação deveria ter sido realizada, mas não foi. Andrei também não elabora a respeito do risco assumido pela PF ao só comunicar, nesse caso formal e burocraticamente, ao gabinete de Toffoli pelo sistema eletrônico sobre a viagem ao exterior de uma das pessoas que seriam alvo da operação –no caso, Fabiano Zettel.

Para Toffoli, faltou empenho dos policiais. O ministro suspeita que possa ter havido vazamento de informações desde 6 de janeiro, data em que enviou à PF todos os documentos referentes à nova fase da Compliance Zero e apontando a relevância do cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

É raro a Polícia Federal ter um prazo estipulado pelo STF, não cumprir a determinação na data marcada e não enviar um comunicado realmente formal nesse dia.

Estabeleceu-se um clima de desconfiança entre a PF e o relator do caso do Banco Master no STF, o ministro Toffoli. Foi por essa razão que o magistrado determinou que todo o material apreendido fosse lacrado e guardado no STF e não na PF, como em geral ocorre.

A decisão irritou a cúpula da corporação. Posteriormente, Toffoli aquiesceu ao receber um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que as provas ficassem no Ministério Público Federal. O ministro publicou um despacho concordando, mas não deixou de criticar a Polícia Federal e o Banco Central. No caso do BC, Toffoli acredita que a autarquia deixou o Banco Master se aproveitar de “vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização”.

Pressionados, Polícia Federal e Banco Central fizeram um gesto público de aproximação. Andrei Rodrigues recebeu pessoalmente o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para um encontro na 4ª feira (14.jan.2026) à noite.

É incomum na história recente um presidente do Banco Central ir pessoalmente à sede da Polícia Federal. Ficou claro pelo simbolismo da reunião –com fotos dos 2 se cumprimentando– que se formou uma aliança tácita das duas organizações em oposição ao ímpeto de Dias Toffoli de acelerar as investigações do caso do Banco Master.

ARGUMENTOS DE ANDREI

Na sua resposta a Toffoli, o diretor-geral da PF argumenta que a corporação ainda precisava confirmar endereços de determinados alvos, que estavam em viagem ou deslocamentos –e por essa razão houve o atraso. “O que demandava diligências prévias mínimas para garantir a efetividade, a segurança e a legalidade dos atos de polícia judiciária a serem praticados”, diz o texto.

Segundo o diretor-geral, o alto poder aquisitivo dos alvos também era um fator complicador para a operação porque os investigados poderiam se deslocar facilmente pelo território nacional ou ir para o exterior.

“Ademais, o mês de janeiro é sabidamente um período em que deslocamentos e viagens se intensificam, o que torna ainda mais instável a fixação de endereços para o cumprimento de medidas judiciais”, escreveu Andrei.

O chefe da PF disse ainda que a petição de Toffoli não havia sido colocada à disposição ao grupo padrão da Polícia Federal no sistema do STF. “Circunstância que igualmente impactou o regular andamento dos trabalhos”, disse.

O diretor-geral argumentou que a deflagração da operação nessas condições, “sem cautelas mínimas”, poderia “resultar em diligências frustradas, riscos operacionais desnecessários e prejuízo à própria finalidade da decisão judicial”.

Andrei aproveitou a resposta para reclamar das atuais condições de trabalho da corporação. Disse que na mesma data determinada para a missão, outras 7 operações já estavam programadas pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, além da 9ª fase da Operação Overclean, que investiga desvios de recursos públicos provenientes de emendas de congressistas. 

“Tal cenário evidencia a sobrecarga operacional extraordinária vivenciada pela Polícia Federal naquela data, envolvendo a mobilização simultânea de grande efetivo, meios logísticos sensíveis e coordenação complexa de ações em diferentes unidades da Federação”, disse.

Andrei afirmou que operações desse tipo “não comportam remanejamento ou suspensão imediata sem grave comprometimento da segurança das equipes, da eficácia das medidas judiciais e da própria integridade das investigações em curso”.

Nesta 5ª feira (15.jan), Toffoli decidiu ele próprio indicar 4 peritos de sua confiança na PF (Polícia Federal) para terem acesso aos dados dos celulares de Daniel Vorcaro e demais provas das investigações relacionadas ao Banco Master. Eis a íntegra (PDF – 104 kB).

