Início NACIONAL PGR cita “disposição homicida” ao pedir condenação de kids pretos

PGR cita “disposição homicida” ao pedir condenação de kids pretos


O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (11/11) a condenação dos réus do núcleo 3 da trama golpista, composto por nove militares do Exército e um policial federal. Segundo Gonet, o grupo colocou “autoridades públicas na mira de medidas letais” e pressionou o alto escalão do Exército a executar o golpe de Estado.

“As investigações escancaram a declarada disposição homicida e brutal da Organização Criminosa, que para isso se articulou e lançou providências executórias devidamente armadas”, afirmou Gonet.

Nove dos 10 réus respondem por: organização criminosa armada; tentativa de golpe de Estado; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado. O tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior teve a denúncia atenuada para incitação ao crime.

O julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) teve início nesta terça-feira e tem sessões marcadas para dos dias 12, 18 e 19 de novembro. O colegiado é composto pelos minsitros Flávio Dino (presidente), Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e pela ministra Cármen Lúcia. Para a condenação ou absolvição dos réus, é preciso maioria de votos.

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Primeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretos

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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Primeira Turma do STF julga núcleo dos kids pretos

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Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo

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Ministro Flávio Dino

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Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo, único réu presente no julgamento do núcleo dos kids pretos

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Ministro Alexandre de Moraes

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Jeffrey Chiquini da Costa, advogado

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Jeffrey Chiquini da Costa, advogado

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PGR Paulo Gonet e Flávio Dino

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Ministro Cristiano Zanin

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Tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo

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O procurador-geral argumenta que os réus sabiam que as informações sobre fraude nas urnas eletrônicas não procediam, mas prosseguiram com a narrativa a fim de fortalecer a trama golpista.

Réus

  • General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira: acusado de dar aval aos planos golpistas e de incentivar Jair Bolsonaro a assinar um decreto de ruptura institucional.
  • Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima: apontado como autor de uma planilha que detalhava as etapas do golpe e de planejar ataques contra Lula, Alckmin e Moraes.
  • Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira: acusado de monitorar autoridades e participar de reunião com Braga Netto sobre mobilização popular.
  • Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo: suspeito de integrar o grupo encarregado da neutralização de autoridades.
  • Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto: que teria participado de reunião em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para pressionar generais a apoiar o golpe.
  • Coronel Fabrício Moreira de Bastos: acusado de atuar na pressão sobre comandantes militares.
  • Coronel Márcio Nunes de Resende Júnior: que teria redigido uma carta para convencer a cúpula das Forças Armadas a apoiar a ruptura democrática.
  • Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros: acusado de colaborar na redação da mesma carta.
  • Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior: denunciado por incitação ao crime, por estimular animosidade das Forças Armadas contra os Poderes. A PGR pediu que sua acusação fosse rebaixada, por falta de provas de envolvimento direto.
  • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal: acusado de monitorar Lula e repassar informações sobre sua segurança a aliados de Bolsonaro.



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