O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador Rogério Marinho (PL-RN), negou neste domingo, 12, que uma eventual aliança com o Republicanos envolva a promessa de indicar o presidente da legenda, Marcos Pereira, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota publicada nas redes sociais, Marinho classificou como “absolutamente falsa” a informação de que o apoio do Republicanos estaria condicionado à futura nomeação de Pereira para a Corte.
Segundo ele, essa possibilidade “jamais foi objeto de qualquer conversa ou negociação”.
O senador afirmou que as conversas para formar uma coalizão em torno da pré-candidatura de Flávio são conduzidas com base em “convergência de princípios”, “alinhamento programático” e “compromisso com os interesses do país”, “nunca em troca de cargos, favores ou indicações para qualquer Poder da República”.
Marinho acrescentou que PL e Republicanos poderão atuar juntos em palanques estaduais e afirmou que a sigla será bem-vinda em uma eventual coalizão nacional.
A nota foi divulgada após a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, afirmar que Marcos Pereira teria condicionado o apoio do Republicanos à indicação para uma vaga no STF, que será aberta com a aposentadoria do ministro Luiz Fux, em 2028.
Nota de Marcos Pereira
Também neste domingo, Marcos Pereira divulgou uma nota em que nega que o Republicanos tenha fechado apoio à pré-candidatura de Flávio ou negociado uma indicação ao Supremo.
Segundo ele, o último encontro entre os dois ocorreu há mais de um mês e terminou sem acordo.
O presidente do Republicanos afirmou ainda que consultas internas indicam, de forma preliminar, um sentimento de frustração com a pré-candidatura do senador e uma preferência pela neutralidade nas eleições. Disse, porém, que o apoio ao presidente Lula está descartado.
“Na última sexta-feira, em São Paulo, uma pesquisa encomendada pelo partido foi apresentada para uma parte da bancada paulista. Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições. O apoio a Lula está completamente descartado. Outras reuniões semelhantes à de São Paulo ocorrerão ao longo do mês. A decisão final dos rumos do Republicanos será tomada em Convenção Nacional que será realizada em Brasília.”





