Início GERAL Pesquisa eleitoral indica que MT caminha para eleição em 2 turnos

Pesquisa eleitoral indica que MT caminha para eleição em 2 turnos


Reprodução/TSE

A levar em conta as recentes pesquisas de intenção de voto, a estimativa é de que a eleição para o Governo de MT, neste ano, será decidida em segundo turno

Como costuma ocorrer nos períodos eleitorais, o pós-carnaval deu início em definitivo às atividades políticas no Brasil. Ainda que meio cambaleando, pois o Poder Público, culturalmente, só começa suas atividades após a Festa de Momo.

Mas o processo começou, considerando as famosas (e polêmicas) pesquisas eleitorais que já vinham “assanhando” os principais pré-candidatos no segundo semestre de 2025.

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Só que, pela regra eleitoral, como estamos em ano de eleição, as pesquisas passam a ter, como exigência legal, o pedido de registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Neste ano, estarão em disputa a Presidência da República e vice; 27 cargos de governador de Estado e seus respectivos vices; 54 vagas (ou 2/3) dos senadores da República; 513 vagas de deputados federais; e 1.059 vagas de deputados estaduais.

São são três senadores por Estado ou um total de 81, mas 27 do atuais membros da Câmara Alta, eleitos ou reeleitos em 2022, estão no meio do mandato de oito anos.

As bancadas de deputados federai são divididas pelo número de eleitores, ficando, constitucionalmente, o Estado de São Paulo com a maior representatividade, com 70 vagas. Outros 11 Estados – entre eles, Mato Grosso -, com o mínimo constitucional de 8 deputados federais. Os demais estados, dividindo 355 vagas.

No caso dos deputados etaduais, são também proporcionalmente divididos pela população. São Paulo tem 94 deputados estaduais e 11 Estados, entre eles Mato Grosso, tem o mínimo constitucional estabelecido, que é de 24 deputados.

O maior problema é que pesquisa eleitoral se tornou um meio indireto de se fazer campanha eleitoral, seja ela antecipada ou não. E, mesmo existindo regras, elas acabam influenciando uma parte considerável do eleitorado, aqueles que os marqueteiros apresentam como indecisos e que decidem seu voto nas ultimas horas. E com uma tendência em aportar sua chancela (o voto) no candidato que tiver maiores chances de vitória.

Culturalmente, o brasileiro não gosta de perder seu voto, em que pese, nos últimos anos, o número de eleitores que deixam de comparecer às urnas. OU que comparecem, mas votam em branco ou anulam seus votos – número que tem crescido de forma exponencial.

A pesquisa do Instituto Percent, divulgada na segunda-feira (23),  não demonstrou muita diferença em relação aos últimos levantamentos da mesma empresa, no segundo semestre do ano passado. E, até mesmo, com certa semelhança entre outras avaliações e que demonstram a liderança do senador Wellington Fagundes (PL), seguido pelo também senador Jayme Campos (União) e pelo vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), na disputa pelo Governo do Estado.

Na disputa para as duas vagas no Senado, o (ainda) governador Mauro Mendes (União), principal avalista de Pivetta, contrariando o próprio partido em ter o senador Jayme Campos como candidato à sua sucessão, lidera nas intenções de voto, seguido pela deputada estadual Janaina Riva, presidente estadual do MDB.

Essa disputa, que promete ser uma das mais acirradas, ainda tem nomes de peso, como o ministro da Agricultura, senador licenciado Carlos Fávaro, presidente do PSD em Mato Grosso, que divide os votos tanto na esquerda como na direita, não pode e não deve ser desprezado. bem como o deputado federal José Medeiros, nome de preferência da cúpula do PL e da família Bolsonaro.

Ex-senador e ex-governador, o jurista Pedro Taques (PSB) também é um nome que não se pode desprezar, já que existe um forte sentimento de que ele teria feito um grande mandato como senador, mesmo tendo decepcionado como governador de Mato Grosso.

Mas o cenário está longe de repetir as disputas eleitorais do passado, quando o favorito nas pesquisas foi eleito no primeiro turno. E Mato Grosso caminha a passos largos, pela primeira vez, desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, para escolher o próximo governador em dois turnos.

O Estado só realizou dois turnos para presidente da República e para prefeito de Cuiabá, já que a Constituição estabelece que, nas capitais, independentemente do número de votantes, as eleições devem acontecer em dois turnos, caso os postulantes não atinjam 50% mais um voto.

