É algo que, até este momento, está cravado por fontes muito próximas do Jair e do [Gilberto] Kassab [presidente nacional do PSD]. O que eles colocam é que esse depoimento, juridicamente, não faz diferença, mas era uma questão política. Letícia Casado, colunista do UOL
Casado listou três pontos destacados por aliados de Bolsonaro que justificariam as remotas chances de escolher Tarcísio como candidato à Presidência da República em 2026.
Nessas conversas, há três pontos que as pessoas levantam e explicam um pouco esse mau humor que define que Tarcísio não será o candidato.
Um deles é a questão da anistia. Marcos Pereira, presidente do Republicanos, nunca fez um trabalho árduo pela anistia do 8/1 e deixou o processo correr na Câmara. O que me falam é que Tarcísio nunca se posicionou junto ao Marcos Pereira e nem usou seu peso político para fazer pressão sobre o presidente do partido ao qual ele é filiado. Isso pegou muito mal com a família Bolsonaro.
O segundo ponto é que ninguém do secretariado de Tarcísio em São Paulo nunca fez uma frase contundente para fazer avançar essa questão da anistia e proteger Jair Bolsonaro ao longo do processo. Ninguém da equipe política do governador fez isso também.
O terceiro é mais recente. Há poucas semanas, Tarcísio foi aos EUA, mas não procurou Eduardo Bolsonaro. Ciro Nogueira [presidente do Progressistas] e Antônio Rueda [presidente do União Brasil] fizeram esse movimento. São aliados da família Bolsonaro e foram a restaurantes com Eduardo. Tarcísio não se colocou fazendo uma defesa da família e não fez pressão para proteger Eduardo do inquérito que está correndo no Supremo. Letícia Casado, colunista do UOL





