SÃO PAULO, 29 Jan (Reuters) – Após uma abertura positiva, o Ibovespa recuava no início da tarde desta quinta-feira, em linha com o cenário negativo do exterior, enquanto os investidores ainda avaliavam a decisão do Banco Central brasileiro, divulgada na véspera, que manteve a Selic inalterada em 15% mas indicou que poderá cortar os juros em março.
Às 12h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,38%, a 183.998,40 pontos. Na mínima, atingiu 183.343,91 pontos. No melhor momento, marcou 186.449,75 pontos. O volume financeiro somava R$10,23 bilhões.
Na quarta-feira, o BC decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria, e fez a indicação de que poderá fazer um corte de juros em março, mas enfatizando que manterá “a restrição adequada” para levar a inflação à meta de 3%.
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“O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o BC em comunicado.
Nesse sentido, o especialista em investimentos do Grupo Axia Investing, Felipe Sant’Anna, vê a sinalização do BC com certa cautela, avaliando que ela pode indicar apenas um corte pontual em março.
“Temos que analisar. Não se surpreenda se em março, por algum motivo, tivermos a manutenção [dos juros]”, disse Sant’Anna, citando como exemplo o fato dos dados do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), divulgados na manhã desta quinta-feira, terem iniciado 2026 com alta de 0,41%, depois de ter recuado no mês anterior, sob pressão tanto dos preços ao produtor quanto ao consumidor.
Outro ponto de atenção no plano doméstico na manhã desta quinta foi a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao portal Metrópoles, em que ele afirmou que “com certeza” deixará o governo em fevereiro, embora tenha dito que não pode dar uma data de saída sem combinar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No exterior, as bolsas de Nova York recuavam enquanto os agentes avaliavam os balanços de empresas de tecnologia e a decisão de juros do Federal Reserve, que manteve as taxas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na tarde de quarta-feira.
DESTAQUES
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- PETROBRAS PN (PETR4) se valorizava 2,84%, reduzindo as perdas do Ibovespa e em linha com a disparada do petróleo no exterior, que atingiu uma máxima de quatro meses. A companhia informou na quarta-feira que suas reservas provadas fecharam 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), versus 11,4 bilhões de boe em 2024, de acordo com fato relevante.
BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) tinha alta de 0,59%, enquanto BRADESCO PN (BBDC4) perdia 1,34%, ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) recuava 0,76%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) era negociado em queda de 1,31% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) recuava 2,15%.
- VALE ON (VALE3) subia 2,45%, em linha com o avanço dos contratos futuros do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), que subiram 1,78%.
- BRAVA ON (BRAV3) subia 2,715 e PRIO ON (PRIO3) avançava 2,59%, figurando entre as maiores altas do índice, acompanhando os ganhos do petróleo no exterior.






