Início NACIONAL União Progressista pode ficar fora de apoio nacional a Flávio Bolsonaro

União Progressista pode ficar fora de apoio nacional a Flávio Bolsonaro


A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) pode não formalizar apoio nacional à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A tendência é que as siglas mantenham autonomia nos estados e permitam que os diretórios regionais definam alianças conforme os interesses locais.

A decisão ocorre após uma sequência de desgastes entre integrantes da federação e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Dirigentes partidários também passaram a receber pressão de lideranças estaduais para evitar um posicionamento fechado na disputa pelo Palácio do Planalto.

A federação partidária, formada por duas ou mais legendas que passam a atuar de maneira conjunta por, no mínimo, quatro anos, vinha sendo apontada como possível aliada do projeto presidencial de Flávio. A possibilidade, no entanto, perdeu força diante de divergências internas.

No Progressistas, parte da insatisfação surgiu após o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Integrantes do partido esperavam uma manifestação pública de Flávio Bolsonaro em defesa do dirigente, o que não ocorreu.

Antes do rompimento do clima entre as partes, Ciro Nogueira chegou a ser considerado como possível nome para compor uma chapa presidencial liderada por Flávio.

Já no União Brasil, o desgaste aumentou após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União-RJ), aliado de Flávio e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. O político foi preso após um fuzil ser encontrado no porta-malas de seu veículo durante uma operação da Polícia Federal.

Canella afirmou que a arma pertencia a um policial militar de sua equipe de segurança. A investigação, porém, aponta que ele não apresentou elementos capazes de comprovar a versão.

Aliados das legendas avaliam que uma manifestação pública de Flávio em apoio ao ex-prefeito poderia ter amenizado o desgaste, mas isso não aconteceu.

Além dos episódios recentes, dirigentes partidários também consideram o cenário eleitoral nos estados. Parlamentares, especialmente do Nordeste, defendem que uma neutralidade nacional poderia evitar dificuldades para candidaturas regionais em locais onde o presidente Lula (PT) mantém maior força eleitoral.

Apesar da decisão de não apoiar oficialmente Flávio Bolsonaro em nível nacional, o PP pretende deixar seus diretórios estaduais livres para definir alianças.

Em São Paulo, por exemplo, integrantes da legenda avaliam apoiar Flávio para fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado.

Na disputa paulista, também está no radar do partido a candidatura de André do Prado (PL), que conta com apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Dirigentes do PP avaliam que Flávio poderia concentrar esforços para ampliar a votação de Derrite no estado.





FONTE

Google search engine