O senador Wellington Fagundes (PL) publicou um carrossel na redes sociais com o título “Cristão não apoia Lula”, afirmou que houve “deboche” contra evangélicos e classificou a apresentação como “ato de campanha antecipada” durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo (15) na Marquês de Sapucaí, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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“O que vimos não foi expressão artística. Foi um ato de campanha antecipada. Quando se usa um palco público para enaltecer um político e, ao mesmo tempo, debochar da fé de milhões de brasileiros, ultrapassa-se qualquer limite de respeito”, escreveu o senador, ao defender que “fé não é instrumento eleitoral” e que “religião não é material de propaganda”.
Fagundes também citou cenas do desfile para sustentar a crítica, dizendo que evangélicos teriam sido retratados em “lata de conserva” e questionando coreografias e fantasias que simulavam um juiz prendendo um “palhaço com terno azul”, interpretação associada nas redes ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Antes dele, o deputado federal Coronel Assis (União), vice-líder da oposição na Câmara, já havia feito o ataque mais duro, misturando acusação eleitoral, crítica ao uso de recursos públicos e reclamação sobre símbolos religiosos. “Foi um desfile de mentiras e horrores, que demonstrou, além de um péssimo gosto estético, a verdadeira face da esquerda brasileira. Dinheiro público sendo destinado para esse tipo de propaganda do governo lembra muito regimes comunistas, como na Coreia do Norte”, afirmou.
A ofensiva também foi levada para o tom de sátira. Os deputados Coronel Fernanda e José Medeiros divulgaram vídeo com jingle em crítica ao governo e ao desfile, com referências a escândalos de corrupção e cobrança por promessas de campanha, como “picanha e cerveja”, além de ataques à economia e questionamentos sobre dinheiro público.
Nos bastidores, a narrativa do grupo é de que houve “dois pesos e duas medidas” na reação institucional ao episódio. Assis sustenta que o conteúdo configuraria propaganda antecipada e disse que a oposição ajuizou medidas para tentar impedir repasse de verbas públicas federais à escola, afirmando que não pretende permitir avanço de “impunidade” no caso.
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