Divulgação/Secom-ALMT
CPI inicia uma nova etapa das investigações sobre as possíveis irregularidades em contratos e licitações firmados pela Secretaria de Saúde
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa inicia, nesta quarta-feira (6), às 14h, uma nova etapa das investigações sobre as possíveis irregularidades em contratos e licitações firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Os contratos são dos anos 2019 e 2023, com atenção especial às contratações realizadas durante a pandemia da Covid-19.
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Os auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE), Emerson Hideki Hayashida, Nick Andrew Pereira Ugalde e Bruno Fernandes Sugawara, marcarão presença para fazerem os seus depoimentos sobre o caso.
Os convocados participaram da elaboração de auditorias e relatórios técnicos que apontaram observações e alertas relacionados à gestão da saúde pública no período investigado.
De acordo com o presidente da CPI da Saúde, deputado Wilson Santos (PSD), essa fase marca o aprofundamento técnico dos trabalhos, com base na documentação já encaminhada pela Controladoria.
“Estamos dividindo por etapas. Como já recebemos a documentação da Controladoria, vamos agora ouvir cinco auditores que elaboraram auditorias, que encaminharam, à época, relatórios à Secretaria de Estado de Saúde, fizeram alertas e observações importantes. Agora, vamos sabatiná-los. São cinco no total. Começa nesta quarta, ouvindo três auditores e, no dia 13, mais dois”, informou o parlamentar.
A comissão busca esclarecer indícios de irregularidades em compras, licitações e contratos celebrados pela SES, especialmente durante o período crítico da crise sanitária.
Wilson Santos destacou que a expectativa é de que os depoimentos dos servidores de carreira contribuam para ampliar a compreensão dos fatos.
“Tenho certeza de que a vinda deles vai nos ajudar a esclarecer com mais precisão algumas ações realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2023, notadamente as compras, as licitações e os contratos feitos durante a pandemia da Covid-19”, disse.
O presidente adiantou que, após a fase de análise dos relatórios e oitivas dos auditores, a CPI avançará para uma segunda etapa voltada à apuração policial.
“Terminada essa fase de estudar os documentos da auditoria e sabatinar os auditores, partiremos para a segunda etapa, que é ouvir os delegados que dirigiram a Operação Espelho. Depois, numa terceira etapa, ouviremos agentes públicos da própria Secretaria de Estado de Saúde. É um trabalho eminentemente técnico, baseado em documentos e provas contundentes”, reforçou o deputado.
Com o início das oitivas, a CPI da Saúde entra em uma fase decisiva, centrada na análise técnica dos documentos e na coleta de depoimentos que devem ajudar a esclarecer os fatos investigados.