Já nas cidades com mais de 200 mil eleitores, o que aproxima Várzea Grande de eventualmente ter que escolher futuramente nas eleições municipais de 2028 seu prefeito ou prefeita em dois turnos – em 2024, somou 190.862 eleitores – estando, portanto, a 9.138 mil votos de ter que realizar a escolha em dois turnos ou de exigir que o mais votado ou a mais votada supere os 50% mais um voto.

A pesquisa Percent não deixa dúvidas de que os atuais postulantes ainda precisam deslanchar suas campanhas eleitorais, se desejam estar mais próximos do eleitorado.

Só que uma outra novidade é a Pesquisa AtlasIntel. O instituto é que mais se aproximou dos resultados do segundo turno nas eleições em Cuiabá, em 2024. E nesta quarta-feira (25), ele divulga sua nova rodada de pesquisa presidencial, com 5 mil entrevistas.

Em Mato Grosso, conforme se apurou, inseriu cenário adverso do mensurado pela Percent, ao colocar como possível nome para o Governo o ex-prefeito de Cuiabá. Emanuel Pinheiro (PSD) – inclusive, derrotando o atual prefeito, Abílio Brunini (PL), em 2020, que liderou no primeiro turno e foi desbancado no segundo.

Emanuel foi prefeito da Capital maior colégio eleitoral de Mato Grosso, por dois mandatos, pelo MDB. Filiado ao PSD, há especulações de que ele poderia migrar para uma nova agremiação, pois, como está sem mandato, não há impedimento ou prazo para trocar de partido. A não ser o da eleição, que exige que o candidato esteja filiado até seis meses antes do pleito – portanto, até o início de Abril.

O PSD, até o momento, aposta suas fichas na candidatura da médica Natasha Slhessarenko, que já pontua nas pesquisas de forma até mesmo considerável, já que nunca disputou uma eleição, apesar de ser filha da ex-deputada e ex-senadora Serys Slhassarenko.

Emanuel Pinheiro, que já foi aliado de primeiro momento do governador Mauro Mendes, está hoje entre seus principais adversários políticos. E as pesadas criticas do ex-prefeito sempre deixam o atual chefe do Poder Executivo fora do prumo. Pela sua história política e de renascer após passar por derrotas, sempre será um nome a ser considerado em qualquer eleição.

Dentro de uma disputa que vai de presidente da República, passando por governador de Estado, senadora, deputado federal e deputado estadual, vale lembrar quem Mato Grosso foi o quinto Estado que, proporcionalmente, deu mais votos a Jair Bolsonaro em 2022: 59,84% do total contra 34,39% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no primeiro turno.

No segundo turno, o resultado foi de 65,08% para Bolsonaro no segundo turno e 34,92% para Lula da Silva. Isso levou institutos de pesquisa a manifestarem interesse em realizar pesquisas em Mato Grosso, como ocorrido em 2025.

Naquele ano, além da AtlasIntel, Quaest, Paraná Pesquisa, Real Time Big Data e Veritá, que estão entre os maiores do Brasil, realizaram pesquisas de intenção de votos em Mato Grosso, tanto para presidente da República como para governador e senador. E novamente deverão estar presentes, desde que cumpridas as formalidades legais da exigência eleitoral.

Resta saber se a Justiça Eleitoral tem controle ou mesmo meios para fiscalizar a ação destes institutos, que ganharam ainda mais influência por estarem nas plataformas digitais.

Ou seja, o eleitor tende a responder com mais frequência uma pesquisa via internet do que face a face, que é o modelo tradicional e que sempre apresentou resultados precisos, mas que deixaram de representar fidelidade de resultados, com a influências das mídias sociais e do que se convencionou chamar de “milicia digital”.

Aliás, em alguns casos, ficou comprovado que o uso de milicias digitais tornou a disputa desigual entre os candidatos. O que levou à Justiça Eleitoral a punir candidatos, criando a figura da “fake news”, a propagação de mentiras nas redes sociais, em busca de conquistar votos, principalmente dos indecisos, que, em um país polarizado como o Brasil, tende a promover alteração nos resultados das urnas.

Por último vale lembrar que Jair Bolsonaro, antes de ser condenado pela Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão por crime contra a nação, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por crime eleitoral de propagação de fake news.





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