Início NACIONAL Psol aciona PGR contra Nikolas por sugerir sequestro de Lula pelos EUA

Psol aciona PGR contra Nikolas por sugerir sequestro de Lula pelos EUA


O Psol acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR), nessa segunda-feira (5/1), contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por “sugerir o sequestro” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No último sábado, horas depois da operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o deputado Nikolas Ferreira publicou nas redes sociais uma montagem de Lula sendo capturado por militares norte-americanos. Na legenda, o parlamentar do PL escreveu:  “Ô Deus”.

A denúncia foi feita por Juliano Medeiros,  ex-presidente do PSol, e pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP). “É flagrante que Nikolas Ferreira tem insinuado apoio à eventual ingerência oriunda do poder de estado estadunidense contra a ordem institucional democrática”, diz trecho da ação.

De acordo com os nomes do PSol, a publicação de Nikolas Ferreira “atenta diretamente contra a soberania nacional e a integridade das instituições democráticas brasileiras”.

Pelas redes sociais, Juliano Medeiros anunciou ter acionado a PGR e afirmou que “ninguém está acima da lei”. “Nenhum parlamentar está protegido pela imunidade do cargo quando se trata de sugerir o sequestro do presidente do Brasil e uma invasão estrangeira”, escreveu em publicação no Twitter.

Denúncia no MPF

Mais cedo, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusados por ela de apologia a golpe de Estado. A deputada acusa os parlamentares de incitarem os Estados Unidos a invadirem o Brasil e citou publicações feitas nas redes sociais por eles no último sábado (3/1).

“Ambos, autoridades brasileiras que fizeram um juramento pelo nosso país, estão propondo que os Estados Unidos ataquem a nossa soberania. Não consigo compreender o profundo desejo dessa gente de ser submissa às vontades do presidente de outro país”, declarou a deputada, por meio das redes sociais.

No documento protocolado, a deputada do Psol alega que “a conduta dos representados revela gravidade institucional excepcional, sobretudo quando praticada por agentes políticos que se apresentam publicamente como defensores do patriotismo, ao mesmo tempo em que advogam a atuação repressiva de autoridades estrangeiras sobre o chefe de Estado brasileiro, em ataque à soberania nacional”.

No último sábado, em meio à invasão dos EUA à Venezuela, os parlamentares fizeram comentários em suas redes sociais sobre a situação. Em um post publicado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez a seguinte declaração: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

 





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