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Vereadora critica apresentação de funk com teor sexual em festa junina do Liceu Cuiabano e cobra bom senso em escolas



A vereadora Michelly Alencar (União), presidente da Comissão de Educação da Câmara de Cuiabá, criticou a apresentação do DJ Kuririn durante a festa junina realizada pela Escola Estadual Liceu Cuiabano, uma das mais tradicionais da capital. O evento, ocorrido na última sexta-feira (27), viralizou nas redes sociais devido às músicas com letras de teor sexual, gerando críticas e também defesas por parte da população.

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Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (1º), Michelly destacou que o município já possui uma lei que proíbe músicas com conteúdo sexual explícito em eventos escolares, mesmo em escolas estaduais. Para a parlamentar, ainda que a legislação municipal não se aplique diretamente ao Estado, o bom senso deve prevalecer em ambientes educacionais.

“Temos uma lei municipal que proíbe músicas de cunho sexual e de baixo calão. Acredito que o Estado deve seguir essa lei. Mesmo que não haja uma legislação estadual específica, estamos dentro de um ambiente escolar, com alunos que têm ali a escola como referência. É papel do poder público dar o exemplo”, declarou.

A lei citada por Michelly foi sancionada em 2023 em Várzea Grande, cidade da região metropolitana de Cuiabá, e proíbe músicas, danças e coreografias consideradas obscenas em escolas públicas e particulares. A norma, no entanto, é vaga em relação à fiscalização e às punições em caso de descumprimento.

Apesar de não prever sanções diretas às unidades escolares, Michelly defendeu que haja apuração e, se necessário, medidas administrativas por parte do Executivo. “A punição na lei municipal parte do Executivo, porque o vereador não pode legislar punindo ninguém. Em caso de descumprimento, cabe a abertura de procedimento administrativo disciplinar contra a direção da escola”, afirmou.

No Instagram, o DJ Kuririn respondeu a críticas sobre a apresentação com a frase: “Os dois”, ao ser questionado se o evento era uma festa junina ou um baile. A participação do artista dividiu opiniões: enquanto algumas pessoas criticaram a presença do funk em um ambiente escolar, outras defenderam a diversidade musical e o comportamento dos alunos durante o evento.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. Além de DJ Kuririn, o evento contou com apresentações da Banda Novo Som e do grupo de siriri Flor do Campo. A organização da festa proibiu a venda de bebidas alcoólicas.

A vereadora informou ainda que tem visitado escolas durante o período de festas juninas e julinas, e que este foi o único caso que chegou ao seu conhecimento envolvendo músicas com conteúdo inadequado.

“Temos escolas fazendo festas com tranquilidade, respeitando o ambiente educacional. O que aconteceu no Liceu precisa ser analisado com seriedade para que não se repita”, concluiu.



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