Início GERAL Supremo mira ‘patriota’ de MT por violação de tornozeleira

Supremo mira ‘patriota’ de MT por violação de tornozeleira


Reprodução/Internet

Bolsonarista, Vandinho Patriota fez questão de exibir a tornozeleira eletrônica, como aliado de Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou o político bolsonarista Vanderrson Alves Nunes (Novo) a prestar esclarecimentos sobre o descumprimento de medidas cautelares impostas em razão dos atos do 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Conhecido como Vandinho Patriota, ele é pré-candidato a deputado estadual por Mato Grosso, nas eleições deste ano.

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A decisão, de sábado (9), foi tomada após a Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico de Pessoas do Estado de Mato Grosso informar que, em 19 de dezembro de 2025, houve violação da área de inclusão estabelecida pelo uso de tornozeleira eletrônica.

Vanderson Nunes responde judicialmente por incitação ao crime e associação criminosa.

Em janeiro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes havia concedido liberdade provisória ao acusado, submetendo-o a sete medidas cautelares.

Entre as medidas, estão recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, com uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair do país, entrega de passaportes, suspensão de registros de armas, vedação ao uso de redes sociais e proibição de contato com outros envolvidos no caso.

Diante da constatação de descumprimento, Moraes fixou prazo de cinco dias para que a defesa de Vandererson apresente justificativas, sob pena de decretação imediata da prisão preventiva.

INVERTIDA” – Vandinho Patriota ganhou destaque na mídia, nesta semana, após viralizar nas redes por ter tomado uma “invertida” de um morador de rua. 

Durante a discussão, no Centro de Cuiabá, no sábado, ele dizia que o STF não teria provas contra ele e que não estava condenado.

Ao tentar argumentar, disse: “E você, que mora aqui na rua…”.

Neste momento, o rapaz rebateu: “Eu moro na rua, mas não sou tornozelado”. 

Ele é réu em uma das várias ações penais referentes ao 8 de janeiro, respondendo por associação criminosa e incitação ao crime, na forma equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os poderes constitucionais.

Em sua defesa, o ex-candidato apontou a incompetência do STF, a falta de pressupostos processuais e a inépcia da denúncia por ausência de individualização da conduta.

No mérito, Vadinho Patriota argumentou que não foram colhidas provas suficientes para a condenação.

O bolsonarista foi detido nos atos democráticos de 8 de janeiro de 2023, durante depredação das sedes do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo.

O ato violento foi em defesa de uma intervenção militar no país, com a permanência de Bolsonaro no poder.





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