Início NACIONAL Carta de Bolsonaro expõe “extrema fragilidade” de Flávio, diz Caiado

Carta de Bolsonaro expõe “extrema fragilidade” de Flávio, diz Caiado


O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) se manifestou neste sábado, 11, sobre a carta em que o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para o ex-governador de Goiás, o gesto revela “extrema fragilidade” da campanha do filho 01 do ex-presidente.

Durante visita ao 27º Festival do Japão, em São Paulo, Caiado afirmou que um candidato ao Palácio do Planalto precisa demonstrar capacidade própria para enfrentar crises, sem depender do aval de familiares.

“Isso é uma eleição para a Presidência da República. E cada um tem que mostrar a sua capacidade. Eu não posso ficar naquele momento e falar: ‘Olha, eu vou recorrer ao meu pai’. Qual é o pai que nega um filho e uma carta? Nenhum. Agora, isso é um sinal de extrema fragilidade na campanha, afirmou.

Na avaliação de Caiado, a Presidência exige autonomia para lidar com situações de crise. 

“Uma Presidência da República não é um assunto familiar. Você tem que ter alguém que tenha esse calibre para poder sentar naquela cadeira e ter a condição de responder pelas crises”, disse.

Em publicação no X, o ex-governador também publicou uma mensagem ironizando a iniciativa do senador de ler a carta. 

“Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. É isso…”, escreveu.

Crítica ao governo Lula

Durante o mesmo evento em São Paulo, Caiado também atacou a condução da economia pelo governo Lula e afirmou que o próximo presidente encontrará um cenário fiscal mais grave do que o enfrentado no segundo mandato de Dilma Rousseff.

“Independente dos problemas de corrupção, que são demais, independente dos problemas da criminalidade dos faccionados, da insegurança no país, nós teremos um problema seríssimo: a partir de 2027 será pior do que uma Dilma 2”, disse.

Flávio lê carta de Bolsonaro

A carta criticada por Caiado foi lida por Flávio Bolsonaro em transmissão nas redes sociais. 

No documento, Jair Bolsonaro apresenta o filho como seu “porta-voz”, pede união entre os aliados e o define como a “melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.

Jair Bolsonaro também pediu que seus apoiadores deixem de lado divergências internas. 

Na carta, afirmou que “o momento é de arregaçar as mangas” e de “deixarmos de lado as possíveis diferenças”.





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