Em outubro deste ano, mais de 150 milhões de brasileiros vão às urnas. Com dois terços das cadeiras do Senado disponíveis, direita e esquerda têm voltado suas atenções para a disputa.
O vice-presidente do PT, Washington Quaquá, avalia que a posição estratégica do Senado vem da atuação da Casa em questões de Estado consideradas relevantes. Dentre elas, ele lista a sabatina de ministros indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e de novos embaixadores, além da possibilidade de decisão sobre impeachment de ministros do STF.
Para enfrentar a estratégia da direita, que também buscar ampliar sua presença no Senado, o PT do presidente Lula tem se posicionado para impedir que o projeto de poder dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prospere, como destacou Quaquá.
“Do outro lado, na ultradireita, lá no bolsonarismo, existe toda uma política de descontração das instituições democráticas. Então, impedir que eles tenham maioria no Senado para poder impor uma política autoritária ao país é fundamental”, afirmou.
Para garantir essas vitórias nos estados, o dirigente do partido defende que alianças com o centro sejam priorizadas. “Tenho defendido que em todos os estados, a esquerda tenha uma aliança prioritária com o centro. Como são duas candidaturas, sempre uma candidatura de esquerda aliada a uma de centro para que juntas as duas possam vencer a ultradireita e ter um senado democrático”, argumentou.
Diretriz do partido
A direção nacional do PT aprovou uma resolução em dezembro do ano passado para guiar as negociações políticas neste ano. O partido prioriza a construção de chapas “competitivas” para o Senado para sustentar a campanha de Lula à reeleição e garantir sua governabilidade.
Segundo o documento, “o Senado, em particular, deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”. Por isso, o partido vê como imprescindível disputar as vagas “com força”, se valendo de alianças e mobilização social.








