Início NACIONAL Epidemia mortal de opioides conviveu lado a lado com Copa nos EUA

Epidemia mortal de opioides conviveu lado a lado com Copa nos EUA


Parte da população afetada já tinha migrado para a heroína, mas o grande agravante foi a entrada nos EUA, a partir de 2013, do fentanil, opioide sintético 50 vezes mais potente do que heroína. Ele é barato, tem origem ilícita e descontrolada e é fácil de encontrar.

“O fentanil se tornou um fator de enorme contribuição para a crise. Eu diria que ele mudou dramaticamente o cenário de abuso de substância no país. E como ele tem origem ilícita, as pessoas ao usarem não estão mais usando só uma substâncias, estão usando drogas que podem incluir outras substâncias também”, diz Ruth Jean Marie, do Eva’s Village.

Em 1999, o Fentanil causou 3 mil mortes nos EUA. Em 2023, esse número tinha saltado para 72,7 mil mortes. Ele e outros derivados sintéticos são hoje responsáveis por 69% das mortes por overdose do país.

Por ter origem ilegal e sem controle sobre o conteúdo, o fentanil também intensificou a necessidade de políticas de redução de danos. O NJRC oferece, por exemplo, seringas limpas e novas para evitar a disseminação de doenças.

“São ferramentas de redução de danos. Eles podem começar um tratamento, mas podem também nos entregar as seringas sujas, para que não fiquem jogadas nas ruas para outros. Nos as descartamos, e damos a eles seringas limpas”, diz Dana Robertson.

“O fentanil adulterado às vezes causa feridas terríveis, e exigem que você intervenha, as limpe, ajude a cicatrizar, para que eles não percam uma perna, além de perderem a vida para o vício. Às vezes você precisa acolhê-los, encontrá-los onde eles estão, onde é possível”, completa.





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