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Trump diz que tropas ficarão no Irã até que “acordo real” seja cumprido


Cessar-fogo foi anunciado na 3ª feira (7.abr); escalada do conflito no Líbano expõe confusão sobre limites de uma trégua na região

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que as tropas e todos os recursos militares norte-americanos ficarão perto do Irã até que um “acordo real” seja alcançado entre os 2 países.

“Todos os navios, aeronaves e militares dos EUA, com munição, armamento e tudo o mais que for apropriado e necessário para a perseguição e destruição letal de um inimigo já substancialmente enfraquecido, permanecerão em suas posições dentro e nas proximidades do Irã até que o acordo real alcançado seja totalmente cumprido”, escreveu Trump em publicação na plataforma Truth Social feita na noite de 4ª feira (8.abr), no horário local –madrugada de 5ª feira (9.abr) em Brasília.

Trump afirmou que, caso o acordo não saia do papel, ordenará novos ataques, que serão “maiores, melhores e mais fortes do que qualquer um jamais viu”.

O presidente norte-americano declarou: “Foi acordado, há muito tempo, e apesar de toda a retórica falsa em contrário: nenhuma arma nuclear e o estreito de Ormuz permanecerá aberto e seguro”.

Na 3ª feira (7.abr), Trump havia anunciado uma trégua temporária condicionada à abertura completa, imediata e segura do estreito de Ormuz, passagem marítima por onde é transportado cerca de 20% do petróleo mundial.

No entanto, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif (PML-N, direita), disse que infrações “foram relatadas em alguns pontos da zona de conflito” e que isso “mina o espírito do processo de paz”.

O governo do Irã decidiu suspender a travessia pelo estreito na 4ª feira (8.abr), menos de 24 horas depois da entrada em vigor do cessar-fogo.

ATAQUES E IMPASSE EM ACORDO

Israel lançou uma de suas mais extensas séries de bombardeios contra Beirute em décadas. Segundo as Forças de Defesa de Israel, mais de 100 centros de comando e instalações militares ligadas ao Hezbollah foram atingidos na 4ª feira (8.abr).

A escalada no Líbano expõe uma confusão diplomática sobre os limites de uma trégua na região. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif –que atua como mediador de negociações entre os Estados Unidos e o Irã–, afirmou que o acordo de cessar-fogo em discussão incluiria o território libanês.

A versão, no entanto, foi negada pelos governos de Israel e dos EUA. O vice-presidente norte-americano, JD Vance (Partido Republicano), declarou que Teerã acreditava equivocadamente que a trégua abrangeria o Líbano, mas que não houve acordo nesse sentido.

Em retaliação à ofensiva israelense em Beirute, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã publicou um comunicado afirmando que “um ataque contra o Hezbollah é um ataque contra o Irã” e falou em preparar uma “resposta pesada” militar contra Israel.


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