Os técnicos da PF escolhidos por Toffoli só poderão fazer a perícia com o acompanhamento da Procuradoria Geral da República.

ÍNTEGRA

Leia abaixo a íntegra da resposta enviada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para o ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master no STF:

“O DIRETOR-GERAL DA POLÍCIA FEDERAL, no uso de suas atribuições legais e institucionais, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, em atenção à determinação para que se esclareçam as razões do não cumprimento da decisão no prazo de 24 (vinte e quatro) horas inicialmente fixado, expor e requerer o que segue.

“DA IMPOSSIBILIDADE OPERACIONAL DE CUMPRIMENTO NO PRAZO INICIALMENTE FIXADO

“O não cumprimento da decisão exarada no dia 12/01/2026, no exíguo prazo de 24 horas, decorreu de circunstâncias estritamente operacionais, alheias a qualquer intenção de descumprimento de ordem judicial, e plenamente justificadas no contexto concreto da investigação.

“Conforme já detalhado em petições anteriormente encaminhadas a esse Supremo Tribunal Federal, encontravam-se pendentes, à época, confirmações atualizadas de endereços de determinados alvos, alguns dos quais estavam em deslocamento ou em viagem, o que demandava diligências prévias mínimas para garantir a efetividade, a segurança e a legalidade dos atos de polícia judiciária a serem praticados.

“Some-se a isso o fato de que as pessoas relacionadas aos fatos investigados detêm elevado poder aquisitivo, circunstância que facilita sobremaneira a mobilidade tanto em território nacional quanto no exterior. Ademais, o mês de janeiro é sabidamente um período em que deslocamentos e viagens se intensificam, o que torna ainda mais instável a fixação de endereços para o cumprimento de medidas judiciais.

“Nessas condições, escapa ao controle da Polícia Federal a estabilização prévia e duradoura dos locais onde os alvos serão efetivamente encontrados, sendo as confirmações de endereço necessariamente dinâmicas e sujeitas a alterações de última hora, circunstância absolutamente comum e esperada em operações de polícia judiciária envolvendo investigados com alto grau de mobilidade. A deflagração das medidas sem tais cautelas mínimas poderia resultar em diligências frustradas, riscos operacionais desnecessários e prejuízo à própria finalidade da decisão judicial.

 “DA PRÉVIA COMUNICAÇÃO A VOSSA EXCELÊNCIA

“Ressalte-se que tais limitações operacionais não foram supervenientes nem tampouco omitidas. Ao contrário, foram devidamente comunicadas a esse Supremo Tribunal Federal, por meio de manifestações formais da Polícia Federal, antes do decurso do prazo inicialmente fixado, exatamente com o objetivo de preservar a efetividade da decisão e evitar prejuízos irreversíveis à investigação. Ademais, este subscritor pessoalmente informou previamente ao Gabinete de Vossa Excelência tal impossibilidade em ligação telefônica realizada no dia 11 de janeiro e, novamente, por mensagem de whatsapp na manhã do dia 12 de janeiro.

“Acrescente-se que, até o presente momento, ainda não foi disponibilizado acesso à PET nº 15.198 ao grupo padrão da Polícia Federal no sistema de peticionamento eletrônico deste Supremo Tribunal Federal, circunstância que igualmente impactou o regular andamento dos trabalhos. A ausência de acesso integral e tempestivo aos autos dificultou a adequada ciência formal dos exatos contornos da decisão e a adoção das providências administrativas e operacionais correlatas, especialmente em contexto de elevada complexidade investigativa e de sobreposição de operações sensíveis.

“DO CONFLITO LOGÍSTICO COM OUTRAS OPERAÇÕES PREVIAMENTE PROGRAMADAS

“Acrescente-se, ainda, que, na mesma data fixada para o cumprimento da decisão em questão, já se encontravam programadas diversas outras operações de polícia judiciária de grande envergadura, inclusive uma fase de operação determinada por este Supremo Tribunal Federal, qual seja, a 9ª fase da Operação Overclean, amplamente noticiada pela imprensa nacional.

