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Jayme Campos intensifica agenda no interior e defende desenvolvimento regional em Mato Grosso


Jayme Campos

O senador Jayme Campos (União) acelerou o ritmo de viagens pelo interior de Mato Grosso e já projeta visitar os 142 municípios do estado até as eleições de outubro. Apenas nos últimos dias, o parlamentar percorreu cinco cidades e ainda prevê agenda em outros três municípios antes do encerramento do fim de semana, reforçando sua estratégia de aproximação com lideranças regionais e eleitores.

Durante as visitas, Jayme reafirmou sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso e adotou um discurso voltado à redução das desigualdades regionais, criticando a concentração de investimentos públicos em cidades economicamente mais desenvolvidas.

“Em todas as 142 cidades de Mato Grosso, inclusive em Boa Esperança do Norte, já existem ações concretas do meu trabalho enquanto senador da República”, afirmou o parlamentar.

Boa Esperança do Norte foi oficialmente transformada em município em janeiro de 2025, após décadas de discussão sobre emancipação política. Jayme destacou que já destinou ações e investimentos para a nova cidade, usando o exemplo para reforçar sua presença em todas as regiões do estado.

Na última terça-feira, o senador participou da sessão solene em comemoração aos 40 anos de emancipação de Sorriso, município considerado um dos principais polos do agronegócio brasileiro. Durante o evento, ele recebeu homenagens e aproveitou para relembrar obras estruturantes realizadas durante sua gestão como governador de Mato Grosso, entre 1991 e 1995.

Entre as realizações citadas pelo senador está a expansão do sistema de transmissão de energia elétrica no norte do estado. Segundo Jayme Campos, a implantação do linhão entre Cuiabá, Sinop e Alta Floresta foi decisiva para o desenvolvimento regional.

“O reconhecimento das pessoas que viveram as dificuldades daquela época é o que mais me motiva a continuar trabalhando”, declarou.

O senador lembrou que, antes da ampliação da rede elétrica, diversas cidades do norte mato-grossense dependiam de geradores movidos a óleo diesel para garantir fornecimento de energia. Ele destacou que muitas das atuais gerações não vivenciaram aquele cenário, mas afirmou que o desenvolvimento de Mato Grosso foi resultado do esforço coletivo de diferentes setores da sociedade.

Apesar de reconhecer a mudança no perfil do eleitorado ao longo dos últimos 30 anos, Jayme afirma acreditar que sua experiência administrativa e o conhecimento acumulado sobre as diferentes regiões do estado ainda representam um diferencial político.

“A caminhada está apenas começando. Faltam quatro meses para as eleições e eu tenho serviços prestados, bagagem e conhecimento das regiões e dos problemas de Mato Grosso”, afirmou.

Ao longo da agenda pelo interior, o senador também defendeu um modelo de desenvolvimento mais equilibrado entre os municípios. Segundo ele, o crescimento econômico de Mato Grosso acabou concentrado em cidades impulsionadas pelo agronegócio e por grandes investimentos privados, enquanto regiões mais distantes permanecem com baixa presença do Estado.

Jayme argumenta que cabe ao governo estadual utilizar mecanismos como incentivos fiscais e políticas públicas para estimular o desenvolvimento em regiões menos favorecidas.

“O empresário investe onde existe lucro, o que é natural. Mas cabe ao Estado criar mecanismos para levar desenvolvimento também às regiões mais distantes”, afirmou.

O senador destacou as dificuldades enfrentadas por cidades localizadas nas regiões de fronteira e nos extremos territoriais de Mato Grosso. Segundo ele, muitos municípios possuem relações econômicas e logísticas mais próximas de estados vizinhos do que da própria capital mato-grossense.

Como exemplo, ele citou cidades do Vale do Araguaia, como Confresa, Vila Rica, Luciara e São Félix do Araguaia, que mantêm forte ligação com Tocantins e Goiás. Já municípios do extremo norte, como Apiacás, Nova Bandeirantes e Paranaíta, possuem maior proximidade com Pará e Amazonas.

Na região noroeste, cidades como Colniza, Rondolândia e Cotriguaçu mantêm conexões econômicas e sociais intensas com Rondônia. Jayme também mencionou municípios da faixa de fronteira com a Bolívia, como Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda, além de cidades do sul e sudeste mato-grossense.

Para o senador, a ausência de investimentos mais robustos nessas localidades amplia desigualdades regionais e dificulta o acesso da população a serviços públicos e oportunidades econômicas.

“Temos muitas cidades que passam ao largo do desenvolvimento e precisam ser fomentadas da mesma forma que os grandes polos econômicos”, declarou.

Jayme Campos também aproveitou a agenda para fazer comparações entre o cenário fiscal de sua gestão como governador e a atual realidade econômica do estado. Segundo ele, quando assumiu o governo, a arrecadação anual de Mato Grosso girava em torno de R$ 500 milhões, enquanto hoje a receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões.

O senador afirmou que o aumento da capacidade financeira do estado cria condições para uma gestão mais eficiente e abrangente. Sem citar diretamente adversários, ele também fez críticas ao atual grupo político que controla o governo estadual, liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) e pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Apesar de pertencerem ao mesmo partido, Mauro Mendes já declarou apoio à candidatura à reeleição de Pivetta, o que evidencia uma divisão interna no União Brasil em Mato Grosso.

Mesmo diante desse cenário, Jayme reafirmou que seguirá na disputa e disse acreditar na força de sua trajetória política.

“A democracia permite que cada um apresente suas propostas. Tenho experiência, conhecimento e condições de montar uma equipe preparada para fazer uma administração inclusiva”, afirmou.

O senador também destacou o volume de recursos destinados aos municípios por meio de emendas parlamentares. Segundo ele, apenas neste mandato já foram encaminhados mais de R$ 1,2 bilhão para investimentos em Mato Grosso, além de convênios firmados junto ao governo federal.

Ao intensificar as viagens pelo interior e ampliar o discurso regionalista, Jayme Campos busca fortalecer sua presença política em municípios estratégicos e consolidar uma alternativa ao grupo atualmente no comando do Palácio Paiaguás.





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