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Quem são os cotados para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça – CartaCapital


A entrega da carta de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ao presidente Lula (PT) nesta quinta-feira 8, acelerou a disputa por sua sucessão e ampliou o debate sobre a possível divisão da pasta. Lewandowski, que avisou que permanece no cargo até sexta-feira 9, havia manifestado desde dezembro sua intenção de deixar o governo alegando missão cumprida e cansaço.

Com a saída, três nomes despontam com mais força entre os cotados para assumir o Ministério da Justiça: o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho; e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado. Todos já circulavam nos bastidores, mas a confirmação da demissão do atual ministro reorganizou as apostas internas.

Todos têm predicados para se tornarem ministros. Andrei Rodrigues ganhou estofo após conduzir ações da PF consideradas estratégicas pelo governo, especialmente relacionadas à segurança institucional e investigações sobre a trama golpista. Já Vinicius Marques de Carvalho consolidou sua força após a atuação diante de investigações sobre fraudes no INSS. O nome de Pacheco, embora recorrente até para vaga no Supremo Tribunal Federal, enfrenta resistências devido à sinalização pública de que deseja se afastar da política ao fim do mandato, o que reduz a probabilidade de assumir a pasta.

Paralelamente, setores do PT trabalham para influenciar a decisão de Lula. O Setorial de Segurança Pública do partido enviou ao presidente do PT, Edinho Silva, uma carta solicitando que leve a Lula três nomes ligados à sigla para comandar um eventual Ministério da Segurança Pública, caso a divisão seja confirmada. 

A lista inclui o ex-ministro da Justiça Tarso Genro; a deputada federal e delegada Adriana Accorsi (GO); e Benedito Mariano, ex-ouvidor das polícias em São Paulo. A mensagem destaca que a segurança pública será tema central na disputa eleitoral deste ano e argumenta que a direita e a extrema-direita têm ocupado esse espaço político.

A recriação do Ministério da Segurança Pública voltou ao debate nas últimas semanas. Lula já afirmou que considera desmembrar a pasta caso a PEC da Segurança Pública avance no Congresso. A medida, discutida originalmente por razões administrativas, agora é avaliada também sob o impacto eleitoral: criar uma estrutura exclusiva para segurança enviaria o recado de que o governo está empenhado em enfrentar o tema, que ganhou centralidade no debate público.



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