“Além disso, registre-se que no dia 13 de janeiro de 2026, somente no âmbito da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado – DICOR, foram deflagradas 7 (sete) operações policiais, independentemente da mencionada 9ª fase da Operação Overclean. Tal cenário evidencia a sobrecarga operacional extraordinária vivenciada pela Polícia Federal naquela data, envolvendo a mobilização simultânea de grande efetivo, meios logísticos sensíveis e coordenação complexa de ações em diferentes unidades da Federação.

“Operações dessa natureza demandam planejamento prévio detalhado e não comportam remanejamento ou suspensão imediata sem grave comprometimento da segurança das equipes, da eficácia das medidas judiciais e da própria integridade das investigações em curso.

“DA DETERMINAÇÃO DE LACRAÇÃO E ACAUTELAMENTO DE BENS NO GABINETE DO MINISTRO RELATOR

“Cumpre, por fim, enfrentar a determinação para que todos os bens apreendidos sejam lacrados e acautelados no gabinete de Vossa Excelência.

“Com a máxima deferência, a referida medida, embora compreensível sob a ótica do controle judicial, inviabiliza, na prática, o adequado desenvolvimento da investigação, ao retirar da Polícia Federal a possibilidade de explorar as chamadas “horas de ouro”, correspondentes ao período imediatamente posterior à deflagração de uma operação de polícia judiciária.

“Um dos prejuízos mais graves decorrentes dessa impossibilidade refere-se aos aparelhos celulares apreendidos. Em relação a determinados dispositivos, a não realização imediata dos procedimentos técnicos de extração e preservação de dados pode acarretar a perda definitiva do acesso às informações neles contidas, seja por mecanismos automáticos de criptografia, bloqueio remoto ou autodestruição lógica de dados.

“Tal cenário representa risco concreto de frustração grave e irreversível da atividade investigativa, com impacto direto na reconstrução dos fatos, na identificação de coautores e na produção de provas relevantes

“DOS PEDIDOS

 “Diante do exposto, a Polícia Federal requer, respeitosamente, que Vossa Excelência:

“a)  reconheça que o não cumprimento da decisão no prazo inicialmente fixado decorreu de impossibilidade operacional concreta, previamente comunicada e devidamente justificada; e

“b)  reconsidere a determinação de lacração e acautelamento dos bens no gabinete, autorizando que os materiais apreendidos, especialmente dispositivos eletrônicos, permaneçam sob custódia da Polícia Federal para imediata exploração técnico-pericial, de modo a evitar prejuízo irreparável à investigação.

“Nesses termos, renova-se o compromisso institucional da Polícia Federal com o estrito cumprimento das decisões deste Supremo Tribunal Federal e com a condução técnica, responsável e eficiente da investigação”.

Andrei Rodrigues

14 de janeiro de 2026

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frente fria provoca temporais e chuva forte pelo país; confira

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A sexta-feira (16/1) deve ser de instabilidade climática em quase todo o país. A formação de uma frente fria que avança pelo Sul do país provoca temporais nos estados da região. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), volumes de até 100 mm/dia, e ventos que chegam a 100 km/h, atingem grande parte do Rio Grande do Sul, além do leste de Santa Catarina.

Conforme o órgão, o estado gaúcho está sob alerta de “perigo” para temporais, enquanto Santa Catarina e Paraná, estão sob aviso de “perigo potencial”. Mesmo com o grande volume de chuvas, os termômetros marcam 33°C em Porto Alegre (RS), 34°C em Florianópolis (SC) e 31°C em Curitiba (PR).

Temporais em quase todo o país

Segundo o Inmet, pancadas de chuva de 50 mm/dia, acompanhadas de ventos intensos, também são esperadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Apesar das precipitações, as altas temperaturas persistem na região. A máxima é de 37°C na capital fluminense, além de 30°C na paulista e em Belo Horizonte (MG).

Mais intensa, a convergência de umidade vinda da Amazônia eleva a possibilidade de pancadas rápidas, típicas do verão, na região Centro-Oeste do Brasil. Estados como Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, terão, igualmente, um dia abafado. São esperados até 35°C em Cuiabá (MT), 32°C em Goiânia (GO) e 29°C em Brasília (DF).

Já no Norte do país, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue favorecendo o calor e a umidade, o que aumenta a chance de tempestades, sobretudo à tarde. A máxima é de 33°C em Macapá (AP) e Manaus (AM), além de 31°C em Rio Branco (AC).

