Início GERAL Taques é ‘mentiroso’ e pedido de prisão é ‘fofoca’, afirma Mauro

Taques é ‘mentiroso’ e pedido de prisão é ‘fofoca’, afirma Mauro


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Mauro Mendes minimiza pedido de prisão feito por Pedro Taques, no contexto da Operação Heritage, da Polícia Federal

Candidato a senador, Mauro Mendes (União) rebateu o pedido de prisão apresentado pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), após ele e o deputado federal Fábio Garcia (União) serem vistos num mesmo evento.

O ex-governador classificou a acusação de descumprimento de medida cautelar como “muita fofoca”.

Segundo ele, ele e o parlamentar apenas se encontraram “por acaso”, sem qualquer conversa ou aproximação.

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A declaração foi dada após o ex-governador Taques (PSB), também candidato a senador, recorrer à Justiça alegando que Mauro teria violado uma das restrições impostas no âmbito da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades envolvendo um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a telefônica Oi S/A.

Mauro Mendes afirmou que não sabia que Fábio Garcia estaria no local e que o ex-secretário também não tinha conhecimento de sua presença.

Ambos, segundo ele, estavam em pontos diferentes, diante de um público numeroso.

“Eu não sabia que ele estava lá, e ele não sabia que eu estaria lá. Foi um encontro fortuito. Não conversamos, só nos vimos e nos afastamos. Ele ficou de um lado do palco e eu fiquei do outro”, afirmou.

O ex-governador também contestou a interpretação de que a decisão judicial impediria os dois de frequentarem o mesmo ambiente.

Para Mauro, a restrição, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), está relacionada especificamente à comunicação sobre o conteúdo da investigação e à possibilidade de combinação de versões entre os investigados.

“A decisão é muito clara: ela nos proíbe de falar sobre o processo ou eventualmente combinar alguma versão sobre o processo. Se nós quiséssemos fazer isso, nós iríamos escolher um milhão de lugares, menos na frente de um palco, ao lado de 50 pessoas e na frente de 1.000 pessoas”, disse.

Mauro classificou a acusação como algo que “beira a estupidez e a ignorância”, e negou que tenha havido qualquer tentativa de driblar a determinação judicial.

A Operação Heritage foi deflagrada pela PF em 6 de agosto passado, para apurar um suposto esquema envolvendo mais de R$ 308 milhões relacionado a um acordo celebrado entre o Governo de Mato Grosso, durante a gestão Mauro Mendes, e a Oi.

Entre as medidas determinadas no curso da investigação, estão bloqueios patrimoniais, recolhimento de passaportes e restrições de contato entre pessoas investigadas.

A controvérsia em torno do encontro acrescentou um novo confronto à disputa eleitoral entre Mauro e Taques.

O ex-procurador utilizou o episódio para requerer a prisão de Mauro por suposta violação da cautelar.

Mauro, por sua vez, reagiu atacando diretamente o adversário e questionando a credibilidade das acusações.

“Vou levar em consideração aquilo que fala o cara mais mentiroso da história do governo de Mato Grosso? Taques foi um cara que passou o mandato inteiro mentindo, está mentindo agora e já tem 20 decisões desfavoráveis a ele”, afirmou.

IMPACTOS – O candidato também reclamou do impacto dos sucessivos processos em sua campanha.

Segundo Mauro, as disputas judiciais têm exigido interrupções constantes de sua agenda eleitoral para a gravação de direitos de resposta.

“Está difícil para mim fazer campanha porque o Taques não deixa. Toda hora, tenho de parar a campanha para ir gravar direito de resposta. Pelo amor de Deus, para de mentir, faz um pouco de campanha e deixa eu fazer a minha campanha”, ironizou.

Questionado sobre a afirmação de Taques de que ainda não havia ingressado pessoalmente com ações contra o adversário, Mauro indicou que pretende agir de forma calculada e sem reagir impulsivamente aos ataques.

“Tudo tem o tempo certo e a hora certa. Eu sempre agi com estratégia e não com o fígado”, declarou.  





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