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Parceria com os EUA vai combater o tráfico de armas e drogas


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Os presidentes Lula e Trump discursaram na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York: sinais de normalização na relação Brasil-EUA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou, nesta sexta-feira (10), um acordo de cooperação entre a Receita Federal do Brasil e o órgão de fiscalização fronteiriça dos Estados Unidos para combater o tráfico de drogas e armas entre os dois países.

A parceria prevê que autoridades americanas compartilhem com o Brasil imagens de raio-x e relatórios de inteligência de containers com destino ao Brasil, ao passo que os brasileiros também enviarão aos EUA dados sobre apreensões de armas e drogas com origem americana.

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Segundo o Ministério da Fazenda, a nova iniciativa, chamada de MIT (“time de interdição mútua”, na sigla em inglês), é fruto das conversas entre os presidentes Lula e Donald Trump.

Ocorre, também, enquanto os Estados Unidos discutem a ideia de classificar o PCC e o Comando Vermelho – duas maiores facções criminosas do Brasil – como organizações terroristas.

O ministro da Fazenda, porém, diz que os americanos não trouxeram esse tema para as conversas com o Brasil e afirma que soube do assunto pela imprensa.

Após dois encontros presenciais, o presidente Lula ligou para Trump em dezembro do ano passado e defendeu cooperação com os americanos no combate ao crime organizado internacional, de acordo com o Itamaraty.

No telefonema, Lula teria destacado recentes operações realizadas no Brasil pelo Governo Federal para “asfixiar financeiramente o crime organizado”, identificando ramificações que operam a partir do exterior, segundo registrou comunicado do Itamaraty.

A ligação se deu em meio à escalada militar sem precedentes promovida pelos EUA no mar do Caribe.

O país explodiu barcos e mobilizou uma grande armada sob o pretexto de combater o narcotráfico na região – essa mobilização culminou no sequestro do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

Como mostrou a Folha, Lula propôs à Trump um plano com quatro pontos principais –cooperação para combater a lavagem de dinheiro, mirando criminosos brasileiros que transferem recursos para empresas de fachada nos EUA; bloqueio de ativos nos EUA; colaboração entre autoridades alfandegárias; e intensificação do intercâmbio de informações sobre transações com criptoativos.

Em troca, o Governo americano pediu que o Brasil recebesse estrangeiros capturados em solo americano, a exemplo do que já faz El Salvador na prisão Cecot, conhecida por violações do direitos humanos.

Também pediram que o Brasil apresentasse um plano para acabar com o PCC, o Comando Vermelho, o Hezbollah e as organizações criminosas chinesas em solo brasileiro, segundo um alto funcionário americano.

Em março deste ano, o jornal americano New York Times revelou que os Estados Unidos avaliavam classificar o PCC e o Comando Vermelho – as duas maiores facções criminosas do Brasil – como organizações terroristas.

O Ggoverno se opõe a medida, que poderia abrir brecha para intervenções estrangeiras em solo nacional.

As negociações precedem um encontro futuro entre Trump e Lula, em Washington, que deveria ocorrer em março, mas foi adiado.





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