Início GERAL Na AL, deputado pede retirada de homenagem à filha assassinada

Na AL, deputado pede retirada de homenagem à filha assassinada


Reprodução/Secom-ALMT

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou duramente o colega Valdir Barranco (PT) por ter citado sua filha, Raquel Cattani

Uma discussão acalorada, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ganhou novos desdobramentos após declarações envolvendo um caso de feminicídio que marcou o Estado.

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou duramente o colega Valdir Barranco (PT) por ter citado sua filha, Raquel Cattani – assassinada pelo ex-marido, em 2024, em Nova Mutum (267 km ao Norte de Cuiabá) -, durante um debate sobre posse e porte de armas para mulheres.

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Segundo Cattani, a menção ultrapassou os limites do debate político e desrespeitou a memória da ilha.

O parlamentar contestou a forma como o episódio foi apresentado, afirmando que sua filha nunca teve arma de fogo e que a imagem utilizada durante a discussão não correspondia à realidade dela, mas sim a equipamentos pertencentes à família.

Diante da repercussão, Cattani anunciou que pretende solicitar à Mesa Diretora a retirada do nome da filha da Procuradoria da Mulher da Assembleia, espaço que atualmente leva seu nome como homenagem.

Para ele, a permanência da homenagem se torna incoerente diante de declarações que, em sua avaliação, ferem a memória da vítima.

O embate ocorre em meio à tramitação de um projeto de lei, de autoria de Cattani, que trata do direito de mulheres sob ameaça solicitarem porte de arma.

De acordo com o deputado, a proposta não amplia o acesso de forma indiscriminada, mas busca reconhecer a chamada “efetiva necessidade”, já prevista na legislação vigente.

A iniciativa, no entanto, recebeu um substitutivo apresentado pela deputada em exercício Eliene Xunakalo (PT), o que gerou questionamentos por parte do autor do projeto.

Cattani classificou a alteração como inesperada e levantou críticas sobre o que considera uma contradição no debate sobre proteção às mulheres.

Durante suas declarações, o parlamentar também fez críticas mais amplas às políticas de enfrentamento à violência doméstica, argumentando que medidas como aumento de penas ou mecanismos de proteção estatal nem sempre são suficientes para evitar tragédias.

Ele defendeu o direito à autodefesa como alternativa em situações extremas, citando sua própria experiência pessoal.

O episódio reacende o debate sobre segurança pública, políticas de proteção às mulheres e os limites do discurso político em temas sensíveis, especialmente quando envolvem casos reais de violência.





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