O Nordeste do país não deve ser atingido pelas chuvas. O predomínio é de tempo firme, ar seco, índices de umidade abaixo dos 20% em vários pontos e somente no litoral tem circulação de umidade e condição rápida para chuva. A região lida ainda com os efeitos do índice de umidade abaixo dos 20% — responsável por causar sensações de desconforto e ressecamento.

A máxima chega a 31°C em Natal (RN), 35°C em Teresina (PI), e 31°C em Salvador (BA). A previsão é de tempo firme, com raras pancadas pontuais na parte litorânea.

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Com o Fundo Garantidor de Crédito pagando as aplicações do Banco Master, 1,6 milhão de investidores vão ter de decidir o que fazer com os R$ 41 bilhões que receberão de volta. O valor médio, de R$ 25 mil por investidor, ante o teto de R$ 250 mil garantidos pelo FGC, mostra que há muitas quantias pequenas de investidores sem muito conhecimento de mercado e que devem estar escaldados após a quebra do banco e o susto com a demora na devolução do dinheiro.

O mais provável é que o destino desses recursos seja aplicações conservadoras de renda fixa, diz João Arthur, CIO da Suno Wealth. “Temos de partir do pressuposto de que geralmente o dinheiro de CDBs, qualquer que seja o indexador, CDI, pré ou IPCA, era para ser aplicação conservadora ou no máximo moderada”, afirma. “Ele tinha esse carimbo, mas a aplicação se mostrou mais arriscada do que deveria, mesmo com algumas pessoas apontando esse risco há muito tempo”, acrescenta.

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Impacto financeiro e psicológico

Para Arthur, por mais que pessoa vá receber o dinheiro de volta pelo FGC, o processo todo teve um impacto, financeiro e psicológico. Do decreto de liquidação do Master até o pagamento, o dinheiro ficou sem render por quase três meses, o que pode levar o ganho a ficar até abaixo do CDI.

Para ele, como o investidor se deparou com um risco que não esperava, quando o dinheiro voltar, irá para aplicações mais conservadoras.

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Tesouro Selic

E aí a opção seria o Tesouro Selic, ou LFT, porque é a aplicação mais conservadora do Tesouro Direto, explica Arthur. Além disso, a taxa Selic está hoje em 15% e, mesmo com a expectativa de queda ao longo de 2026, seguirá atrativa. “O mercado, segundo o relatório Focus, projeta a Selic em 12,25% no fim do ano, e o mais otimista do mercado fala em 11%, mas na prática vamos ter uma Selic média muito alta”, explica o executivo, lembrando que o juro “sobe de elevador, mas desce de escada, devagar, 0,25 ponto, 0,50 ponto a cada reunião”. Por isso o Tesouro Selic deve continuar sendo uma boa opção para esse capital.

CDB de bancão

Outro destino podem ser os títulos bancários de primeira linha, o que deve ser até uma consequência dessa crise, acredita Arthur. Segundo ele, os investidores devem passar a priorizar títulos de bancos de primeira linha, de grandes bancos como Bradesco, Itaú Unibanco, BTG Pactual e Santander Brasil, que vão passar a ter suas LCAs e LCIs e seus CDBs mais demandados.

“Os investidores vão ter um retorno menor, é óbvio, mas porque o risco é menor, pois não se espera que essas instituições passem pela situação que o Master passou”, diz.

Outra aplicação, mas que demanda um pouco mais de cuidado na análise, são os fundos abertos de renda fixa. “Aí o investidor precisa ver a liquidez do fundo, se o resgate é em 5, 10 ou 30 dias, se isso é condizente com o perfil do investidor, e analisar também os ativos e passivos desse fundo”, afirma Arthur.

O ativo são as debentures que esses fundos compram, e o executivo observa que hoje esses papéis estão com um spread ou prêmio de crédito, que é quanto a empresa paga acima do juro dos títulos públicos, um pouco baixo. “Então é preciso analisar se está compensando a relação risco-retorno”, diz.

Perfil de investidor importa

O investidor precisa também verificar o perfil do passivo do fundo, ou seja, quem aplica nele. Se o fundo for muito concentrado no varejo e se ocorrer um estresse no mercado e o prêmio das debêntures subir, provocando prejuízos para as cotas, pode haver um movimento forte de resgates e o fundo teria de vender papéis em um momento ruim e com prejuízo para cobrir os saques, o que ampliaria as perdas.

