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Convenções revelam o novo mapa das alianças em Mato Grosso


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Oficialização das candidaturas expõe rearranjo político em Mato Grosso

As convenções partidárias realizadas na última semana começaram a desenhar um novo mapa político da sucessão estadual.

Embora ainda faltem os encontros do União Brasil e do Republicanos, além da definição do MDB sobre o futuro político da deputada Janaina Riva, os movimentos registrados, até agora, revelam que a disputa pelo Governo de Mato Grosso será construída muito mais pelas alianças regionais do que pelas composições nacionais.

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A convenção do PL, realizada na sexta-feira (24), oficializou a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado, mas também evidenciou que a legenda ainda enfrenta dificuldades para unificar suas principais lideranças.

Durante o evento, dirigentes defenderam a candidatura própria e buscaram transmitir uma imagem de unidade, mas os acontecimentos dos últimos dias mostram um cenário mais complexo.

O principal sinal dessa reconfiguração veio justamente de dentro do próprio PL.

Os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, e Edilson Antônio Piaia, de Campo Novo do Parecis, declararam apoio ao projeto político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Esse fato demonstraria que parte da base municipal liberal prefere manter alinhamento com o Governo.

Outro movimento relevante envolve o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL).

Embora tenha afirmado que apoiará a candidatura de Wellington Fagundes por ser a decisão do partido, Abilio não participou da convenção estadual e vem mantendo boa interlocução institucional com Pivetta.

Nos bastidores, sua postura é interpretada como uma tentativa de preservar espaço de diálogo com os dois principais grupos políticos da sucessão.

Situação semelhante vive a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).

Também sem declarar apoio ao candidato do partido, ela tem afirmado que sua prioridade é resolver os problemas administrativos do município, antes de assumir posição eleitoral.

Ao mesmo tempo, ampliou a aproximação institucional com o Governo do Estado, em iniciativas como a Aliança pela Água, programa voltado ao enfrentamento da crise de abastecimento no município.

Na prática, isso significa que justamente os prefeitos das duas maiores cidades de Mato Grosso ainda não estão plenamente inseridos na campanha de Wellington.

Esse fator tende a influenciar o processo eleitoral, especialmente na Baixada Cuiabana.

Enquanto o PL trabalha para consolidar sua unidade, o União Brasil vive um dilema ainda mais complexo.

A convenção marcada para o dia 30 deste mês decidirá se o partido lançará a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo, ou se manterá o compromisso firmado pelo ex-governador Mauro Mendes, de apoiar Pivetta.

A escolha terá repercussões que vão além da definição de um candidato.

Se Jayme disputar o Governo, a eleição ganhará um terceiro nome competitivo e obrigará todos os grupos políticos a reorganizar suas estratégias.

Se prevalecer o apoio a Pivetta, Mauro consolidará sua liderança sobre o partido e ampliará a base governista.

Outro ponto de atenção permanece no MDB.

Embora Janaina Riva continue tratando a candidatura ao Senado como projeto prioritário, as especulações sobre uma possível composição como vice de Pivetta cresceram nas últimas semanas e passaram a ocupar espaço central nas conversas de bastidores

. Até o momento, porém, não existe definição oficial da deputada nem da direção estadual do partido.

Essa indefinição mantém o MDB como a principal incógnita da sucessão.

Dependendo da decisão da legenda, tanto a disputa pelo Governo quanto a corrida pelas duas vagas ao Senado poderão sofrer mudanças significativas.

Além das movimentações estaduais, o debate nacional também começa a produzir reflexos em Mato Grosso.

Em entrevista na quinta-feira (23), o ex-governador Mauro Mendes afirmou que a direita brasileira vive um momento de indefinição, marcado por “fogo amigo” e por um “vácuo” de novas lideranças.

Essa avaliação evidenciaria a cautela das principais lideranças estaduais enquanto aguardam a consolidação do cenário nacional.

Faltando poucos dias para o encerramento do período das convenções, o desenho político começa a ficar mais nítido.

O PL busca consolidar sua candidatura própria, o Republicanos amplia apoios entre prefeitos, o União Brasil decidirá o futuro da principal aliança governista e o MDB continua com a peça que poderá redefinir toda a composição das chapas.

Mais do que oficializar candidaturas, as convenções estão revelando quem realmente está ao lado de quem na sucessão estadual.





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