Início FINANÇAS Saiba como empresas de diferentes setores estão tirando as ideias criativas do...

Saiba como empresas de diferentes setores estão tirando as ideias criativas do papel


Iniciativas de diferentes organizações revelam como a criatividade pode fortalecer cultura, engajar colaboradores e gerar novos caminhos para resultados

De acordo com um levantamento da Deloitte, uma das maiores companhias de consultoria e auditoria do mundo, empresas com disposição para assumir riscos criativos têm 33% mais probabilidade de apresentar crescimento de receita no longo prazo. Mais do que uma habilidade individual, a criatividade no ambiente corporativo é um fator coletivo, capaz de gerar soluções mais humanas e transformadoras.

Nesse contexto, organizações e líderes são convidados a avaliar como estão criando espaços para novas ideias, seja por meio de projetos sociais, programas internos, dinâmicas de inovação ou ações que conectam colaboradores com diferentes públicos e desafios.

Confira, a seguir, exemplos de iniciativas que mostram como empresas estão tirando as ideias criativas do papel:

1. Campanhas que conectam cultura e estratégia
A GINGA, agência de publicidade independente que está no mercado há 23 anos, tem se destacado por desenvolver campanhas de marketing que exploram narrativas culturais, comportamento e tecnologia para gerar conexões reais entre marcas e público. A agência aposta em metodologias colaborativas, cocriação com comunidades e leitura contínua de tendências para criar soluções que vão além do marketing tradicional e ampliam o impacto das empresas.

Com um portfólio que engloba organizações como Friboi, Kopenhagen e Mercado Livre, esse olhar multidisciplinar permite que empresas acompanhem transformações sociais e se posicionem de forma mais autêntica e relevante. “Acreditamos que pensar diferente começa por entender as pessoas e o mundo ao redor delas. Nossas campanhas buscam unir estratégia e cultura para gerar resultados que façam sentido hoje e sustentem as marcas no futuro”, afirma Pedro Del Priore.

2. Inovação com propósito e tecnologia criativa
Criado pela arquiteta Marcia Monteiro e pelo designer de interiores Daniel Alves, o Arquiteto de Bolso nasceu em um trailer itinerante em São Paulo e virou referência ao unir tecnologia e metodologia própria para transformar ambientes de forma ágil e personalizada. Com consultorias de 90 minutos, imagens 2D/3D e guia de produtos, a empresa já transformou mais de 100 mil ambientes. Um acervo de mais de 2 milhões de imagens mapeou 30 estilos brasileiros e criou o Meu Decorado, decorado digital hiper-realista que valoriza imóveis e apoia vendas de construtoras e imobiliárias.

“Entendi que queria usar meu trabalho para gerar impacto real. O trailer foi o primeiro passo: colocamos o escritório na rua para ouvir dores verdadeiras e transformar o acesso ao serviço. Criatividade, para nós, não é estética: é criar modelos que façam sentido e resolvam problemas concretos”, afirma Marcia Monteiro, CEO e cofundadora. Para Daniel Alves, COO, CSO e cofundador, “unir método e tecnologia permitiu compreender as pessoas de um jeito que o mercado não conseguia, dando escala ao negócio, acelerando decisões e ampliando o acesso ao design de interiores.”

2. Criatividade aplicada à experiência dos colaboradores
A DEA Design, agência brasileira que une branding, comunicação e espaços para construir e promover experiências de marca, prova como a criatividade pode ir além da estética, tornando-se uma poderosa ferramenta estratégica capaz de transformar a dinâmica e os comportamentos dentro das empresas.

A abordagem criativa da agência, que já impactou em média mais de 50 mil colaboradores, parte de um princípio essencial: cada ambiente precisa refletir a essência da marca e da cultura das equipes que o ocupam. Em alguns projetos, isso significou integrar obras de artistas de diversos locais do Brasil para trazer inspiração e instigar a criatividade para time de desenvolvedores.

Em outros, a agência celebrou a diversidade cultural brasileira, transformando diferentes andares de um escritório em experiências visuais conectadas aos valores e às unidades de negócios. Em espaços voltados à colaboração e à inspiração, a DEA usou elementos de interatividade que permitem trocas, referências urbanas, como lambe-lambe, grafite e paletas de cores, criando uma atmosfera mais próxima da linguagem das pessoas que o ocupam.

Ana Paula Nemoto, gestora e sócia da DEA, resume a filosofia da agência: “Independentemente do conceito, o objetivo é sempre o mesmo: usar criatividade e design para impactar comportamentos, fortalecer a cultura e tornar o ambiente de trabalho mais vivo, significativo e principalmente conectado com as pessoas”.

4. Investimento em projetos sociais
Ao investir em projetos sociais, empresas têm encontrado uma forma concreta de estimular criatividade, fortalecer a cultura interna e gerar impacto nos territórios onde atuam. Aliado a esse propósito, o Atados, maior rede de engajamento social do Brasil, conecta organizações interessadas em voluntariado corporativo a iniciativas culturais e comunitárias que promovem experiências criativas fora do ambiente de trabalho.

Além de ampliar repertórios e promover novas conexões, esse tipo de ação gera outros resultados: renda local, visibilidade para talentos do território e fortalecimento de redes comunitárias. “Quando uma empresa investe em cultura e voluntariado, ela não só transforma o território, mas também se transforma no processo. A criatividade nasce do encontro com novas realidades”, destaca Daniel Morais, fundador do Atados.



FONTE

Google search engine