O prefeito de Poconé, Jonas Eduardo Queiroz Moraes (Podemos), alvo da Operação Tolueno deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (29), negou qualquer envolvimento com facções criminosas e afirmou confiar na Justiça para esclarecer os fatos.
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A operação investiga a suspeita de que o atual gestor tenha recebido apoio financeiro de uma organização criminosa durante a campanha eleitoral em que foi eleito com 50,81% dos votos. De acordo com a PF, a apuração começou após denúncias de que um candidato estaria sendo financiado por uma facção.
Conforme a investigação, o chefe da organização teria efetuado pagamentos para custear um evento em prol do então candidato. Nesta fase, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Zona Eleitoral de Poconé, sem registro de prisões.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Jonas repudiou as acusações e disse que jamais manteve contato direto ou indireto com qualquer organização criminosa.
“Repudio veementemente qualquer acusação de associação com facções criminosas, bem como com qualquer prática que vá contra os princípios democráticos, legais, morais e religiosos que sempre pautaram a minha conduta pessoal e política. Nunca mantive nenhum contato, tampouco solicitei ou autorizei qualquer tipo de apoio ilícito durante o processo eleitoral”, afirmou.
O prefeito disse ainda estar à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos.
“Confio em Deus, reitero meu compromisso com a legalidade, com o respeito às instituições e com o povo que confiou em mim o seu voto. Sigo firme na defesa da justiça e da verdade”, declarou.
Além da Operação Tolueno, a Polícia Federal também deflagrou nesta sexta-feira a Operação Diobélia, que teve como alvo o ex-prefeito de Poconé, Clóvis Damião Martins. Nesse caso, as suspeitas envolvem a compra de votos em benefício da campanha de Jonas, supostamente financiada por Clóvis. O material apreendido também será analisado pelos investigadores.
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