Início NACIONAL Petróleo supera US$ 100 e sobe mais de 50% em 1 mês

Petróleo supera US$ 100 e sobe mais de 50% em 1 mês


Escalada militar no Oriente Médio pressiona oferta global e eleva risco de inflação e juros altos em diversas economias

O petróleo Brent superou US$ 100 por barril depois da escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã. Em 1 mês, o preço da commodity subiu 56%. Neste domingo, o barril bateu US$ 108. 

A disparada reflete o temor do mercado com possíveis interrupções na produção e no transporte de petróleo por conta do conflito no Oriente Médio, região responsável por parcela relevante da oferta global.

A alta ganhou força no mercado internacional no domingo (8.mar.2026). A tensão militar ameaça rotas estratégicas de exportação e amplia o risco de escassez de petróleo.

O principal ponto de preocupação é o Estreito de Hormuz, passagem por onde circula aproximadamente 20% do petróleo transportado por navios no mundo.

O Brent é a principal referência internacional para contratos de petróleo e influencia diretamente o preço dos combustíveis em vários países. Quando o barril sobe, o custo da energia tende a aumentar em toda a economia.

Esse movimento pressiona índices de inflação. O petróleo é insumo relevante para transporte, indústria e logística, o que encarece combustíveis, fretes e produtos derivados.

O aumento dos preços também reduz o poder de compra das famílias e eleva os custos das empresas. Esse efeito costuma levar bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo para conter a inflação.

Economistas avaliam que um barril acima de US$ 100 amplia o risco de desaceleração econômica global, sobretudo se o conflito no Oriente Médio se prolongar ou afetar diretamente a produção da região.

A última vez que o petróleo ultrapassou esse patamar foi em 2022, quando a guerra na Ucrânia pressionou o mercado de energia e elevou os custos de combustíveis no mundo.

Caso as tensões entre Estados Unidos e Irã persistam, o preço do Brent pode subir ainda mais nos próximos meses, em um cenário de maior instabilidade no mercado internacional de energia.



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