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“Então, dá para investir nesses fundos, desde que com muito critério, selecionando fundos que tenham um passivo bem pulverizado, bem estabilizado, e uma base de investidores de longo prazo”, afirma Arthur.

Rendimento magro nos isentos

Com relação aos papéis isentos, o executivo da Suno diz que a preocupação é que a maioria dos papeis está hoje com spreads muito apertados. Segundo ele, esses títulos chegaram a pagar 0,4 ponto percentual menos que os títulos públicos semelhantes e agora esse spread está zerado. “O prêmio melhorou um pouco, mas na minha visão ainda é preciso muito cuidado para ver se não se está correndo um risco muito alto sem ter um ganho bom em troca”, diz.

E há ainda o risco de liquidez, que é muito menor que a dos títulos públicos e que pode complicar a vida de quem precisar do dinheiro antes do vencimento. “Então precisa ver se você está sendo compensado por esses dois riscos”, diz.

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Preguiça bem renumerada

Sobre a tentação de investir em bolsa depois da forte alta do ano passado, Arthur diz que o investidor precisa respeitar seu perfil de risco. Além disso, com o ganho atual da renda fixa, o investidor pode ter retornos altos sem precisar se arriscar na renda variável. “O Brasil é um país que remunera muito bem a preguiça, é só colocar o dinheiro no CDI e não fazer besteira que ele chega lá.”

Hora do freio de arrumação

Para Patrícia Palomo, planejadora financeira CFP pela Planejar, o pequeno investidor que tinha CDB do Master se vê diante de uma situação que mistura alívio e desconforto, pois mesmo o dinheiro retornando, a confiança fica abalada.

Segundo ela, com os recursos liberados, a decisão mais racional não é correr para substituir o investimento perdido por outro com rentabilidade semelhante, e sim usar esse momento para reorganizar a estratégia, entendendo para o que aquele dinheiro serve, qual o prazo real de uso e qual grau de risco é compatível com sua tranquilidade financeira.

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“Em muitos casos, o primeiro movimento adequado é estacionar os recursos temporariamente em aplicações de altíssima liquidez e baixo risco, ganhando tempo para decidir com clareza, sem a pressão do ‘preciso reaplicar agora’”.

Espaço para diversificar

Considerando um valor médio de R$ 25 mil, o investidor tem um leque amplo dentro da renda fixa que não exige assumir riscos excessivos, afirma Patrícia. É possível utilizar títulos públicos atrelados à taxa básica de juros para liquidez e estabilidade, combinar parte do valor com títulos indexados à inflação para preservação do poder de compra ao longo do tempo, ou ainda recorrer a CDBs, LCIs ou LCAs de instituições mais sólidas, respeitando prazos e entendendo exatamente a remuneração líquida.

O valor também permite dividir o dinheiro em mais de um produto, o que reduz a dependência de um único emissor e transforma a renda fixa em um instrumento de proteção e organização patrimonial, e não apenas de rentabilidade.

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Garantido, “pero no mucho”

Ao reaplicar esse valor, o principal cuidado, segundo ela, é não repetir o erro que normalmente antecede casos como o do Master, que é decidir com base apenas na taxa prometida. “É fundamental olhar quem é o emissor, qual é a solidez do balanço, como funciona a liquidez do produto e em que situação o dinheiro pode ser resgatado sem perdas relevantes”, diz.

Ela acrescenta que é essencial compreender que a existência do FGC não transforma qualquer investimento em seguro, porque o processo de ressarcimento envolve tempo, burocracia e estresse, fatores que raramente entram no cálculo inicial do investidor.

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Caso das crianças desaparecidas em Bacabal entra no 13° dia de buscas

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O desaparecimento de Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4, no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão, entra, nesta sexta-feira (16/1), no 13º dia de buscas sem um desfecho. O caso segue cercado de mistério e mobiliza uma grande força-tarefa formada por agentes de segurança, bombeiros, militares do Exército e mais de 1 mil voluntários.

Nessa quinta-feira (15/1), as investigações tiveram um avanço significativo após relatos de Anderson Kauan, de 8 anos, ajudarem a polícia localizar o local onde as três crianças teriam passado ao menos uma noite.

