O estupro de uma presa de 24 anos por um investigador de 52 anos dentro da Delegacia de Sorriso (a 420 km de Cuiabá) chocou até a delegada responsável pelo caso. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, a delegada Layssa Crisóstomo afirmou que o crime revela a existência de “criminosos dentro da própria instituição”.
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“A gente percebe que nós temos criminosos dentro da nossa própria instituição e isso é muito triste”, disse ela ao ser questionada pelo jornalista Roberto Cabrini sobre o que mais a havia chocado no caso.
Segundo o relato da jovem, sua prisão preventiva ocorreu em 8 de dezembro de 2025, quando policiais arrombaram a porta de sua casa e a levaram para a delegacia. Na terça-feira, dia 9, após as 18h, o investigador Manoel Batista da Silva teria se aproximado de sua cela sob o pretexto de levá-la para fazer exame de corpo de delito e depois para falar com o escrivão.
Foi nesse momento, segundo a vítima, que começou o ciclo de abusos. Ela relatou que Manoel aparecia armado, a ameaçava e a levava para um local onde a estuprava. “Só apareceu o Manuel lá diante da sala comigo, me ameaçando. E sempre com uma pistola na mão”, contou. Ela disse que estava sempre algemada no momento dos abusos.
A delegada Layssa confirmou que não é normal um policial ter acesso a uma presa daquela forma. Ela explicou que o investigador agiu em um momento de vulnerabilidade da delegacia, quando apenas os plantonistas estavam presentes.





