Início FINANÇAS qual vai depositar mais dividendos em 2025?

qual vai depositar mais dividendos em 2025?


O Itaú (ITUB4) registrou um lucro líquido recorrente gerencial de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2025, 14,3% superior ao mesmo período de 2024. Foi um resultado inabalável, disseram os analistas. Já sua holding, a Itaúsa (ITSA4), apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 4 bilhões, um crescimento de 11% na comparação com abril e junho do ano passado.

Apesar de o bancão privado normalmente ganhar os holofotes em épocas de resultados, é a holding que sai na frente quando o assunto é pagamento de dividendos – e, por enquanto, o dado atual mostra que em 2025 isso pode se repetir.

O dividend yield (indicador que mede o rendimento de uma ação apenas com o pagamento de dividendos) acumulado da Itaúsa entre 2019 e 2025 foi de 46,01%, enquanto a média anual foi de 6,57%.

Já o dividend yield acumulado do Itaú no mesmo período foi de 38,87%, e a média anual foi de 5,55%. Os dados são de levantamento da Quantum do ano passado atualizado com relatórios de corretoras.

Em 2025, a taxa de retorno com dividendo da Itaúsa está em 8,09%, com projeção para chegar perto de 9% até o final deste ano, enquanto a do Itaú está em 7,28%, com projeção para ficar abaixo dos 8%.

Dividend yield: Saiba para que serve e como calcular esse indicador

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Ano Itaúsa Itaú
2019 8,45% 7,53%
2020 5,50% 4,11%
2021 6,84% 4,06%
2022 4,23% 4,34%
2023 5,36% 3,70%
2024 7,54% 7,85%
2025* 8,09% 7,28%
Projetado para 2025** 9% 8%
Dividend yield acumulado do período 46,01% 38,87%
Média 6,57% 5,55%
Fonte: Quantum Finance e relatórios de corretoras
*Data de corte: 12/08/25
**Projetado por Axia Investing

Por que a holding pode pagar mais dividendos do que o Itaú?

Uma holding pode pagar mais proventos do que sua subsidiária porque tem uma estrutura administrativa mais compacta, menos necessidade de reinvestir seus lucros em inovações, tecnologia e outras demandas operacionais, segundo especialistas.

Além disso, uma holding tem um portfólio diversificado de empresas, o que contribui ainda mais para os proventos. A Itaúsa, por exemplo, tem 37,7% do Itaú Unibranco, mas também tem 48,9% da Copa Energia, 37,8% da Dexco (DXCO3), 29,5% da Alpargatas (ALPA4), 10,3% da Motiva (MOTV3), 12,9% da Aegea e 8% da NTS, segundo seu site.

“As holding possuem participação em mais de uma empresa, por isso seu resultado varia de acordo com a evolução do resultado das empresas das quais participa”, disse Wendell Finotti, CEO da Meu Dividendo.

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O que esperar dos dividendos para 2025?

A Itaúsa (ITSA4) anunciou na segunda-feira (11) que vai vai pagar R$ 2,7 bilhões (R$ 0,245 por ação) brutos em juros sobre capital próprio (JCP) no dia 29 de agosto. Os valores são relativos ao exercício social de 2025.

JCP é uma forma de remuneração que as empresas de capital aberto utilizam para distribuir parte de seus lucros aos acionistas. Diferente dos dividendos, ele é tributado na fonte com alíquota de 15%

“A Itaúsa tem uma política de remuneração aos acionistas que inclui pagamentos trimestrais e proventos adicionais. A projeção mínima para o segundo semestre de 2025 é de R$ 0,04 líquidos por ação (R$ 0,02 para o 3T25 e R$ 0,02 para o 4T25), com alta probabilidade de proventos adicionais serem anunciados, seguindo a tendência de remuneração atrativa aos acionistas”, disse Finotti.

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Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos da Axia Investing, disse que acredita que a polícia de distribuição de dividendos da holding será mantida, “sempre de olho no guidance do banco e diversificando seu portfólio”. “Mas não creio que o DY passe de 9%, por cautela e preservação de caixa, afinal de contas, temos uma eleição no radar e incertezas”, completou.

Já o Itaú divulgou na semana passada que aprovou o pagamento de JCP de R$ 0,3634 por ação também no dia 29. Terão direito os acionistas com posição acionária registrada ao fim do dia 18 de agosto. No mesmo dia, também ocorrerá o pagamento dos JCP já declarados em 29 de maio de 2025, no valor bruto de R$ 0,3341 por ação, equivalente a R$ 0,283985 líquidos por ação.

“Tem pelo menos uns 5 anos que escutamos promessas de aumento no DY para o Itaú, mas até agora nada de substancial, por isso, entendo que o DY deve ser manter na média dos últimos 12 meses, na casa de 8%”, falou Sant’Anna.

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FONTE

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