Anderson Kauan, primo das crianças, desapareceu junto com Isabelle e Michael, no dia 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois. Debilitado e sem roupas, o menino foi localizado em uma área de mata a cerca de 4 quilômetros do ponto onde o trio havia sido visto pela última vez.

“Casa caída”

A partir da escuta especializada de Anderson Kauan, conduzida por profissionais capacitados, os investigadores conseguiram reconstruir parte do trajeto percorrido pelas crianças.

O menino relatou que ele e os primos passaram ao menos uma noite em uma cabana improvisada e abandonada na mata, conhecida pelos moradores como “casa caída”.

Caso das crianças desaparecidas em Bacabal entra no 13° dia de buscas - destaque galeria

Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA

Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA

Crianças desaparecidas em Bacabal
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Crianças desaparecidas em Bacabal

Arquivo pessoal

Bombeiros fazem varredura em lago para encontrar pistas sobre paradeiro de crianças de Bacabal
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Bombeiros fazem varredura em lago para encontrar pistas sobre paradeiro de crianças de Bacabal

Bombeiros MA/Reprodução

Com base nas descrições, as equipes localizaram um ponto que correspondia ao relato do menino. O local foi fotografado e as imagens apresentadas a Kauan, que reconheceu repetidas vezes o espaço como sendo onde o grupo dormiu.

Cães farejadores foram acionados para confirmar tecnicamente a informação. Segundo a força-tarefa, a confirmação olfativa indicou que as três crianças estiveram no local.

Apesar das buscas minuciosas na área, nenhum outro vestígio que levasse ao paradeiro de Isabelle e Michael foi encontrado.

Estratégia usada nas buscas mudou

Com o esgotamento das buscas terrestres na região da “casa caída”, a estratégia usada na operação foi redirecionada. As equipes passaram a intensificar varreduras em rios, áreas alagadas e no Lago Limpo, nas proximidades de onde as crianças desapareceram.

Mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão atuam no local, enquanto embarcações fazem patrulhamento fluvial.

As buscas também enfrentam dificuldades provocadas pelas condições climáticas, já que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de chuvas intensas para a região.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, diversas hipóteses seguem sendo analisadas, e as investigações continuam em andamento.

Força-tarefa ampliada e recompensa

Atualmente, agentes das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e militares do Exército participam da operação, além mais de 1 mil voluntários. Helicópteros, drones e cães farejadores seguem sendo utilizados.

Desde o dia 9 de janeiro, a Prefeitura de Bacabal oferece uma recompensa de R$ 20 mil por informações que levem à localização das crianças. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.

O prefeito informou que não se discute qualquer tipo de suspensão ou paralisação dos trabalhos. A operação é descrita como permanente, mantendo as prioridades necessárias para o encontro das crianças.

Força-tarefa sofre perda durante as buscas

Durante os trabalhos de busca dessa quinta, a força-tarefa enfrentou uma perda. A cadela Iara, de 5 anos, do Corpo de Bombeiros do Ceará, morreu enquanto atuava nas buscas pelas crianças em Bacabal. O óbito do animal foi confirmado nessa quinta pelo prefeito Roberto Costa.

Segundo a corporação, Iara havia sido deslocada ao Maranhão para reforçar os trabalhos com cães farejadores. O animal passou a apresentar sintomas compatíveis com torção gástrica já nas proximidades do destino final da missão e morreu em decorrência de uma entorse abdominal.

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O dia em que o diplomata filho de diarista conheceu o presidente

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Ele viralizou. Após o Metrópoles contar a história de superação do garçom filho de diarista que virou diplomata, Douglas Rocha Almeida foi parar no Palácio do Planalto, apertando a mão do presidente da República, ao lado da mãe, toda orgulhosa. Mais uma vez, ele detalhou à reportagem como aconteceu esse encontro histórico.

Douglas foi chamado para comparecer à sede do Poder Executivo nessa quarta-feira (14/1), às 10h. A única informação que tinha era de que conheceria o embaixador Fernando Igreja, do cerimonial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já no palácio, ele foi recepcionado pelo diplomata Hugo Lins, que lhe mostrou o lugar.

“Conversamos longamente. Por volta de meio-dia, encontrei-me na sala do embaixador. Nós conversamos sobre a carreira, ele me parabenizou e perguntou se haveria a possibilidade de eu ter uma audiência com o presidente Lula e se minha mãe poderia participar do encontro”.

