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Ray Dalio diz que ‘ordem mundial acabou’ e alerta para risco de guerra


O megainvestidor Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, afirmou no sábado (14) que a ordem mundial estabelecida após 1945 “chegou ao fim” e que o mundo entrou em uma nova fase de disputa entre grandes potências – que, ao fim, pode terminar em uma nova guerra.

Em texto publicado no X, Dalio disse que isso ficou claro após aa Conferência de Segurança de Munique, onde líderes reconheceram o colapso do arranjo global que vigorou por décadas.

Nos últimos dias, o chanceler alemão Friedrich Merz declarou que “a ordem mundial como existiu por décadas não existe mais” e que o momento atual é de “política de grandes potências”, em que a liberdade “não é mais algo garantido”.

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Já o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que as antigas estruturas de segurança da Europa deixaram de existir e que o continente precisa se preparar para a guerra.

Enquanto isso, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o mundo entrou em uma “nova era geopolítica” porque o “velho mundo” acabou.

Choque entre potências

Dalio classificou o momento como parte do “Estágio 6” do que chama de “Grande Ciclo”, conceito desenvolvido em seu livro Princípios para Lidar com a Mudança na Ordem Mundial. Nessa fase, segundo ele, prevalecem a desordem, a ausência de regras eficazes e o choque entre grandes potências.

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O investidor afirma que, no plano internacional, o poder tende a se sobrepor a acordos e instituições como a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas, que não teriam força superior à das principais potências.

Ele lista cinco frentes de conflito entre países: guerras comerciais e econômicas, tecnológicas, de capitais, geopolíticas e militares. Segundo Dalio, as quatro primeiras costumam anteceder confrontos armados.

Risco de guerra

Dalio afirma que o maior risco de guerra militar surge quando potências com forças comparáveis enfrentam diferenças consideradas existenciais. Ele cita como potencial foco de tensão a disputa entre Estados Unidos e China por Taiwan.

Como exemplo histórico, o investidor relembra o período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, marcado por depressão econômica, protecionismo, ascensão de lideranças autocráticas e uma década de guerras econômicas antes do conflito aberto.

“Declínios [culturais] traumáticos podem levar a alguns dos piores períodos da história, quando grandes disputas por riqueza e poder se mostram extremamente custosas, tanto economicamente quanto em vidas humanas”, diz o bilionário.

“Vários impérios e dinastias se sustentaram por centenas de anos, e os Estados Unidos, com 245 anos, provaram ser um dos mais duradouros.”



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