Paulo Henrique Costa foi indicado ao cargo por Ibaneis Rocha e ficou na presidência da instituição até novembro de 2025
A Polícia Federal prendeu nesta 5ª feira (16.abr.2026) o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A prisão foi realizada durante nova etapa da operação Compliance Zero. O executivo é investigado por suspeita de permitir operações sem lastro com o Banco Master e de descumprir práticas de governança.
De acordo com a corporação, estão sendo cumpridos 2 mandados de prisão preventiva e 7 de busca e apreensão. A 4ª fase da Compliance Zero está sendo deflagrada no Distrito Federal e em São Paulo. Reportagem da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirma que a investigação identificou 6 imóveis que teriam sido recebidos por Costa como propina —4 em São Paulo e 2 em Brasília. São avaliados em cerca de R$ 140 milhões.
PAULO HENRIQUE COSTA
Costa comandou o BRB de 2019 a 2025. Foi indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), e permaneceu no cargo até novembro de 2025, quando a Justiça determinou seu afastamento.
Durante a gestão, liderou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. As investigações apontam que ele teria autorizado negócios entre as duas instituições sem lastro adequado. Também é suspeito de não ter seguido práticas de governança à frente do banco.
Costa é formado em administração de empresas e tem especializações na área financeira no exterior. Acumula mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.
Antes de assumir a presidência do BRB, trabalhava na Caixa Econômica Federal desde 2001. Na instituição, ocupou o cargo de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.
Eis a nota divulgada pela PF às 6h54:
“Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16/4), a 4ª fase da Operação Compliance Zero, para investigar esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.
“Policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.
“Estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.”





