Dez ações listadas nas principais carteiras da B3 (Ibovespa, IDIV e Small Caps) entregaram valorizações acima de 100% no período de um ano encerrado em 23 de abril de 2026, superando os índices de referência.
Em um levantamento feito pela consultoria Elos Ayta, divulgado nesta sexta-feira (24), é possível enxergar uma transição de dinâmica setorial no mercado brasileiro.
Segundo os dados, o desempenho foi liderado pela JHSF (JHSF3), que registrou alta de 211,86%, seguida pela Copasa (CSMG3) com 190,41%, e CBA (CBAV3), com ganhos de 162,07%.
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“O dado mais relevante, porém, está menos concentrado nos extremos e mais na composição da lista: há uma clara diversificação setorial, mas com protagonismo definido”, diz o levantamento.
Setores
Dentro da lista, vale destacar que o setor de energia elétrica domina, com três ativos, sendo eles: Axia Energia (AXIA6 e AXIA3) e Eneva (ENEV3). Na sequência, o setor de incorporações chega com dois nomes: JHSF e Moura Dubeux (MDNE3).
A análise ressalta que o destaque do setor elétrico não é puramente casual, uma vez que o cenário macroeconômico está passando por momentos de incerteza e reprecificação de ativos. Por isso, as companhias elétricas, que tendem a ter uma geração de caixa previsível, além de contratos mais longos e menos volatilidade operacional, começam a brilhar ao olhos dos investidores.
Demais papéis da lista se espalham entre os segmentos, como saneamento, locações de veículos, educação, mineração, entre outros. De acordo com a análise de Elos Ayta, isso evidencia que “o ciclo de alta não foi homogêneo, mas sim seletivo e orientado por fundamentos específicos”.
Seletividade
Dentro do período avaliado, o Ibovespa avançou 44,75%, mas o ganho real concentrou-se em histórias específicas de valorização; seis das dez maiores altas não são blue chips, mesmo com o IDIV crescendo 40,48% e o índice Small Caps, 20,41%.
“Das dez ações com retorno superior a 100%, cinco integram o Ibovespa, seis estão no índice Small Caps e três no IDIV, o que evidencia uma dispersão relevante de performance e reforça um ponto central: o alfa esteve mais associado à seleção de ativos do que à exposição passiva aos índices”, diz o relatório.
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A tendência se torna mais nítida ao perceber que mesmo que fossem maioria na amostra, as Small Caps entregaram um resultado geral bem abaixo do esperado, rendendo quase metade menos que o Ibovespa e o IDIV.
“O universo de empresas menores continuou oferecendo oportunidades pontuais expressivas, mas com maior assimetria e risco”, afirma o relatório da Elos Ayta.
Outro ponto são as ações do IDIV na lista. O investidor continua a se importar com a remuneração, entretanto, com somente três papéis integrando o ranking, é possível enxergar que o mercado também está levando em consideração a capacidade de crescimento e reprecificação das empresas, não somente os dividendos.
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