O presidente Lula avalia a possibilidade de não participar de debates e sabatinas durante a campanha do primeiro turno das eleições de 2026. Segundo integrantes da campanha, a medida é discutida sob o argumento de reduzir riscos à imagem do presidente e por dúvidas sobre o impacto eleitoral desses eventos.
A possibilidade foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada por O Antagonista.
De acordo com a avaliação de integrantes do comitê de campanha, Lula já teria uma vaga praticamente assegurada em um eventual segundo turno. Nesse cenário, a participação em debates poderia expô-lo a ataques de adversários sem oferecer ganhos eleitorais proporcionais.
Apesar da discussão, a campanha ainda não tomou uma decisão sobre a participação do presidente nos debates e sabatinas. Integrantes da equipe avaliam que uma eventual ausência pode ser explorada por adversários e gerar a percepção de que Lula evita o confronto direto com outros candidatos.
Os demais postulantes ao Palácio do Planalto: Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) já confirmaram participação nos eventos, inclusive na sabatina que será promovida pelo G4 Educação/O Antagonista em 4 de agosto. A sabatina deverá ser a primeira após a homologação das candidaturas presidenciais.
O comitê petista sabe que o presidente da República será o principal alvo dos demais candidatos. Apesar disso, uma ala do PT defende que Lula participe dos eventos de olho nos embates contra Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Caiado aparece numericamente à frente de Lula
Pesquisa Realtime Big Data, divulgada nesta terça-feira, 21, indica que Caiado está numericamente à frente de Lula em uma eventual disputa de segundo turno.
Caiado tem 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula.
Brancos e nulos são 8%. Indecisos são 5%.
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, eles estão tecnicamente empatados.
Lula x Flávio
Assim como Caiado, Flávio Bolsonaro também está tecnicamente empatado com Lula em um eventual segundo turno.
Numericamente, no entanto, ele está atrás do petista.
Lula tem 45% das intenções de voto. O filho de Jair Bolsonaro tem 42%.
Brancos, nulos e indecisos somam 13%.
Em junho, a diferença de Lula para Flávio no segundo turno era de cinco pontos percentuais. O petista aparecia à frente com 45%. O pré-candidato do PL tinha 40%.
No mês de maio, Flávio tinha 44% dos votos, e Lula, 43%.





