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‘Pobre se sacrifica e o dono Master dá golpe de R$ 40 bi’


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Dono do Master, Daniel Vorcaro é acusado de fraudes contra o sistema financeiro, incluindo emissão de títulos de crédito falsos

O presidente Lula (PT) fez críticas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e disse que a crise do banco evidencia as desigualdades financeiras no Brasil.

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões, e quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú”, disse Lula, durante evento em Maceió (AL), onde estava para um ato de entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida.

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Lula se referia ao valor do ressarcimento aos investidores com dinheiro no Banco Master por meio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos das instituições financeiras.

De acordo com o fundo, serão devolvidos R$ 40,6 bilhões a 800 mil pessoas, no maior resgate da história.

“Um cidadão que deu um desfalque de R$ 40 bilhões nesse país, e tem gente que defende, porque está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país”, continuou.

O presidente não esclareceu a quem se referia quando citou os supostos defensores de Vorcaro, que é acusado de fraudes contra o sistema financeiro, incluindo emissão de títulos de crédito falsos.

Ele chegou a ser preso em novembro, mas foi solto mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumpre prisão domiciliar em São Paulo.

Lula defendeu políticas públicas do seu governo, como reajustes reais do salário mínimo, o Bolsa Família e o programa de assistência odontológica Brasil Sorridente.

“Se nós não cuidarmos das pessoas mais pobres, elas vão ficar mais pobres”, disse.

O evento também mostrou a aproximação do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), mais conhecido como JHC, com Lula.

Ambos permaneceram sentados lado a lado e trocaram longas conversas ao pé do ouvido durante o ato.

Apesar de ter apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando trocou o PSB pelo PL, JHC vem ensaiando uma mudança de postura no último ano e fez um aceno público ao petista em seu discurso.

“A política tem que ter menos apontar os dedos e mais estender as mãos, e é isso que estou fazendo com o senhor hoje. É um pacto social, um pacto por Maceió, um pacto por Alagoas e um pacto pelo povo do nosso Brasil”, disse.

O evento contou com a participação de lideranças como o secretário-geral da Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e o ministro dos Transportes e ex-governador alagoano, Renan Filho (MDB).

Em seu discurso, Renan abriu as saudações com uma deferência a JHC e reafirmou o apoio do pai, o senador Renan Calheiros, que não estava presente, à reeleição do petista.

“O lugar de Renan em 2026 é onde Renan sempre esteve, ao lado do presidente Lula”, disse o ministro.

O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), que foi vaiado por parte do público, não estava na primeira fila de convidados.

A disputa pública entre Renan Calheiros e Arthur Lira, adversários políticos de longa data, arrefeceu nos últimos meses após a costura de um acordo amplo entre os grupos de ambos, de olho nas eleições de 2026, que incluiu articulações para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Em julho, Lula indicou a procuradora de Justiça de Alagoas Marluce Caldas Bezerra, tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), para uma vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo interlocutores, a indicação de Marluce está atrelada a uma promessa de JHC de não renunciar para disputar outros cargos nas eleições de 2026.

O acordo prevê que Lira possa concorrer ao Senado com o apoio de Lula, junto a Renan, que deve tentar a reeleição.

O senador licenciado Renan Filho (MDB), hoje no Ministério dos Transportes, vai tentar voltar ao governo de Alagoas, cargo que ocupou entre 2015 e 2022.

Já o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), em segundo mandato, não deve concorrer a outro cargo neste ano.

O acordo político também envolvia o projeto que aumenta a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, relatado por Lira na Câmara dos Deputados.

O governo avaliava que uma possível interferência de JHC nos planos eleitorais de Lira poderia levar o deputado a impor obstáculos à tramitação do projeto.

Entretanto, a ida do projeto ao Senado mostrou que a trégua entre Renan e Lira não é total.

Em outubro, o emedebista -que relatou o projeto no Senado- criticou modificações feitas pela Câmara no texto original enviado pelo Palácio do Planalto.





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