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O dia em que o diplomata filho de diarista conheceu o presidente da República
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O dia em que o diplomata filho de diarista conheceu o presidente da República

Arquivo pessoal

Dona Cida, porém, estava longe do centro de Brasília. Em casa, a cerca de 60km de distância, em Luziânia, cidade do Entorno do Distrito Federal. Contudo, a esposa de Douglas, Hellen Leite, estava a caminho da capital e deu uma carona à sogra, que ficou muito entusiasmada para conhecer o presidente.

“Até ela chegar, fui com o embaixador e alguns diplomatas almoçar em um restaurante na Vila Planalto. A gente pediu a comida e logo em seguida ela chegou. Depois, voltamos ao Planalto, por volta das 14h30. Eu e minha mãe então esperamos ser chamados em um mezanino. Era a tão sonhada reunião com o presidente Lula, né? A gente estava ali na maior expectativa e minha mãe, radiante. Tirei várias fotos dela por lá — tem inclusive uma mesa que conta a história do presidente nessa ala e ela ficou encantada, queria tirar foto com a mesa”, relembra achando graça.

Chegada a hora

Por volta das 15h30, eles foram encaminhados ao gabinete presidencial após deixarem os celulares na recepção. “Entramos na sala eu, minha mãe e o embaixador Igreja. Lá estavam o presidente Lula; a primeira-dama, Janja da Silva; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e toda a equipe de comunicação, todos nos filmando”.

“O presidente Lula então abraçou a minha mãe de uma forma muito calorosa, deu um beijo no rosto dela, que a deixou bastante feliz e emocionada. Depois, ele me cumprimentou, a gente deu um abraço forte e teve uma conversa que durou cerca de 30 minutos — não é qualquer autoridade que tem esse tempo com o presidente, não hein”, afirmou orgulhoso.

Segundo o diplomata, Lula se interessou bastante por sua história e foi muito atento na escuta, mas quem brilhou mesmo foi Dona Cida, que contou com detalhes sua trajetória, fonte de inspiração para o filho.

“A minha mãe disse que saiu da roça, em Minas Gerais, onde trabalhava desde os oito anos de idade plantando mandioca. Com o dinheiro que ganhava, ela conseguia comprar as Havaianas que usava. Disse ainda que a minha avó deixava que ela estudasse na escola duas vezes por semana, mas pedia que ela trabalhasse na roça três vezes”.

“Depois disso, ela falou que, aos 13, veio a Brasília para trabalhar como empregada doméstica. Um casal a trouxe de São Francisco, mas o homem, depois de um tempo, começou a assediá-la. Ela então reportou o caso à patroa, mas acabou sendo expulsa da casa. O homem inventou que a minha mãe o estava provocando. Foi quando ela precisou dormir na rua, por um dia”.

Na manhã seguinte, Cida contou que uma senhora a encontrou na rua e a chamou para trabalhar em sua casa. Mesmo sem poder pagar um salário, ela ofereceu um lugar para morar, comida e roupas. A casa, coincidentemente, era de um diplomata espanhol, onde Dona Cida ficou por muitos anos. 

A mãe de Douglas ainda disse a Lula que tinha um sonho antigo de ser policial e o presidente a incentivou a estudar e buscar esse sonho – Dona Cida tem formação apenas até o 4º anos escolar e criou sozinha os filhos enquanto trabalhava.

 

 

Depois, Douglas também contou sua história inspiradora, assim como fez ao Metrópoles. “Falei da minha educação, sempre em escola pública. Falei do ProUni, programa lançado pelo próprio presidente Lula em seu governo passado, e que ele e o ministro Haddad demonstraram bastante interesse. Falei do mestrado, que eu tive bolsa Capes e o que me inspirou para a carreira da diplomacia. Foi uma conversa longa e bastante emocionante.”

No fim, eles tiraram muitas fotos oficiais e saíram realizados do momento único. Dona Cida disse que ficou com as pernas bambas. “Depois, a gente dirigiu do Planalto para Luziânia, e ela não parava com o celular, conversando com os familiares, com amigos, contando o que aconteceu, mandando muitos áudios. Enfim, muito felizes”.

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