“Trazer o meu filho ao estádio e assistir ao jogo da seleção tem um significado muito grande. E a possibilidade de trazer dois acompanhantes, a experiência se tornou ainda melhor. Somos muito bem tratados desde o agendamento até o final do jogo. Realmente é um tratamento inclusivo. Irei inscrevê-lo sempre que puder, para que ele tenha a oportunidade de retornar mais vezes.” O relato emocionado de Juliane Aline Costa Campos, mãe do pequeno Davi, resume o impacto de uma iniciativa que tem transformado o acesso ao lazer em uma ferramenta de inclusão social em Mato Grosso.
A experiência vivida por ela e pelos filhos durante o jogo da Seleção Brasileira Feminina contra a Coreia do Sul, realizado no último sábado (11.4), na Arena Pantanal, integra uma ação do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Juliane também destacou o impacto do Camarote dos Autistas e a importância de iniciativas que promovem inclusão e acolhimento.
“Para nós, mães, que enfrentamos dificuldades na inclusão devido ao preconceito, essa iniciativa tem um valor imenso. O Camarote dos Autistas é um projeto que dá mais visibilidade aos autistas, principalmente em um estado como Mato Grosso”, avaliou.
Outro ponto ressaltado por ela foi a importância da Carteira de Identificação do Autista (CIA) no dia a dia das famílias.
“A carteira de identificação representa uma oportunidade para as pessoas entenderem a condição do autista. A criança pode apresentar reações que não são intencionais, e a carteirinha auxilia na compreensão. Com o cordão de identificação, ele tem benefícios, tanto para que as pessoas compreendam sua condição, quanto para ter prioridade em determinados atendimentos. Isso ajuda as pessoas a compreenderem e não agirem com preconceito. Com a identificação, percebem que a reação não é intencional, mas sim decorrente da condição”, explicou.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou a relevância da ação conjunta e o papel dos projetos sociais no desenvolvimento das crianças.
“Um momento de festa na Arena Pantanal, trazer em parceria com a Rotam mais de 100 crianças que fazem parte do projeto social Grêmio Rotam. Gostaria muito de agradecer ao comandante da Rotam, aos colegas que estão à frente desse projeto e colocar sempre a Setasc à disposição. Tirar as crianças da rua, tirar as crianças de uma situação perigosa, é o que vocês fazem de importante. É um privilégio poder proporcionar para tantas crianças assistirem ao jogo da seleção”, afirmou.
O projeto social do Grêmio Recreativo Esportivo é um projeto esportivo de prevenção primária à segurança pública, realizado pela Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do Batalhão da Rotam, que atende gratuitamente cerca de 300 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 17 anos.
“Para muitas dessas crianças, essa é a primeira vez dentro de um estádio, acompanhando um jogo da Seleção Brasileira. Essa parceria com a Setasc é fundamental, porque amplia horizontes e mostra que elas podem sonhar mais alto. O esporte já transforma a realidade delas no dia a dia, e momentos como esse fortalecem ainda mais esse processo de inclusão e cidadania”, ressaltou.
O Sargento PM Juniel Padilha, também ressaltou a relevância da iniciativa e o quanto a parceria contribui para ampliar o alcance do projeto social.
“Nosso objetivo é justamente abrir caminhos e criar novas perspectivas para essas crianças e adolescentes. Vivências como essa fazem com que eles passem a acreditar mais no próprio potencial e enxerguem novas possibilidades para o futuro. A parceria com a Setasc fortalece esse trabalho e permite que a gente alcance ainda mais jovens”, destacou.
Ao unir esporte, inclusão e políticas públicas, a ação reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso em proporcionar experiências significativas para crianças e adolescentes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade, mostrando que o acesso ao lazer também é um direito e uma poderosa ferramenta de transformação social.





