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Redistribuição do Caso Master no STF reforça o protagonismo de indicados por Bolsonaro – CartaCapital


Eleito relator no sorteio que redistribuiu o caso sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça passa a chefiar as duas mais rumorosas investigações em curso na Corte, uma vez que também é o relator dos processos ligados à fraude contra aposentados e pensionistas do INSS.

As duas apurações, aliás, estão interligadas. Em dezembro, por exemplo, a CPMI do INSS aprovou a convocação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. A oitiva ocorrerá após o Carnaval.

Vorcaro entrou na mira do colegiado com o avanço da investigação de irregularidades na oferta de consignados. Relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que a convocação do banqueiro é necessária porque o Master é um dos principais alvos de reclamações sobre esses empréstimos.

O desenrolar dos trabalhos da Polícia Federal acerca da fraude do Master e do esquema contra aposentados pode, também, lançar nova luz sobre o chamado ‘núcleo político’ de sustentação a Vorcaro, podendo embaralhar o xadrez eleitoral.

Outro magistrado nomeado pelo ex-capitão também estará sob mais holofotes neste ano: Kassio Nunes Marques.

Atual vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ele substituirá Cármen Lúcia no comando da Corte em junho. Ou seja: estará na cadeira mais importante da Justiça Eleitoral durante o pleito de outubro.

Até aqui, os sinais emitidos pelo ministro indicam uma gestão menos intervencionista que as anteriores — antes de Cármen, Alexandre de Moraes supervisionou as eleições de 2022, não raramente expedindo decisões e votos dos quais Kassio discordava.

Por razões diferentes, André Mendonça e Kassio Nunes Marques terão destaque em um período no qual as atenções se dividirão entre os avanços nas investigações sobre Master e INSS, de um lado, e a condução do processo eleitoral, de outro, em um contexto de profunda incerteza a respeito do impacto da inteligência artificial e de novas estratégias de desinformação — frente a um presidente do TSE provavelmente menos disposto que seus antecessores a agir com rapidez e assertividade diante das avalanches de representações que inevitavelmente chegarão à Corte.



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