O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou na quarta-feira, 22, confiar nas urnas eletrônicas e disse que é preciso “sair dessa discussão”.
Tarcísio foi questionado sobre o tema após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu aliado político, reeditar dúvidas sobre o sistema eleitoral e pedir a diplomatas estrangeiros o envio de observadores internacionais para o pleito presidencial de outubro.
“Eu confio nas urnas, até porque se eu não confiasse eu não estava disputando a eleição. O importante é a gente discutir projetos, olhar o Brasil, olhar o que o Brasil está precisando. [Temos que] sair dessa discussão, que ela não vai levar a lugar nenhum e começar a pensar projetos”, afirmou.
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Na terça-feira, 21, Flávio pediu a diplomatas estrangeiros o envio de observadores internacionais para o pleito presidencial de outubro.
Durante evento em Brasília, o pré-candidato à Presidência associou as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic, repetindo uma alegação já refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ciclos eleitorais anteriores.
Ao se dirigir à plateia, formada por membros do corpo diplomático de nações como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Austrália e Alemanha, o senador afirmou: “que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossas eleições”.
Antes do pedido, ele fez menção a documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) tornados públicos na semana anterior pelo governo do presidente americano Donald Trump, que apontam suspeitas sobre o sistema eleitoral da Venezuela.
Foi nesse contexto que Flávio mencionou a Smartmatic, dizendo que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. A empresa não fabrica nem programa as urnas usadas no Brasil. Ela manteve apenas contratos pontuais de conexão de dados e voz com a Justiça Eleitoral, sem qualquer papel na operação dos equipamentos de votação.
Após a repercussão negativa da declaração, Flávio Bolsonaro negou, em duas notas, que tenha questionado o sistema de votação.
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