Marcha em 15 de abril, com militância e Lula, inicia mobilização até o Dia do Trabalhador
O PT articula uma mobilização nacional para o Dia do Trabalhador, em 1º de Maio, com atos nos 27 Estados em parceria com centrais sindicais e movimentos sociais. As manifestações terão como principal pauta o fim da escala de trabalho 6 x 1.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enviar ao Congresso, ainda nesta semana, um projeto de lei em regime de urgência para tratar do tema.
A informação foi confirmada ao Poder360 pelo secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares. Segundo ele, o partido já iniciou panfletagem em todo o país e lançou a campanha “Porta-vozes do Lula e da Democracia”, que ganha dimensão nacional a partir de 1º de Maio.
A mobilização terá um evento preparatório: a Marcha da Classe Trabalhadora, marcada para 15 de abril, em Brasília. A marcha será precedida de plenária da Conclat (Conferência da Classe Trabalhadora), que aprovará a Pauta da Classe Trabalhadora com prioridades para o período de 2026 a 2030. Ao final, lideranças sindicais se reúnem com Lula no Palácio do Planalto para entregar o documento.
A pauta deste ano reúne 68 itens. Entre os principais estão a redução da jornada de trabalho sem corte de salário, o fim da escala 6 x 1, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização e o enfrentamento ao feminicídio.
O PT também reunirá a militância de 23 a 26 de abril no Congresso Nacional do partido, antes do 1º de Maio.
A mobilização será o eixo da estratégia do PT para as eleições de 2026. O partido pretende mostrar força nas ruas e nas redes, combinando atos presenciais com uma ofensiva digital coordenada.
O fim da escala 6 x 1 é a principal bandeira das manifestações. O PT afirma que a jornada —6 dias de trabalho para cada dia de folga— esgota os trabalhadores e compromete o direito ao lazer, à convivência familiar e à cultura.
O contexto, porém, inclui um histórico recente de baixa mobilização. Em 2024, ato das centrais sindicais reuniu pouco mais de 1.600 pessoas no estacionamento da Neo Química Arena, em São Paulo, segundo levantamento da USP. Lula classificou o evento como “mal convocado” e criticou o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria Geral da Presidência.
No ano passado, o presidente desistiu de participar dos atos de 1º de Maio para evitar novo desgaste, decisão reforçada depois da revelação de fraudes no INSS.
Neste ano, a Secretaria-Geral da Presidência ainda não confirmou a realização de ato próprio.
Valadares também anunciou o lançamento de um novo aplicativo do PT, com recursos de gamificação e canal direto com filiados, além da campanha de porta-vozes para combater a desinformação e divulgar ações do governo. Um dos nomes citados para a função é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP).





